r.a.f.a.e.l
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"O futuro já está passando sobre nós. Compreender e
participar desse futuro não depende do nosso tempo cronológico.
Depende fundamentalmente do despertar para uma nova realidade."
(Marilyn Ferguson) || Neste
blog, relatos e confissões dos amores e dissabores de alguém
no eterno papel de estudante da vida, em Salvador, Bahia || v.e.l.o.s.o
Estou apaixonado por essa música e por essa promessa da MPB
Maria Gadú é autora da música Shimbalaiê, tema da novela Viver a Vida (Rede Globo). Neste vídeo ela interpreta a música Dona Cila, feita para a avó. A gravação foi realizada em fevereiro deste ano, durante o show de pré-lançamento do CD Maria Gadú, no Cinematheque, no Rio de Janeiro.
No próximo dia 13 de novembro, às 20h, Maria Gadú fará show em Salvador, na Praça Tereza Batista, Pelourinho. Mais informações no My Space de Maria Gadú.
Dona Cila (Maria Gadú)
De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu
Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé
Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto
Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for
O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim
Jovem é xingada em faculdade por causa de roupa curta
Uma estudante do primeiro ano de Turismo do período noturno do campus ABC da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban), em São Bernardo do Campo, foi xingada e acuada por um grupo expressivo de estudantes no prédio onde estuda por causa do comprimento do vestido que usava. O fato ocorreu no dia 22 e ganhou repercussão nesta semana pelo site YouTube, onde foram publicados vídeos que registraram o episódio. A universidade pediu para que o conteúdo fosse retirado.
Pelas as cenas e depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade. A estudante, de 20 anos, pediu para que seu nome não fosse divulgado.
"Costumo usar vestidos curtos e calças apertadas, assim como outras meninas. Naquele dia, tinha pegado ônibus, andado na rua e ninguém disse nada", contou a estudante. "Eles estavam possuídos, fiquei com muito medo." Em nota, a Uniban afirmou que instaurou uma sindicância. "Alunos, professores, seguranças e também a aluna estão sendo ouvidos individualmente", informou. A universidade "pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o regimento interno". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Opinião: Um bando de filhinhos de papai recalcados que estavam mesmo querendo é fazer arruaça para não ter aula. Perfil tipo de alguns universitários atualmente. Infelizmente! Para o mundo que eu quero descer!
Mandalas de Luz, esse é o título da exposição da artista plástica angolana Guidha Cappelo, em cartaz até o dia 23 de novembro, no Espaço Cultural da Pousada dos Artistas, em Praia do Forte. As obras que mesclam diversas técnicas é resultado de cursos, experiências de introspecção e do contato da artista com elementos da natureza. A entrada é gratuita e o horário de visitação é das 10h às 22h.
Lembrei do escândalo que ocorreu na frente do prédio de uma amiga na Barra. Parece que mais de um milhão de internautas já assistiram a esse vídeo, que já ganhou uma versão funk e em ritmo sertanejo.
Não sei o que é pior, a louca gritando "me dá meu chip Pedro" ou os comentários do cara que estava gravando. É a era do Big Brother. Aconteceu virou Manchete e vai para o You Tube!
O trabalho de 11 artistas baianos engajados no circuito da arte urbana e que já mostraram seus trabalhos no exterior fazem parte da exposição de grafites em cartaz na Galeria Solar Ferrão, Pelourinho, até 11 de outubro. Entre os artistas estão Denis Sena, Dimak, Fael 1° e Peace, entre outros.
TVE Bahia: Soterópolis destaca Mãe Hilda e Sophie Calle
O Soterópolis desta quinta-feira (24/09), às 22 horas, pela TVE Bahia, presta uma homenagem a Mãe Hilda, ialorixá do Terreiro Ilê Axé Jitolu e guia espiritual do bloco afro Ilê Aiyê, que morreu no sábado passado (19/09). O programa também faz a resenha do circuito cultural de Salvador, com destaque para a exposição Cuide de Você, da artista francesa Sophie Calle, em cartaz até 22 de novembro no Museu de Arte Moderna da Bahia, e o espetáculo Córtex, que comemora os cinco anos de atividade do grupo Teatro da Queda.
O espectador poderá ainda conferir uma conversa no estúdio com o artista plástico Baldomiro, que fala sobre suas pesquisas com arte vivencial e sobre as obras criadas por ele que compõem o cenário do Soterópolis durante este mês. E mais a agenda cultural de Salvador e outros municípios.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta-feira (25/09), às 18h30, e domingo (27/09), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
Matéria do programa Soterópolis sobre Nancy Viégas e seus trabalhos como cantora, compositora e produtora. Entrevistas de André t, Rex e Morotó, dos Retrofoguetes e Lana Viégas, sua filha
O Soterópolis conversou com músicos, fãs e pesquisadores sobre a carreira de Raul, que contam um pouco da trajetória do artista ao longo desses 20 anos
O ciclo de palestras e oficinas de videoclipes Geração BIT
Matéria sobre o Interview Project, novo projeto do diretor David Lynch
Uma homenagem a Ramiro Mussoto, músico argentino que escolheu e recriou o berimbau.
O curta-metragem Nego Fugido, vencedor de melhor curta no SEMCINE 2009, de Cláudio Marques e Marília Hughes.
O XVI Percpan deu o que falar: shows memoráveis e polêmica com a apresentação da banda norte-americana Beirut.
II Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (FILTE 2009).
Projeto Construções Compartilhadas e a instalação cênica O Engenheiro que Virou Maçã com Rita Aquino, Duto Santana, Líria Morays, Leonardo França e Paula Carneiro.
E mais a agenda cultural da cidade e do interior.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (18/09) às 18h30 e domingo (20/09), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
O ator Patrick Swayze, 57 anos, morreu ontem (14/09) em Los Angeles vítima de um câncer no pâncreas diagnosticado em 2008. Swayze ficou conhecido por filmes como Dirty Dancing - Ritmo Quente (1987), Ghost - do Outro Lado da Vida (1990), Para Wong Foo, Obrigada Por Tudo! (1995), entre outros.
Clássica cena do filme Ghost - do Outro Lado da Vida
Trecho do DVD Cheiro de Amor Acústico (legendado)
Música: Pensa em mim
Gravadora: UNIVERSAL (todos os direitos)
Ano de lançamento: 2008
Pense em mim Composição: Bernardo Faria / Conrado d´Ávila
Inspiração dos meus sonhos, não quero acordar
Quero ficar só contigo não vou poder voar
Pra que parar pra refletir se meu reflexo é você
Aprendendo uma só vida, compartilhando prazer
Por que parece que na hora não vou aguentar
Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar
Como num filme, no final tudo vai da certo
Quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto?
Pensa em mim
Que eu to pensando em você
E me diz
O que eu quero te dizer
Vem pra cá pra eu ver que juntos estamos
E te falar
Mais uma vez que te amo
O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
Intimidades, brincadeiras só a gente entende
Pra quem falar que namorar é perder tempo eu digo:
A muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo
Juntos no balanço da rede, sob o céu estrelado
Sempre acontece, o tempo pára quanto tô do seu lado
A noite chega, eu fecho os olhos e é você quem vejo
Como eu queria estar contigo, eu paro e faço um desejo
Pensa em mim
Que eu to pensando em você
E me diz
O que eu quero te dizer
Vem pra cá pra eu ver que juntos estamos
E te falar
Mais uma vez que te amo
Mais uma vez que te amo...
TVE Bahia: O Festival A Gosto da Fotografia, o documentário Álbum de Família de Wallace Nogueira
O Soterópolis desta quinta-feira (06/08), às 22 horas pela TVE Bahia, visitou a abertura do Festival A Gosto da Fotografia no Palacete das Artes, na Graça, em Salvador. Além da reportagem, vamos mostrar a entrevista do organizador do festival Marcelo Reis no estúdio.
O programa destaca também o documentário Álbum de Família de Wallace Nogueira, um dos vencedores do DOCTV IV E DOCTV BAHIA I, que vai ser exibido na TVE no dia 13 de agosto às 23 horas.
E mais, grafitte, teatro e improvisação.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (07/08) às 18h30 e domingo (09/08), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
Para conscientizar a população sobre a homossexualidade, a campanha Não Homofobia, iniciativa do Grupo Arco-Íris de Conscientização LGBT, veiculará em algumas emissoras um filme publicitário no qual será mostrado a igualdade entre as pessoas independentemente da orientação sexual.
Produzido pela agência de propaganda Giacometti, o infomercial com duração de 30 segundos será transmitido pelas emissoras AXN, Animax, MTV, TV Cultura e Sony.
O intuito é que a propaganda na televisão ajude a campanha “Não Homofobia” a acolher mais assinaturas virtuais para que auxilie na aprovação do PLC 122/06, o qual criminalizará a homofobia no Brasil. Veja abaixo o vídeo da campanha:
TVE Bahia: A peça Hamlet no teatro e em documentário é o que você vai ver no Soterópolis desta semana. A gente mostra também as exposições dos fotógrafos Edward Curtis e Claudia Andujar sobre a cultura indígena
O Soterópolis desta quinta-feira (30/07), às 22 horas pela TVE Bahia, faz uma viagem pelas tribos indígenas através das lentes da suíça Claudia Andujar e do americano Edward Curtis em exposição na Caixa Cultural.
O programa destaca também o samba de raiz de Juliana Ribeiro. A cantora inicia nova temporada no Teatro Gamboa Nova. O show intitulado De Areia é uma homenagem ao samba e os seus diversos ritmos e manifestações.
A convite do Soteropolis, o ator Marcelo Prado conversou com os atores Caio Junqueira, Marcelo Flores e Fábio Lago sobre a estréia da peça Hamlet no palco do TCA. A esposa do ator Wagner Moura, Sandra Delgado, também falou com a nossa equipe sobre o documentário Além Hamlet, um registro do processo de construção da peça.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (31/07) às 18h30 e domingo (02/08), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
Digái, negão! Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
E aí, viado! Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei? Olá amigo.
Ô, véi! Olá amigo.
Diga, mô pai! Oi para você também, amigo!
Êa! Olá, amigo.
Colé de mêrmo? Como vai você?
É niuma, misere. Sem problemas, amigo.
Relaxe mô fiu. Sem problemas, amigo.
Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei? Você sabe que é meu bom amigo, não é?
Bó pu regui, negão? Vamos para a festa, amigo?
Aí cê me quebra, né bacana. Aí você me prejudica, não é meu amigo?
Aooonde! Não mesmo!
Vô quexá aquela pirigueti. Vou paquerar aquela garota.
Vô cumê água. Vou beber (álcool).
Colé de mermo? O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma. Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.
O brother tirou uma onda da porra. O cara se achou.
Tá me tirando de otário é? Está me fazendo de bobo?
Tá me comediando é? Está me fazendo de bobo?
Se plante! Fique na sua.
Se bote aí, vá! Chamada ao combate físico.
Eu me saí logo. Eu evitei a situação.
Shhh... Ai, mainhaaa.
Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.
Ôxe! Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
Lá ele! ou Lá nele! Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.
Lasquei em banda! Meteu sem dó nem pena.
Biriba nela mô pai. Manda ver! (no sentido sexual da coisa)
Ó paí ó! Olhe para aí, olhe! Essa expressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria à frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as Índias e veio parar na Bahia; desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que se trata de um texto apócrifo dos Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja....
Num tô comeno reggae! Não estar acreditando ou dando muita importância.
Num tô comeno reggae de (fulano)! Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)
Tome na seqüência misere. Tomar o troco de algo ruim que você fez.
Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big! Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
Sai do chão! Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
Rumálaporra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Rumáladisgraça! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Picá a porra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Ei, ó o auê aí ô! Tida como única frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.
Bó batê o baba? Chamar os amigos para uma partida de futebol.
TVE Bahia: O Soterópolis desta semana mostra a coreografia do BTCA .Áfrika, dirigida por Victor Navarro e o longa Pau Brasil, de Fernando Beléns
O Soterópolis desta quinta-feira (23/07), às 22 horas pela TVE Bahia, faz uma viagem simbólica pelo continente africano através da nova coreografia do Balé Teatro Castro Alves, .Áfrika, dirigida pelo espanhol Victor Navarro.
O programa destaca também o lançamento do longa Pau Brasil, de Fernando Beléns. O filme vai ser lançado no Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, que começa na próxima semana.
Você vai curtir ainda o Encontro Cultural Noise. O evento mescla música, poesia, moda, imagens, tatuagens e vem sendo realizado, todos os meses, na Boomerangue.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (24/07) às 18h30 e domingo (26/07), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
TVE Bahia: Soterópolis traz uma reportagem sobre as novas experimentações do audiovisual como os filmes feitos com celular
O Soterópolis desta quinta-feira (16/07), às 22 horas pela TVE Bahia, mostra o projeto De Dentro pra Fora, comandado por Soraya Aboim. Na edição dedicada ao samba, a cantora teve como convidados o grupo Cama de Voz, Juliana Ribeiro e Raimundo Sodré.
Os costumes e impressões do povo chileno são retratados na exposição El Norte del Chile, em cartaz na Galeria do Conselho.
O programa destaca também os novos formatos de produção audiovisual, com uma reportagem sobre os filmes feitos com celular.
No estúdio, um bate-papo com o professor e músico Jorge Sacramento. Ele conta os detalhes do Festival de Percussão da EMUS/UFBA.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (17/07) às 18h30 e domingo (19/07), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site http://www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
Soterópolis homenageia a bailarina e coreógrafa Pina Bausch e apresenta um panorama do desenvolvimento de Games na Bahia
O Soterópolis desta quinta-feira (09/07), às 22 horas pela TVE Bahia, destaca a crescente produção de games educacionais no Estado e traz entrevista inédita com Nelson Pretto, doutor em comunicação e pesquisador em tecnologia educacional.
Uma reportagem especial em homenagem a bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch. Responsável por misturar elementos do teatro à dança, Bausch definiu um novo espaço para a dança contemporânea.
A exposição Oroboro do fotógrafo pernambucano Márcio Lima revisita paisagens brasileiras para falar do ciclo da vida.
E o caldeirão sonoro da Orkestra Rumpilezz no Teatro Jorge Amado.
Dirigido por Silvana Moura, o Soterópolis é apresentado por Mário Sartorello e Luciana Accioly. E pode ser visto em mais dois horários: sexta (10/07) às 18h30 e domingo (12/07), às 18 horas. Quem preferir pode acompanhar o programa pela internet em tempo real. Basta acessar o site http://www.tve.ba.gov.br nos mesmos horários de exibição na TV.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) ajuizou ontem uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo no País, da mesma maneira como são reconhecidas as uniões entre homens e mulheres e com os mesmos direitos e deveres. De acordo com a apresentação do recurso, a união entre pessoas do mesmo sexo "é uma realidade fática inegável, no mundo e no Brasil".
"Acreditamos que este tema não é matéria de lei, mas de interpretação constitucional", afirma a procuradora-geral da República, Deborah Duprat, responsável pela ação. Ela usou o recurso jurídico da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), instrumento aplicado quando se acredita que um direito fundamental está sendo alvo de interpretações divergentes. "O que pedimos aos ministros é que seja feita para as uniões entre pessoas do mesmo sexo a analogia com a união estável entre homem e mulher", explica.
Para a procuradora, a recusa em reconhecer essas uniões fere a Constituição, principalmente nos artigos que tratam dos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade e liberdade entre os cidadãos, da vedação de discriminações odiosas e da proteção à segurança jurídica. A ação traz ainda cópia da representação do Grupo de Trabalho de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e pareceres dos professores titulares de Direito Civil e de Direito Constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A ADPF foi distribuída ao ministro Carlos Ayres Britto.
*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Soterópolis desta quinta-feira traz cinema, circo, teatro e fotografia*
O Soterópolis desta quinta-feira (26), a partir das 22h pela TVE Bahia, visita o set de filmagens do documentário Sarcófago, sobre o performer Jayme Fygura, novo projeto do videomaker Daniel Lisboa, com direção de fotografia do cineasta Fábio Rocha. O programa também faz um balanço do Quinto Panorama Internacional Coisa de Cinema, que contou com mostras competitivas de filmes de longa e curta duração, além de palestras, lançamentos, cursos e debates.
O programa traz ainda entrevistas com profissionais de circo e cenógrafos da área teatral, para comemorar o Dia do Teatro e do Circo, e uma homenagem aos 460 anos de Salvador a partir de imagens criadas pelos fotógrafos Marcelo Reis, Hans Herold, João Meirelles, Valéria Simões, Filipe Cartaxo e Aristides Alves.
O Soterópolis tem reprise na sexta-feira (27), às 19h30, e domingo (29), às 18h. O programa pode ser conferido também pelo site www.tve.ba.gov.br.
Mais um texto produzido na Assessoria de Comunicação (ASCOM) do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5). Esse é sobre a inauguração do novo fórum de Vitória da Conquista.
Neste sábado (28), a partir das 21h30, a TVE Bahia leva ao ar o especial “Nosso Carnaval - Melhores Momentos”. O programa terá duas horas de duração e vai mostrar os destaques da cobertura campeã que a TV pública da Bahia fez do Carnaval de Salvador 2009.
Além da cobertura completa do Ilê Aiyê, Malê Debalê, Olodum, Alerta Geral, Filhos de Ghandy e outros blocos de matriz africana, o espectador poderá conferir a diversidade musical dos trios independentes, o desfile dos blocos de axé music e a folia nos bairros e no Pelourinho.
Os jovens Ronney Argolo e Leonardo Melo se dizem vítimas de homofobia por parte de um segurança do Shopping Iguatemi, na noite de segunda-feira, dia 9. Por causa de um beijo, o preposto pediu que os rapazes, ambos de 22 anos, saíssem da Alameda das Grifes, no 3º piso. A denúncia foi registrada na 16ª CP (Pituba), e será investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE).
A justificava apresentada pela direção do Iguatemi é de que as carícias entre os jovens constrangeram clientes. O Grupo Gay da Bahia (GGB) enviará carta de repúdio e ameaça promover um “beijaço”. “É um direito constitucional. Qualquer casal tem o direito de demonstrações públicas de afeto”, diz o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira.
Ronney e Leonardo conversavam com a amiga Ísis Santos, 22. Sentados num pufe, eles trocavam carinhos. Após se beijarem, o casal foi abordado por um segurança de prenome Itamar. Ele afirmou que a conduta dos namorados era inconveniente, e que não era permitida pela direção do shopping.
Itamar declarou ainda que famílias que passavam poderiam ficar constrangidas, determinando que o trio de amigos se retirasse.
“A abordagem do segurança foi discriminatória. Agíamos como namorados de qualquer orientação sexual agem em público”, diz o estudante de medicina Leonardo Melo. Por sua vez, Ronney diz ter chamado atenção do guarda da existência de uma lei municipal que proíbe homofobia – nº 5275/97, sancionada pelo então prefeito Antonio Imbassahy.
O supervisor, identificado pelo prenome Augusto, respaldou a atitude do subordinado, apesar de conceder que “talvez ele tenha feito a abordagem de modo inadequada”. A estudante Maria Ísis chamou a atenção para o despreparo dos seguranças para lidar com a questão. “O que me parece é que eles não foram orientados como proceder numa situação como esta”.
Ronney e Leonardo registraram reclamação no shopping e partiram para a delegacia. Eles não têm a cópia da ocorrência porque não havia delegado. Eles voltarão ao distrito policial na sexta. “Nós vamos ao Juizado Especial para buscar orientação jurídica”, informa Leonardo.
“Queremos que fique claro que qualquer casal tem o direito de se beijar em público. As pessoas têm que aprender a lidar com diferença”, diz Ronney, que é estudante de jornalismo.
O promotor Almiro Sena, responsável no MPE pela apuração de denúncias de discriminação, nega-se a fazer análise: “É preciso investigar se houve um excesso da parte do casal, já que existem regras de urbanidade, ou se houve discriminação”.
Em nota a A TARDE, o Iguatemi diz que “a interferência deveuse à manifestação de clientes que sentiram-se constrangidos pelas carícias em público”. O shopping nega qualquer atitude preconceituosa com os clientes.
“Prezamos pela boa conduta e orientamos nossa equipe a proceder de maneira igualitária”, afirma na nota o superintendente do Iguatemi Salvador, Alexandre Luercio.
*Matéria originalmente publicada na página 7, da edição impressa do jornal A Tarde, do dia 11 de fevereiro de 2009.
A TVE Bahia preparou uma cobertura especial para a Festa de Iemanjá, nesta segunda-feira (2), em Salvador. Única emissora a contar com link ao vivo em alto mar, o canal 2 exibirá flashes da grande celebração, que mobiliza praticamente todo o bairro do Rio Vermelho, a partir das 8h. E a partir das 14h, a transmissão seguirá ininterruptamente até o momento da entrega do presente, no final da tarde, com a participação de vários comentaristas convidados, a exemplo da historiadora Vanda Machado.
Além da plataforma de captação de imagens em alto mar, montada em uma embarcação cedida pelo 2º Distrito Naval, a cobertura jornalística da TV pública atuará em mais três frentes: estúdio, montado ao lado da colônia de pescadores, unidade móvel com três câmeras e duas equipes que percorrerão a pé as ruas do Rio Vermelho.
Ou seja, os vários ambientes e expressões da Festa de Iemanjá serão abordados em todos os seus detalhes – o misticismo sincrético em torno da adoração à orixá (cuja versão católica é Nossa Senhora dos Navegantes), os presentes, as flores e perfumes, as vestimentas brancas, as comunidades dos terreiros, as bandinhas e cordões musicais, a animação dos bares e casas particulares que se mistura à alegria de quem prefere as ruas na parte profana da festa e outros aspectos.
Cinquenta profissionais foram mobilizados pela TV pública para esta cobertura, a ser comandada pelos repórteres Robson do Val, Oscar Paris, Glauber Moraes e Gustavo Castellucci.
The Wonder Years ou Anos Incríveis, foi uma série norte-americana criado por Carol Black e Neal Marlens, que misturava drama e comédia. O seriado exibido originalmente pela rede ABC entre março de 1988 a maio de 1993, teve 115 episódios, em 6 temporadas. O seriado mostrava acontecimentos ocorridos entre 1968 a 1973, sob a visão de um garoto chamado Kevin Arnold (Fred Savage), que entrava em sua fase de adolescência ao lado do seu melhor amigo Paul Pfeiffer (Josh Saviano) e da garota Winnie Cooper (Danica McKellar), sua primeira namorada.
Elenco
Kevin Arnold - Fred Savage
Paul Pfeiffer - Josh Saviano
Winnie Cooper - Danica McKellar
Wayne Arnold - Jason Hervey
Karen Arnold - Olivia d'Abo
Norma Arnold - Alley Mills
Jack Arnold - Dan Lauria
Abertura Original
Episódio final
Barrados no Baile - Beverly Hills 90210
A série tem início quando uma família de classe média formado pelo casal Jim (James Eckhouse) e Cindy Walsh (Carol Potter) e os seus dois filhos adolescentes Brandon (Jason Priestley) e Brenda Walsh (Shannen Doherty), saem da cidade de Minessota e mudam-se para a glamurosa Beverly Hills, na Califórnia e tem que se acostumar com o novo padrão de vida. Brandon e Brenda vão estudar na West Beverly High School e logo fazem amizade com outros colegas da escola, como Dylan (Luke Perry), David (Brian Austin Green), Kelly (Jennie Garth), Donna (Tori Spelling), Andrea (Gabrielle Carteris) e Steve (Ian Ziering). E a rotina de Brandon, Brenda e seus amigos de colégio procurando divertimentos e namoros descompromissados, os encontros na lanchonete Peach Pit ou na danceteria After Dark, o local favorito do grupo, suas crises existenciais e auto-afirmação própria dos jovens adolescentes que a série aborda.
Abertura
Murphy Brown
Murphy Brown era uma comédia de situação (sitcom) da rede de televisão norte-americana CBS, criada por Diane English e exibida entre novembro de 1988 a maio de 1998. Foram 10 temporadas, num total de 247 episódios. No Brasil esta série foi apresentada pela Rede Record por pouco tempo, no final da década de 1990, depois voltou a ser exibida pelo canal por assinatura da Sony.
A série era protagonizada por Candice Bergen no papel da controvertida Murphy Brown, uma jornalista investigativa e âncora do noticiário da FYI, um telejornal fictício. No elenco original incluíam o âncora Jim Dial (Charles Kimbrough), um veterano profissional, ganhador de vários prêmios; o repórter investigativo Frank Fontana (Joe Regalbuto), audacioso, o melhor amigo de Murphy, e chegado em sensações perigosas; a distraída Corky Sherwood (Faith Ford), uma ex-miss América, agora jornalista, mas que foi contratada mais pelos seus dotes físicos e olhar atraente do que propriamente por sua capacidade jornalística e o estressado produtor Miles Silverberg (Gran Shaud).
The Nanny
Muito antes da super babá do SBT ajudar famílias a educarem seus filhos, essa Nanny já aprontava as maiotes confusões. The Nanny, foi uma série apresentada originalmente nos Estados Unidos, pela rede CBS, de novembro de 1993 a junho de 1999, num total de 146 episódios.
O seriado tem inicio quando o viúvo e famoso produtor da Brodway Maxwell Sheffeld (Charles Shaughnessy), resolve contratar uma babá para três filhos. O mordomo Niles (Daniel Davis), confundi a vendedora de cosméticos Fran Fine (Fran Drescher) como uma das canditadas. Uma mulher inteligente, de boa aparência, mas com uma terrível voz anasalada. Essa é a atrapalhada Nanny.
O sitcom foi criado e produzido pela própria Drescher e pelo seu marido Peter Marc Jacobson, com músicas de Ann Hampton Callaway e indicado para vários prêmios importantes.
MacGyver - Missão Perigo
MacGyver era uma série de aventuras, produzida em parceira Canadá/Estados Unidos, criado por Lee David Zlotoff e tendo como produtor executivo Henry Winkler e John Rich, filmada inicialmente em Vancouver, no Canadá. Os 139 episódios da série foi apresentados originalmente pela rede ABC, entre setembro de 1985 a maio de 1992. Protagonizado por Richard Dean Anderson como MacGyver, um curioso personagem a serviço da Fundação Fênix, na luta do bem contra o mal, usando somente sua inteligência. A fama de MacGyver vinha de sua habilidade para improvisar qualquer artifício utilizando elementos simples e variados, como clipes, pneus, solventes, etc., além de seu inseparável canivete Victorinox, multiuso do exército suíço.
Na busca desenfreada para dar um furo de reportagem, muitos jornalistas esquecem de um dos fundamentos básicos do jornalismo, “buscar provas que fundamentem as informações de interesse público”. Não são raros os exemplos de erros cometidos por profissionais da imprensa, muitos deles motivados pela falta de apuração ou por uma apuração inadequada.
Um exemplo clássico disso foi o caso da Escola Base de São Paulo, onde repórteres esqueceram a lição de ouvir, no mínimo, três fontes para as “várias versões” que um mesmo fato pode ter. No caso citado, um casal de educadores foi acusado de abusar sexualmente de um aluno. Isso baseado, somente no relato de uma criança. Uma informação desmentida posteriormente, mas como flecha lançada, palavras desferidas não volta atrás.
Resumo da ópera, o casal hoje processa os principais veículos de comunicação do país por falsas acusações. Eles perderam todo o patrimônio construído durante anos de trabalho e hoje sobrevivem da aposentadoria de ambos e do lucro de uma pequena copiadora.
Acabar careiras, destruir reputações e até matar. Esses são os riscos de uma informação mal apurada. É dever de todos os profissionais da imprensa desconfiar de suas fontes e buscar incessantemente ouvir outras versões da mesma história, a fim de buscar a tão almejada veracidade dos fatos relatados.
Os estudantes de Letras José Eduardo Góes, de 18 anos, e Jarbas Rezende Lima, de 25, foram vítimas de um episódio de intolerância à orientação sexual na Universidade de São Paulo (USP). Os rapazes foram expulsos de uma festa do Centro Acadêmico de Veterinária, no dia 10 de outubro, porque se beijavam.
Eles registraram, ontem (dia 28), na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), um boletim de ocorrência contra entidade, por constrangimento ilegal e lesão corporal. Segundo os estudantes, por volta de 1h30, o DJ interrompeu o som, as luzes foram acessas e o casal gay, foi repreendido. "O DJ ficou apontando. Acredito que um casal heterossexual não teria sido tão exposto e agredido", afirma Lima. "Em segundos, um cara nos arrancou de lá", completa.
A Guarda Universitária foi chamada, mas, de acordo os estudantes, os funcionários disseram que nada poderiam fazer. A direção do Centro Acadêmico Moacyr Rossi Nilsson informa que a festa foi interrompida porque os garotos exageraram no beijo. A entidade rebate a acusação de homofobia e diz que há estudantes homossexuais que freqüentam a entidade e nunca foram discriminados. Na semana passada, o CA procurou os rapazes para resolver o "mal-entendido", mas não foi possível acertar um horário.
O estudante de doutorado em Literatura e membro do Corsa, uma ONG LGBT, Dário Neto, lamenta o episódio. Ele acompanhou os rapazes na Decradi. "O inquérito policial agora vai avaliar o caso. Com o BO, vamos solicitar uma comissão processante na Secretaria de Justiça, com base na Lei 10.948", explica. A lei, estadual, pune administrativamente casos de homofobia.
Punição
O assessor de Defesa e Cidadania da Secretaria de Justiça, Dimitri Sales, explica que a entidade pode ser punida até com multa. "O Estado tem poder de polícia. Quando virar processo, ouviremos as partes. A secretaria forma um juízo e aplica sanção ou isenta", afirma. Em relação ao caso da USP, ele afirma que a homofobia é estrutural no País. "O preconceito está em todos os lugares, até em espaço de produção do conhecimento. A homofobia precisa ser combatida".
O filósofo da informação, Pierre Lévy, considerado o Papa da revolução digital estará em Salvador, terça-feira (21). Ele será o convidado do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, a partir das 20h, no Teatro Castro Alves.
Lévy nasceu na Tunísia, é professor titular do Departamento de Comunicações na Universidade de Ottawa e membro da Sociedade Real do Canadá. Com mestrado em História da Ciência e doutorado em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade de Sorbonne, em Paris.
Ele voltou seus interesses para as áreas da cibercultura e do espaço virtual. Autor de conceitos como “tecnodemocracia” e “cosmopédia”, ele é também um dos criadores do programa Árvores do Conhecimento, que organiza grupos de usuários da internet segundo interesses culturais.
Um especialista britânico em sono afirmou à revista científica New Scientist que o 'mito' de que a sociedade atual sofre de deficiência do sono é uma atitude intelectualmente preguiçosa e contribui para a ansiedade das pessoas que acreditam ser preciso passar mais horas na cama.
Em artigo publicado na edição semanal da revista, Jim Horne, diretor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Loughborough, diz que, ao longo dos últimos 40 anos, vários estudos mostraram que a maioria dos adultos saudáveis dorme entre sete e sete horas e meia por noite, um tempo, segundo ele, 'perfeitamente adequado'.'O 'fato' de que, no passado, as pessoas costumavam dormir nove horas por noite é um mito', afirma o pesquisador. 'O número surgiu de um estudo americano que afirmou que, em média, as pessoas dormiam nove horas por noite, mas a pesquisa incluía apenas crianças de 8 a 17 anos, e não adultos.'
Segundo Horne, a idéia de que a sociedade moderna sofre da falta de sono tem sido disseminada por estudos de laboratório em que os participantes vão para uma sala silenciosa com luz baixa e são induzidos a relaxar, fechar os olhos e dormir.
'Tais testes dizem revelar que as pessoas dormem profundamente nessas ocasiões, mas, como ocorrem em condições altamente propícias, tendem a estender o período que as pessoas dormem, passando a idéia de que precisam de mais horas de sono', diz o especialista.
Produtividade - De acordo com o pesquisador, outro argumento que tenta dar fundamento à teoria da privação crônica do sono diz que as pessoas tendem a dormir mais nos fins de semana ou nas férias para compensar o sono acumulado durante a semana. 'Não é só porque dormimos além das horas habituais no sábado e no domingo que precisamos de horas extras de sono', afirma o britânico. 'Nós já comemos e bebemos além das nossas necessidades biológicas. Por que não faríamos o mesmo com o sono?', indaga Horne. O especialista cita um estudo realizado por sua equipe recentemente em que a deficiência de sono foi investigada em 11 mil adultos.
Os pesquisadores verificaram que metade dos entrevistados tinha um déficit de sono equivalente a 25 minutos por noite. Para medir a determinação dos participantes em compensar a falta de sono, a equipe de Horne perguntou o que fariam se tivessem uma hora a mais por dia. Apenas um pequeno grupo de pessoas respondeu que usaria o tempo extra para dormir. A maioria disse que preferia se socializar, praticar exercícios físicos, ler ou assistir à televisão. 'Não deveríamos nos preocupar tanto com a falta de sono e entender que talvez nunca tenhamos dormido tão bem como atualmente', diz o especialista. 'Em vez de aumentar nossas horas na cama, poderíamos usar as horas em que estamos despertos para fazer algo mais produtivo', conclui Horne.
A laserterapia, técnica utilizada cada vez com maior sucesso no tratamento de doenças ginecológicas, tem se tornado um importante aliado no combate ao Papiloma Vírus Humano (HPV) e na prevenção de lesões pré-cancerígenas provocadas pelo vírus. O HPV, segundo a ginecologista Adriana de Oliveira Bruno, do Itaigara Memorial Hospital Dia, está relacionado com as verrugas e o câncer de colo de útero. Estimativas apontam que 75% dos homens e mulheres têm contato com o vírus em algum momento de suas vidas. No entanto, um pequeno número de pessoas desenvolve a doença, graças à defesa do sistema imunológico. "Contudo, se a infecção permanece por vários anos, existe maior risco de levar a alterações celulares e ao câncer", explica ela.
A médica é atualmente uma das três profissionais que utilizam a técnica de cirurgia a laser ou laserterapia na ginecologia, em Salvador, e o Itaigara Memorial Hospital Dia é o único centro na Bahia a oferecer este tratamento. "A laserterapia é um método seguro com alta eficácia, mais conservador, feito freqüentemente em única sessão, com rápida cicatrização e preservação da anatomia do trato genital. Proporcionando às pacientes um rápido retorno às suas atividades normais", relata a médica Adriana Bruno.
De acordo com a especialista, existem pelo menos cem tipos de vírus que provocam o HPV. Destes, os denominados números 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres do colo do útero e o 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas, que é o sintoma mais comum, apesar destas infecções, normalmente, serem assintomáticas. "Por isso a importância de exames periódicos. A infecção HPV é freqüente, quase todas as pessoas terão contato com o vírus. Geralmente, esta infecção é passageira. Cerca de 90% das pessoas ficam livres do vírus em até dois anos", afirma a médica.
O câncer do colo do útero, o mais sério problema associado ao HPV, pode ser prevenido com exames preventivos e com tratamentos eficazes das lesões pré-malignas. "Continuem a fazer seus exames regularmente e se você sabe que tem HPV, pare de fumar. É cientificamente comprovado que o tabagismo aumenta o risco de progressão das lesões para o câncer. Um grande problema que vejo no consultório é o quanto este vírus pode abalar emocionalmente as mulheres e o quanto comprometem o bem estar emocional, muito mais que o físico", afirma a ginecologista.
Prevenção Atualmente já é possível fazer a prevenção do Papiloma Vírus Humano através das vacinas quadrivalente (contra os tipos 6, 11, 16 e 18) e a bivalente (contra os tipos 16 e 18). A vacina é segura e não está relacionada a nenhum efeito colateral sério, além de ter eficácia, em 100% de proteção para os cânceres associados aos tipos virais. A vacina é apenas preventiva e não tem nenhum poder curativo.
A vacina é indicada antes que a primeira relação sexual ocorra. "Além do fato destas meninas não terem sido expostas ao vírus, através de relação sexual, os estudos mostraram que a respostas imunológicas são maiores para meninas jovens do que para as mulheres mais velhas. Importante ressaltar que todas as mulheres, mesmo vacinadas, devem continuar fazer seu exame preventivo anual", aconselha Dra. Adriana.
"A prevenção das lesões associadas ao vírus também é extremamente importante e deve ser feita através de exames preventivos, como o papanicolau. Este exame pode detectar lesões pré-malignas e assim tratá-las com sucesso, evitando a tempo o câncer de colo do útero", afirma a ginecologista.
Entre os avanços da medicina para a descoberta precoce do HPV, esta o teste DNA HPV, que pode detectar os 13 tipos virais mais comuns associados ao câncer de colo do útero. A presença persistente de qualquer destes tipos de HPV, pode levar a alterações celulares e indicar tratamento para prevenir o câncer de colo de útero. Os tratamentos para as lesões pré-malignas associadas ao vírus HPV, podem, ser através de medicamentos, cirurgias e laserterapia, cuja indicação dependerá do tipo de lesão.
Depois de participarem durante quatro anos apenas com a cobertura jornalística da Meia Maratona Braskem de Revezamento, quatro grupos de jornalistas, dois do Grupo A Tarde e dois da TVE, resolveram participar da prova também competindo. Como atletas iniciantes, os jornalistas treinaram cada um a sua maneira e conseguiram completar a prova satisfatoriamente. Praticante da natação, a jornalista Maísa Andrade, do jornal A Tarde, participou da prova ao lado de seus colegas Aurélio Lima e Diana Gomes. Segundo ela, a experiência foi muito estimulante, “tanto que, após a corrida, resolvi também escrever sobre minha participação”. Praticante do ciclismo, para o jornalista Aurélio Lima, da Editoria de Esportes a experiência foi gratificante. “Estamos pensando em criar um grupo sob a coordenação do treinador Alberto do Carmo, mesmo preparador do Clube de Corrida Braskem”, afirmou.
As duas equipes da TVE que também competiram transformaram tudo em reportagem que foi exibida no domingo à noite no programa Cartão Verde. O programa também contou com a participação dos para-atletas Verônica Almeida (medalha de Bronze em Pequim na Natação) Elton Santana (Medalha de Bronze em Pequim no Remo) que vieram à Salvador à convite da organização da prova para a entrega das medalhas aos vencedores da Meia Maratona Braskem de Revezamento.
Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm, será o palestrante do evento de lançamento portal de Internet do Grupo A Tarde, da Bahia
Seguindo a tendência mundial no uso da Web 2.0, termo utilizado para descrever a segunda geração da Internet em que os internautas colaboram e trocam informações com sites e serviços virtuais, o Grupo A TARDE, da Bahia, lança seu novo portal A Tarde On Line (www.atarde.com.br). Mais completo e com novos recursos multimídia, ele será apresentado nesta sexta-feira, 12 de setembro, no Hotel Fiesta, em Salvador, com uma palestra do renomado profissional de comunicação Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm (holding formada pela associação de Roberto Justus e Grupo WPP), para convidados.
Com layout moderno e recursos interativos – blogs, transmissão ao vivo pela Web TV, link para a Rádio A Tarde FM, galerias de vídeo e fotos –, o novo A Tarde On Line permite que os leitores passem também a ser colaboradores do portal, enviando fotos e vídeos, comentando matérias, sugerindo pautas e contribuindo para a atualização das notícias. Para Fernando Severino, gerente de Internet do Grupo A Tarde, sites como Orkut, YouTube, Wikipedia, exigiram uma mudança de postura dos veículos de comunicação principalmente com relação à pulverização das informações. “Hoje há uma noção de ‘agregador de noticias’ e os veículos passaram a se preocupar como se relacionam com seus públicos”, destaca.
Um dos exemplos que melhor transmite o significado de convergência de mídias e interatividade do novo portal é a Sabatina Multimídia, evento realizado pelo Grupo A Tarde com os candidatos à Prefeitura de Salvador. Até o dia 25 de setembro, todos os cinco candidatos serão entrevistados pela equipe de jornalistas do Grupo A Tarde, com a participação do público ao vivo e através de perguntas enviadas ao site www.atarde.com.br e para o e-mail sabatina@grupoatarde.com.br. O evento vem sendo transmitido ao vivo pelo A Tarde On Line, e seu conteúdo veiculado durante a programação da Rádio A Tarde FM e, posteriormente, no Jornal A Tarde.
O grupo de Taikô Ishindaiko de Londrina-PR foi à sensação do 15º Festival da Cultura Japonesa no Brasil, realizado pela Associação Cultural Nippo-Brasileira de Salvador (Anisa), no Parque de Exposições de Salvador, de 29 a 31/08. Neste vídeo uma apresentação na categoria especial do Festival de Taikô do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (V Campeonato Brasileiro de Taikô), com a música Kiryoku.
Salvador recebe encontro inédito para debater o esporte e arte na educação
1º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música da ESPN vai reunir educadores, ONGs, professores e grandes nomes do esporte como Ana Moser e Lars Grael de 29 a 31 de agosto, no Hotel Pestana
Depois de percorrer mais de 150 mil quilômetros em quatro anos de ação, visitar 32 cidades em 15 estados brasileiros e atender mais de 60 mil crianças e 9 mil professores da rede pública de ensino, os projetos sociais Caravana do Esporte e Caravana da Música realizam um encontro inédito para fazer um balanço das atividades e debater o papel do esporte e da arte como ferramentas de educação. De 29 a 31 de agosto, acontece no Hotel Pestana, em Salvador (BA), o 1º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música, uma realização da ESPN, em parceria com o UNICEF, o Instituto Esporte Educação e a cantora Daniela Mercury.
O encontro vai reunir educadores, ONGs, atletas e professores da rede municipal de ensino para três dias de reflexão, avaliação e troca de experiências. Participam do evento a cantora Daniela Mercury, embaixadora do UNICEF, e grandes nomes do esporte nacional como Ana Moser, Lars Grael, Patrícia Medrado, Soraia André, Diogo Silva e Barbosa do basquete.
O Fórum terá palestras e mesas comandadas por Antônio Carlos Gomes da Costa, especialista em direitos da criança e políticas públicas para a infância e a adolescência, Victor Barreto, consultor do IDECA (Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e de Ação Comunitária) e Jaqueline Moll, coordenadora do Programa Mais Educação do Ministério da Educação. Também participam deste 1º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música secretários de Educação, Esporte e Cultura dos municípios envolvidos e representantes regionais do UNICEF.
Entre os objetivos do 1º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música estão avaliar o trabalho de continuidade desenvolvido pelos municípios e a aplicação de políticas públicas, além de propiciar a troca de experiências sócio-educativas entre os participantes e estabelecer propostas de continuidade do trabalho com o esporte e a arte educacionais nas comunidades envolvidas. Ao final do encontro, serão definidos Planos Político-Pedagógicos para orientar a continuação da Caravana do Esporte e da Caravana da Música nos municípios nos próximos meses até a realização do próximo Fórum, em maio de 2009.
"O 1° Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música é mais uma conquista nestes quatro anos de projeto. A primeira oportunidade de reunir educadores e gestores de municípios de todo o Brasil para um grande debate sobre a utilização do esporte e da arte na educação das crianças brasileiras", conta Adriana Saldanha, diretora da Caravana do Esporte e da Caravana da Música.
Caravana do Esporte - Criada em 2005 pela ESPN, a Caravana do Esporte já percorreu 32 cidades em 15 estados brasileiros, utilizando o esporte para educar. Em cada localidade atendida, uma equipe de professores e atletas desenvolve oficinas esportivas com alunos de 7 a 14 anos e workshops com professores da rede pública de ensino. A iniciativa é possível graças à aliança com o UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, que chancela o projeto e indica as cidades a serem atendidas. O Instituto Esporte e Educação, presidido por Ana Moser, é o responsável pela metodologia aplicada. O projeto conta ainda com a parceria de grandes nomes do esporte brasileiro.
Caravana da Música - O projeto foi criado em 2007 pela ESPN em parceria com o UNICEF e a cantora Daniela Mercury com o objetivo disseminar o conceito da educação por meio da experimentação artística de música e dança. Nas comunidades atendidas, profissionais indicados por Daniela Mercury realizam oficinas de música e dança com a alunos de 6 a 14 anos e workshops com professores da rede municipal de ensino para capacitá-los a dar continuidade ao projeto depois da passagem da Caravana.
Auxiliar as pessoas que querem parar de fumar é um dos objetivos do Programa de Cessação do Tabagismo da Clínica AMO, em Salvador. O lançamento do programa será no Dia Nacional de Combate ao Fumo, que acontece no próximo dia 29 de agosto, com uma palestra gratuita proferida pela pneumologista Thamine Lessa. O evento será no auditório do edifício Linus Pauling, no Itaigara, às 16h. (Rua Altino Serbeto de Barros, 19, ao lado do Hotel Fiesta). Segundo a especialista, a medicina tem como auxiliar os dependentes da nicotina, que, em muito casos, não conseguem parar de fumar apenas pela decisão pessoal. “Cada caso tem que ser analisado individualmente, mas o fumante contumaz pode ser auxiliado por terapia medicamentosa também”, afirma Thamine Lessa.
Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 5,5 milhões de pessoas em todo o mundo morrem anualmente em decorrência do tabagismo, uma das epidemias mais graves da era moderna. Só no Brasil morrem anualmente cerca de 200 mil pessoas. Este número preocupa profissionais das mais diversas especialidades, já que, de acordo com pesquisas, o fumo tem relação direta com doenças graves como câncer de pulmão, esôfago e bexiga, enfisema pulmonar, bronquite crônica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.
Na palestra a pneumologista vai demonstrar os extremos malefícios da nicotina e mostrar os caminhos para a cessação do tabagismo. “A palestra será voltada para leigos, fumantes ou familiares de fumantes que poderão auxiliar nesta jornada”, disse a médica. Já o Programa de Cessação de Tabagismo vai promover o estímulo e auxílio aos tabagistas a pararem de fumar. “Queremos criar condições para que os ex-fumantes mantenham-se nesse novo status, com menores taxas de recaída; vamos oferecer tratamento específico aos pacientes tabagistas durante o período de internação hospitalar; iremos promover o diagnóstico precoce e prevenção das neoplasias tabaco-relacionadas; e identificar precocemente e acompanhar pacientes tabagistas/ex-tabagistas portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica; entre outras ações”, adianta a médica.
Os danos do tabagismo são impressionantes, lembra Thamine Lessa. No mundo 1 bilhão e 200 milhões de fumantes consomem cerca de 6 trilhões de cigarros por ano; ao consumir um cigarro, o indivíduo introduz no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono, alcatrão, hidrocarbonetos e substâncias radioativas, que causam câncer. Pessoas que passam 80% do seu tempo em ambientes poluídos e fechados também são penalizadas. Ao fim de um dia os não fumantes podem ter respirado o equivalente a até 10 cigarros. Isso a depender da dimensão do ambiente, do número de fumantes e do número de cigarro fumados durante a jornada de trabalho. Pesquisas demonstram que os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes. Para participar da palestra de Cessação de Tabagismo os interessados poderão se inscrever gratuitamente pelo telefone (71) 3311-6500 ou pelo email administração@clinicaamo.com.br
Aberje apresenta as melhores práticas da comunicação corporativa
As melhores práticas da comunicação corporativa no Norte e Nordeste do País serão apresentadas nesta sexta-feira, dia 29, no auditório da Unifacs no bairro do Stiep, em Salvador (BA). Trata-se da audiência pública da etapa final do Prêmio ABERJE Regional Norte e Nordeste. A partir das 9 horas da manhã, as três empresas finalistas estarão apresentando seus cases. São elas: a Petrobras - com o case 3º Ciclo de Cursos do Prominp, o Grupo Vicunha - com o case Coleção Conect – Primavera/Verão 2009 e a Cyrela Andrade Mendonça - com o case Viva a Vida! Viva Le Parc.
Reconhecido pela Associação dos Dirigentes do Mercado Publicitário (ADEMI-BAHIA) como o lançamento imobiliário do ano, o Le Parc inovou com uma campanha de Comunicação de Marketing dinâmica que contribuiu para que o empreendimento se tornasse, em pouco tempo, um sucesso em vendas. “O Le Parc é um projeto arrojado, criativo e de qualidade, e o grande desafio da Eugenio foi desenvolver uma campanha que refletisse todas essas características”, afirma Cid Andrade, vice-presidente da Eugenio Marketing Imobiliário. O case foi escrito pela equipe da Agência de Textos – Comunicação Integrada com base na campanha elaborada e desenvolvida pela Eugenio Marketing Imobiliário.
Quem for conferir o Festival da Cultura Japonesa no Brasil, realizado de 29 a 31 de agosto, no Parque de Exposições de Salvador, vai poder conhecer um pouco mais da acupuntura, técnica milenar da Medicina Tradicional Oriental que consiste na aplicação de agulhas em pontos definidos do corpo para obter efeitos terapêuticos. Profissionais desta área da medicina vão oferecer ao público a oportunidade de experimentarem a técnica auriculoterapia, especialidade da acupuntura que consiste na aplicação de sementes em pontos estratégicos da orelha, proporcionando um bem-estar quase imediato.
Com base nos fundamentos da Medicina Moderna, a técnica da auriculoterapia é constantemente utilizada no tratamento de 200 enfermidades de fundo emocional ou estrutural (óssos e órgãos). “A técnica é recomendada para dores musculares, em órgãos como estômago, para distúrbios intestinais, problemas emocionais, como depressão, ansiedade, além de ajudar no tratamento de alergias, hipertensão e até mesmo na dependência a substâncias como drogas, cigarro e álcool”, afirma o médico acupunturista Jorge Joji Kawano.
Bastante difundida no Sul e Sudeste do país, a técnica alternativa de tratamento vem conquistando seu espaço no Nordeste. “Há profissionais do Rio e de São Paulo que atendem entre 70 a 80 pacientes por dia. O Festival será importante para dar visibilidade a esta técnica milenar e mostrar aos baianos sua importância na cura e no bem-estar das pessoas”, afirma Kawano.
Esta fazendo o maior sucesso no site You Tube o vídeo “Finalmente inaugurado o metrô de Salvador”, em que populares gravam uma Kombi trafegando livremente sobre um dos elevados da obra.
No dia 13 de agosto, o curso avançado sobre relações étnicas e raciais Fábrica de Idéias, do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), presenteou Salvador com uma aula aberta do professor Boaventura de Sousa Santos. Doutor em Sociologia do Direito e professor titular da Universidade de Coimbra, Santos é tido como o principal pensador da língua portuguesa em Ciências Sociais. Sua obra inclui livros de grande repercussão como A Crítica da Razão Indolente e Pela Mão de Alice e seus interesses de pesquisa incluem as favelas do Rio nos anos 1970 e o orçamento participativo de Porto Alegre.
Tive o privilégio de ouvir sua aula sobre “Direitos Humanos, Multiculturalismo e Descolonização”. Ele criticou a tendência de oferecermos “respostas fracas” para “perguntas fortes”, aquelas que tencionam a cena mundial, marcada por um capitalismo que gera profundas desigualdades sociais e corrói a democracia pela corrupção e pela força do mercado econômico. Defendeu as ações afirmativas, mas, alertou que o Sistema de cotas para negros e índios nas Universidades brasileiras deve ser provisório, parte de um projeto mais audacioso de inclusão social. Citou vários exemplos de experiências de emancipação de grupos discriminados em países-irmãos da América Latina. Classificou como uma “injustiça histórica” a tese de que os indígenas constituem uma ameaça à soberania nacional em áreas de fronteiras e argumentou que eles defenderam o país em muitos embates ao longo da nossa história.
Ousou afirmar que “os inimigos” somos nós no enfrentamento aos efeitos desastrosos do modelo econômico dominante. Conclamou a todos, com coerência política, a “descolonizar” o olhar sobre grupos considerados minorias, excluídos das Políticas Públicas e dos direitos mais elementares.
Mas, de tudo o que ouvi o que mais me sensibilizou mesmo foi poder cultivar uma utopia realista, apostar em práticas comunitárias inovadoras que constroem um novo projeto de sociedade, plural, ambientalmente sustentável, respeitoso diante da diversidade cultural. Lembrei da nossa juventude baiana, negra e pobre, do seu protagonismo cultural e político, dos estudantes, das mulheres, dos trabalhadores sem terra. Pensei nas comunidades quilombolas que, através do reconhecimento do território, afirmam sua identidade cultural, na luta incansável dos índios Kiriri, Pankararé, Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe e Tuxá, com quem convivi nos anos 80 na militância da ANAÍ – Associação de Ação Indigenista, em companhia de Maria do Rosário Carvalho, Pedro Agostinho, Eduardo Almeida, Clélia Cortes e Ordep Serra.
Boaventura veio falar para a Salvador que acredita numa verdadeira democracia racial, para os que investem em formar “rebeldes competentes”, que insistem na transformação social sem hipocrisia. Ao ouvirmos seu clamor renovamos a esperança para alimentar nossa rebeldia.
* Cláudia Correia é assistente social, mestre em Planejamento Urbano e Regional e esta concluindo o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário da Bahia – FIB.
Morreu hoje (dia 16) no Rio de Janeiro, aos 94 anos, o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi. Vítima de falência múltipla de órgãos e a insuficiência renal, Caymmi imortalizou o seu amor pela a Bahia. Músicas como: “O Que É Que a Baiana Tem?”, “Acontece Que Eu Sou Baiano”, “Coqueiro de Itapoã”, “É Doce Morrer No Mar”, "Marina", “Rosa Morena”, “Maracangalha”, entre outras, interpretadas pelo próprio compositor ou por artistas como Carmem Miranda, Gal Costa, Maria Bethânia, levavam as belas do Estado e a magia da mulher baiana ao mundo. O artista deixa viúva à cantora Stela Mares, com quem viveu por 68 anos e três filhos, Dori, Nana e Danilo Caymmi.
O prefeito de Salvador decretou luto oficial por três dias.
“Dois de Fevereiro” (Dorival Caymmi)
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Salvador vai ganhar mais um novo shopping center. É o que afirmou o empresário João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM, na sexta-feira, 08 de agosto. Situado em uma área que vem crescendo e se valorizando rapidamente com a expansão imobiliária, o Salvador Norte Shopping será construído em um terreno de aproximadamente 85 mil metros quadrados (próximo a Rótula do Aeroporto) no Complexo Aeroviário 2 de Julho, próximo ao aeroporto. O investimento do novo centro de compras é de R$ 200 milhões e criará aproximadamente três mil empregos diretos após sua inauguração, prevista para outubro/novembro de 2010.
O Salvador Norte Shopping contará com 215 lojas (202 satélites), quatro âncoras, um Hiper Bompreço, quatro megalojas, três mini-âncoras, praça de alimentação, cinemas, diversão eletrônica e amplo estacionamento com 2.502 vagas. Segundo João Carlos Paes Mendonça, a região do Aeroporto tem uma forte carência para equipamentos deste segmento. "O Salvador Norte Shopping virá preencher uma lacuna e trará conforto e segurança na hora das compras para os moradores da região da Paralela, São Cristóvão, Itapuã e Villas do Atlântico e Lauro de Freitas", disse.
O projeto arquitetônico é dos arquitetos André Sá e Francisco Mota, os mesmos que fizeram o projeto do Salvador Shopping, e a construção ficará a cargo da Andrade Mendonça.
O programa Soterópolis desta quinta-feira (7), na TVE Bahia, a partir das 22h, traz uma entrevista com Victoria Thierrée Chaplin, neta de Charles Chaplin. Com o espetáculo L' Oratório de L' Aurélia, Thierrée lotou o Teatro Castro Alves, no último domingo, em duas sessões - uma pela manhã, com ingressos a R$1, que provocou a formação da fila para acesso a partir das 6h30, e outra à noite, para quem pagou o preço convencional, R$ 60.
Outro destaque do programa é o papo com a equipe do documentário “Raul: o início, o fim e o meio” que contará a história do grande ícone do rock nacional, Raul Seixas. Os produtores Dênis Feijão, de São Paulo, e Felipe Kowalczuk, da Bahia, falarão sobre a atual fase de produção e as expectativas da dupla nesta empreitada que tem previsão de estréia para agosto de 2009, quando se completam 20 anos de morte de Raul. O Soterópolis tem reprise aos domingos, às 18h.
Pode-se dizer que Havana, capital de Cuba, tem uma semelhança com Salvador. Além de terem sido cenários de grandes marcos históricos, ambas necessitaram de um extenso processo de revitalização em seus centros históricos. A trajetória percorrida pela cidade cubana em recuperar seu apelo turístico foi conseguida através do projeto Habana Vieja (Havana Velha) ainda na década de 1980. Enfrentando problemas de exclusão social e decadência do comércio, Havana Velha encontrava-se na atual situação do Pelourinho, mas a partir de uma série de ações sociais, econômicas e arquitetônicas, conseguiu reverter o quadro de abandono. Os detalhes das soluções encontradas pelos cubanos poderão ser conferidos pelo trade turístico, profissionais e autoridades governamentais durante a XIV edição do Fiptur (Festival Internacional de Publicidade do Turismo e Ecologia). A palestra de Carlos Alberto Masvidal, vice-presidente da Asociación Cubana de Comunicaciones Sociales e presidente do Circulo de Creativos de Cuba, ocorrerá no segundo dia do Festival, 14 de agosto, no Grand Stella Maris Resort & Convention, em Salvador, às 11h10. Masvidal é um dos convidados internacionais do Fiptur deste ano, que acontece de 13 a 15 de agosto, e traz em sua programação uma série de palestras, workshops e cases com grandes profissionais de diversas empresas que conseguiram promover o turismo sustentável através da comunicação. As inscrições para o Festival podem ser feitas pelo site www.fiptur.com.br. O Fiptur tem o patrocínio do Ministério do Turismo, Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, Secretaria do Meio Ambiente da Bahia e Bahiatursa (Empresa de Turismo da Bahia).
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, vai inaugurar no dia 22, na Praia de Copacabana, o projeto “Orla Digital”. Sistema de acesso à internet banda larga sem fio gratuito a céu aberto, que possibilitará aos moradores, turistas, visitantes e freqüentadores da orla de Copacabana ter acesso à internet Wi-Fi, gratuitamente. Basta saber se haverá policiamento reforçado para quem arriscar usar o notebook nas areias da praia.
A jornalista gaúcha, Litiane Klein, escreveu um excelente texto tentando entender o surto de obras que assolou a prefeitura de Salvador, por coincidência num ano eleitoral. Leia na íntegra em seu blog.
O programa CQC (Custe o Que Custar) cresce em audiência ao longo dos últimos quatro meses, desde que estreou na programação da Band em 17 de março. A atração já ostenta o título de segundo maior ibope da emissora, empatada com o Jornal da Band, em ranking liderado pelo Brasil Urgente.
Apresentado por Marcelo Tas às segundas, a partir das 22h15, o programa foi conquistando seu público cativo. Em suas três primeiras exibições, a atração humorística registrava três pontos de média, na Grande São Paulo. Já nos últimos três programas, o CQC conquistou uma média de quatro pontos, o que pode ser considerado um bom índice de audiência para a emissora no horário.
Nas últimas semanas, devido ao sucesso da novela Pantanal, reprisada pelo SBT no final da noite, o "CQC" perdeu a terceira colocação no ranking do Ibope, mas o desempenho do programa ainda está na casa dos quatro pontos.
O CQC foi, originalmente, criado pela produtora argentina Cuatro Cabezas. O programa repercute com humor ácido os principais temas políticos e do cotidiano, além de colocar celebridades em situações de saia justa com perguntas impactantes.
No Brasil, além de Tas, o programa de "jornalismo irreverente" conta com apresentação de Rafinha Bastos e Marco Luque, além dos repórteres Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho.
Além do Brasil e da Argentina, o formato do "CQC" também já chegou a Espanha, Itália, França, Israel, Chile e Uruguai.
O deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) apresentou à Mesa da Câmara proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250. O projeto teve o apoio de 279 parlamentares (eram necessários 172 votos para que fosse apresentado). A PEC agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça.
Pelo projeto, nenhuma Unidade da Federação poderá ter menos de 4 deputados nem mais de 35. Hoje, a menor representação tem 8 e a maior, 70. Se a PEC passar, haverá corte de 263 deputados e redução de gastos, só em despesas com os parlamentares, de R$ 26,3 milhões por mês.
Comentário:
Por Rafael Veloso
Por mim, três já estava de bom tamanho. Para que tantos representantes de um povo que nem lembra que os elegeu? Para que tanto gasto, se não todos, por boa vai fazer lobby e/ou enriquecer as custas do dinheiro dos nossos impostos.
No ano em que se completa dez anos de sua morte, a história de Tim Maia é resgatada no livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, escrito pelo produtor musical Nelson Motta, um de seus amigos mais próximos. Apoiado numa pesquisa minuciosa, Nelson revela um dos personagens mais ricos, divertidos e originais do Brasil moderno. Em Salvador, o livro será apresentado pelo escritor nesta terça-feira (dia 15), para convidados, no Expo Downtown, o showroom do complexo imobiliário Downtown Salvador Shopping, do qual o escritor atua como âncora da campanha publicitária.
Dizem as boas línguas que vida de jornalista é uma correria só, a sensação é que o dealine comanda suas vidas e que fim de semana, férias e descanso é quase luxo. Pois é, vida de estudante de Jornalismo também. Se tivermos compromisso mesmo com uma boa formação, não paramos de estudar, de buscar informações sobre a produção acadêmica na área, de garimpar novidades em sites, blogs, filmes e livros.
Uma ótima pedida para as nossas férias é botar em dia as leituras que ficaram pendentes, aquele texto lido com pressa só para fazer o trabalho ou a prova, aquele livro que o professor elogiou tanto e você nem pode comprar ou comprou e nem teve tempo de abrir. É bom lembrar que existem sebos na cidade e no mundo virtual com ofertas imperdíveis! Afinal bolso de estudante vive no vermelho....
Outro programa bom é vasculhar nas locadoras os filmes interessantes. Estou agora descobrindo o documentário como um gênero apaixonante. Assisti Peões e O princípio e o fim do conceituado Eduardo Coutinho para preparar meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em Jornalismo. Mas, acabei me empolgando e correndo atrás de outras obras. Estou agora procurando Santo Forte e o famoso Cabra marcado para morrer, aliás, alguém sabe onde posso achar estes filmes?
Estou lendo também Filmar o Real de Consuelo Lins e Cláudia Mesquita sobre a história do documentário brasileiro contemporâneo. Li Eduardo Coutinho de Consuelo Lins sobre a obra do documentarista que mudou a história do gênero no Brasil. Ambos excelentes para estimular o gosto por filmes humanizados onde os personagens têm seu lugar de fala respeitado, não são meros “objetos”, do jeito que o bom Jornalismo-cidadão gosta.
Outra sugestão imperdível é o livro Políticas Públicas e os desafios para o Jornalismo, organizado por Guilherme Canela, lançado pela Cortez e a Agência de Noticias dos Direitos da Infância (ANDI) este ano. Ele custa R$39,90 e vale a pena investir porque traz em 300 páginas uma coletânea de artigos inéditos de 25 jornalistas e especialistas em Políticas Públicas. Li por empréstimo da Cipó - Comunicação Interativa, que atua na rede ANDI há quase dez anos.
A obra é fundamental para nossa formação e insere-se no InFormação - Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo que promove o aprimoramento da cobertura da agenda social pelas redações jornalísticas, a partir de acompanhamento sistemático das políticas públicas. Este programa, lançado em 2006 pela ANDI, tem a apoio da Fundação W. K. Kellog e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. Encontramos textos caros sobre o papel do Jornalismo no fortalecimento dos direitos sociais e na consolidação de nossa incipiente democracia. Adorei!
Mas, para não ficar muito sedentário, você pode também circular na cidade, em lançamentos de exposições de fotos, peças teatrais, filmes e livros. E por falar em literatura, dia 15 de julho, às 18h, no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IHGB), na Piedade, será lançado o livro sobre a história da imprensa na Bahia. A obra foi organizada pelo jornalista Sergio Matos e conta com a participação da professora Lívia Cabral, do Curso de Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.
E quem souber de outras dicas me avise. Enquanto as aulas não recomeçam, para animar ainda mais essa vida corrida com adrenalina a mil, vamos aprendendo mais um pouco e apurando nosso olhar sobre a realidade.
* Cláudia Correia é assistente social e estudante de Jornalismo pelo Centro Universitário da Bahia - FIB.
Livro discute abordagem da violência nos jornais baianos
A jornalista Susana Varjão, lança nesta sexta-feira (dia 11), às 19h, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping o do livro Micropoderes, macroviolências. A publicação é um estudo sobre o noticiário da violência nos jornais baianos A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia e analisa a produção e a reprodução social da violência no cotidiano baiano. A jornalista mostra a hierarquia que existe dentro dos assuntos da mídia, e ao verificar o lugar da comunicação na atualidade, coloca em discussão o papel das empresas jornalísticas e dos profissionais de jornalismo dentro da sociedade.
Serviço: O Que: Lançamento do livro Micropoderes, macroviolências Autora: Susana Varjão
Editora: EDUFBA
Quando: Dia 11/07, às 19h
Onde: Livraria Saraiva do Salvador Shopping
Gestação, parto, nutrição, preservação do cordão umbilical e cuidados com o recém-nascido são alguns dos temas que serão abordados entre os dias 10 e 11 de julho, durante o Curso de Orientação para Gestantes, promovido mensalmente pelo Hospital Salvador.
O curso gratuito é voltado para a preparação dos futuros pais para a chegada do bebê, como parte do acompanhamento pré-natal. O curso será realizado das 8 às 13 horas, no auditório do hospital. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do telefone 3339-3037.
Uma equipe multidisciplinar composta pelo médico neonatologista Hélio Queiroz, pelo obstetra Flávio Costa Pereira, pela oftomologista Maria Cecília Castello Silva Pereira, pelo hematologista Ronald Pallotta e pelo anestesiologista Antonio Alexandre Monteiro vai se revezar nas palestras.
Mesmo antes das Olimpíadas de Pequim, o futebol brasileiro vai dar show na China, só que em vez de jogadores de carne e osso, a "seleção brasileira" será composta por robôs. Este é o trabalho que os estudantes José Messias Jr. e Danilo Rêgo, ambos de 17 anos, da terceira série do ensino médio do Colégio Anchieta (Salvador-Ba) vão apresentar na RoboCup 2008 na cidade de Suzhou, de 14 a 20 de julho, na China. Para a RoboCup desse ano, Danilo afirma que está confiante na vitória brasileira.
Os estudantes embarcaram hoje (dia 09) e este ano, esperam conquistar o título com uma arma secreta: "ao contrário do ano passado, que o robô só chutava, dessa vez, além de chutar, ele também domina a bola", revela Danilo. Na bagagem, além dos robôs que vão disputar as partidas, a dupla leva a experiência de quem já participou de inúmeros campeonatos, entre eles o mundial de 2007, realizado em Atlanta, nos Estados Unidos. Danilo e Júnior integram a primeira delegação do Brasil a participar da competição internacional de futebol de robôs com alunos do ensino fundamental e médio.
Os dois garotos fazem parte do Clube de Investigação Científica Robotics (CIC) que tem por objetivo estabelecer uma educação transdisciplinar, estimulando competências múltiplas durante o processo de aprendizagem da robótica. O CIC foi idealizado pelo professor de Robótica Educacional do Colégio Anchieta, Fábio Ferreira, que também coordena a delegação baiana que vai disputar a RoboCup.
O interesse dos meninos pela robótica surgiu aos 14 anos nas aulas do professor Fábio Ferreira. Hoje, na 3ª série do ensino fundamental, Danilo já pensa em fazer vestibular para alguma área voltada à tecnologia, ou robótica. Com a mesma confiança, Júnior também acredita nas chances de vitória e do Brasil e da Bahia no mundial de Suzhou na GEN II, categoria criada esse ano e que representa a nova geração de futebol. "Temos mais experiência e a criação dessa nova categoria nos dá grandes chances de ganhar", afirma. Júnior conta que começou a se interessar por robótica quando tinha 13 anos, e com o apoio do professor Fábio, ele entrou no CIC onde conheceu seu amigo Danilo. Desde então, os dois têm trabalhado juntos nos projetos desenvolvidos durante as aulas e disputado inúmeras competições no Brasil.
O estudo da Robótica foi inserido na grade curricular do Colégio Anchieta para os alunos da 5ª série do ensino fundamental no ano de 2006. O objetivo era facilitar o aprendizado em diversas áreas. "Percebemos dificuldades dos alunos em disciplinas como matemática, ciências, redação e na abstração do conhecimento, então resolvemos introduzir a robótica como forma de auxiliar nesse aprendizado porque a interdisciplinaridade é constantemente trabalhada pelos professores nesta disciplina", explica prof João Batista, diretor acadêmico do Anchieta.
Ele ressalta que a proposta adotada pelo colégio não é de formar técnicos em robótica, mas sim, utilizar os aspectos práticos e lúdicos da disciplina para facilitar a construção do conhecimento. A idéia é formar pequenos investigadores científicos, promover a organização das idéias dos estudantes de forma mais prática e elaborada, socializar as informações entre os colegas e ampliar a capacidade de abstração do conhecimento.
RoboCup - É um iniciativa internacional de pesquisa e educação. O objetivo da Copa é fomentar a pesquisa em inteligência artificial e robótica, fornecendo um conjunto de problemas padronizados onde uma larga gama de tecnologias pode ser experimentada e integrada. As pesquisas e competições RoboCup são centralizadas em três temas principais: RoboCupSoccer (Futebol de Robôs), RoboCupRescue (Robôs de Resgate) e RoboCupHome (Robôs Domésticos). Segundo o coordenador da Delegação Baiana de Robótica Júnior (DeBaRJ), o professor Fábio Ferreira, "a importância do evento está no desenvolvimento da área científica e também em promover a confraternização entre os alunos", afirma. Para ele, "a RoboCup é de extrema importância na integração de estudantes de robótica de todo o mundo", conclui.
Baianos vão as ruas para comemorar os 185 anos do 2 de Julho
Uma alvorada de fogos deu início às comemorações ao Dois de Julho, no Largo da Lapinha, seguido pelo hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador e a entrega das flores do monumento em homenagem ao general Labatut. Com a presença do ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, do governador Jaques Wagner, do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, da historiadora e presidente do Instituto do Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Consuelo Ponde e demais autoridades, o cortejo seguiu em desfile pelas ruas da Lapinha ao som do Hino ao Dois de Julho, executado pela Banda da Polícia Militar.
Na frente, os carros com os caboclos, símbolos da história da independência da Bahia. Logo atrás, as autoridades e a população, que seguiu por todo o desfile com manifestações de carinho, políticas e de cidadania. Nas ruas do Centro Histórico, as casas decoradas e as caracterizações dos personagens que lutaram pela consolidação da independência do Brasil chamavam a atenção de quem seguia o cortejo. “Esta é uma homenagem ao meu estado. Tenho orgulho de ter nascido na Bahia”, justificou Andresa Soares, vestida de índia – um dos personagens da independência da Bahia.
Todos os pré-canditados a prefeitura de Salvador estiveram presentes ao desfile cívico. “Em ano de eleições municipais, os candidatos devem mostrar sua cara na rua, apresentar suas propostas e receber as manifestações da população”, explicou o governador Jaques Wagner.
Uma missa presidida pelo cardeal don Geraldo Majella, na Catedral Basílica de Salvador deu início, nesta terça-feira (dia 1º), a festa cívica comemorativa dos 185 anos da Independência da Bahia. Às 16 horas, o fogo simbólico chegou ao bairro de Pirajá quando os prefeitos de Salvador e Simões Filho hastearam as bandeiras do Brasil e da Bahia, em frente ao panteão do general Labatut.
O desfile ao 2 de Julho esta programado para começar às 9h com as presenças do governador Jaques Wagner, do prefeito de Salvador João Henrique, da presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), professora Consuelo Pondé, e outras autoridades estaduais e municipais. O desfile sairá do Largo da Lapinha até a Praça da Sé, pela manhã. À tarde, da Praça Municipal até o Campo Grande, onde os carros do Caboclo e da Cabocla ficaram em exposição até o dia cinco.
História- No dia 2 de Julho de 1823, o Exército Pacificador entrou na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822.
Esse é o título do seminário que será promovido pelos estudantes da Oficina de Assessoria de Comunicação da Facom - Faculdade de Comunicação da Ufba no próximo dia 17, terça-feira, de 8h às 11h. O evento gratuito acontecerá no auditório da Facom, localizado no campus de Ondina e tem o objetivo de responder a perguntas, como: o que é uma assessoria de comunicação, quais profissionais atuam nesse ramo e qual o seu papel estratégico dentro de uma organização?
Voltado para estudantes e demais interessados no assunto, o seminário contará com a presença de profissionais que desenvolvem o trabalho em diferentes segmentos do mercado: Robinson Almeida, Assessor Geral de Comunicação do Governo da Bahia; Ana Calazans, Assessora de Comunicação das Obras Sociais Irmã Dulce e José Cerqueira, responsável pelo Departamento de Comunicação da Braskem. Participarão também Giovandro Ferreira, professor e Diretor da Facom, e Marta Cardoso, Coordenadora do curso de Relações Públicas da Unifacs. Maiores informações através do blog http://queroserassessor.blogspot.com/.
Por Sérgio Ripardo*
Editor de Ilustrada da Folha Online
O presidente Lula vai abrir, na noite desta quinta-feira (5), a 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Há uma expectativa dos militantes quanto ao discurso do presidente principalmente depois da repressão do Exército à saída do armário de um casal de sargentos do Exército.
Estrategicamente, o governo evita atritos com as Forças Armadas nesta questão, ou seja, não será Lula quem colocará lenha na fogueira --o próprio presidente não tem um bom histórico de referências positivas em relação aos homossexuais (em 2000, o petista chamou a cidade gaúcha de Pelotas de pólo exportador de viados).
Hoje o ministro Nelson Jobim (Defesa) já tratou de negar ocorrência de discriminação no caso dos sargentos --um deles foi preso por ser considerado desertor. Para evitar críticas de omissão no caso, Lula tem em suas mãos o projeto "Brasil sem homofobia". Também tem dados de que, em seu governo, o número de paradas do orgulho GLBT bateu recorde, com liberação de dinheiro e apoio público para eventos organizados por ONGs ligadas à causa gay.
Estatais como Caixa Econômica Federal e Petrobras, por exemplo, são patrocinadores da Parada Gay de São Paulo. O Banco do Brasil já estendeu benefícios, como plano de saúde, a parceiros de funcionários homossexuais. São avanços pontuais dentro de uma estrutura pública ainda extremamente preconceituosa.
Por outro lado, no Congresso, a bancada do governo faz muito pouco para tirar do papel projetos de lei de interesse da comunidade gay, como a união civil e o texto que criminaliza a homofobia. São matérias que esbarram nas negociações das bancadas evangélicas e cristãs.
"Braço Forte, Mão Amiga". Esse é o lema do Exército brasileiro. No caso dos sargentos que expressaram sua homossexualidade na mídia, de cara limpa, sobrou braço forte, faltou mão amiga. Afinal, os milicos jamais vão permitir um precedente como a exposição de homossexuais fora ou dentro da caserna, pois enxergam o risco de uma desmoralização de sua autoridade.
Em sintonia com os países mais conservadores, como os EUA, o Brasil impõe a política do silêncio aos militares homossexuais, sob pena de punições. Desconectadas das discussões liberais do mundo, as Forças Armadas, acusadas de diversos crimes bárbaros e hediondos durante o regime militar, apenas refletem o atraso intelectual, cultural e moral de um país truculento, autoritário e cego para a evolução de questões como os direitos humanos. "Braço Forte, Mão Amiga". Há algo mais homoerótico do que esse lema?
*Sérgio Ripardo é editor de Ilustrada da Folha Online desde maio de 2005. Está na Folha desde janeiro de 2000. Foi repórter do extinto caderno Agrofolha e do FolhaNews, onde cobriu mercado financeiro. Escreve Destaques GLS às quartas.
E-mail: sergio.ripardo@folha.com.br.
Intrigado com o desaparecimento de alimentos em sua geladeira, um japonês teve uma grande surpresa ao descobrir que uma mulher vivia em um armário de sua casa havia vários meses.
O homem, de 57 anos, que mora sozinho --como ele pensava--, instalou uma câmera de segurança em casa, na cidade de Fukuoka (oeste), para descobrir o motivo do desaparecimento de comida em sua cozinha.
Ele chamou a polícia ao ver nas imagens uma mulher passeando pela casa na sua ausência. "Revistamos o local na presença dele e encontramos a mulher instalada em um armário", afirmou o porta-voz da polícia de Fukuoka.
A mulher, Tatsuko Horikawa, 58, vivia escondida na parte superior de um armário, com espaço suficiente apenas para abrigar uma pessoa deitada, onde havia colocado um colchão e várias garrafas de água.
"A mulher explicou aos investigadores que não tinha onde viver. Parece que viveu aqui durante um ano, mas não o tempo todo", disse uma fonte policial.
Ela foi detida e a polícia suspeita que Tatsuko pode ter instalado esconderijos nos armários de outras casas do bairro.
Ator do filme Harry Potter é assassinado em Londres
O ator Robert Knox, de 18 anos, foi assassinado a facadas por um homem na noite deste sábado (24), na porta de uma boate, em Londres. Knox, que fez um pequeno papel no filme Harry Potter e o enigma do príncipe, ainda inédito nos cinemas, foi morto quando tentava defender o seu irmão mais novo.
O assassino, um homem de 21 anos, apareceu bêbado na porta da boate, com duas facas de cozinha, ameaçando e agredindo quem estava bebendo. Após o ocorrido ele foi preso e a polícia abriu inquérito para apurar as circunstâncias do assassinato, mas descartou a hipótese da briga ter sido um acerto de contas entre gangues rivais.
“Nós estamos todos chocados e entristecidos por essa notícia e, neste momento, todos os nossos pêsames estão com a família”, diz a nota oficial divulgada pelos estúdios Warner Bros sobre a morte de Knox.
"Software livre: uma questão de liberdade" é o tema do debate que será promovido pelo Colegiado de Ciência da Computação (CCC), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Diretório Acadêmico de Ciência da Computação (DAComp) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), hoje, às 18h. Serão discutidos aspectos importantes sobre o software livre e a viabilidade de seu uso pelas universidades. O encontro será no Auditório B do PAF I (Campus de Ondina), com a participação de Antonio Terceiro (Projeto Software Livre - Bahia), Humberto Galiza (Grupo de Gestores da Rede Acadêmica de Ciência da Computação da UFBA), um representante da Cooperativa de Tecnologias Livres e Rosamaria Rodrigues Viana, diretora do CPD da UFBA.
Repórter FIB (Piloto) - Telejornal Laboratório produzido pelos alunos do 7º semestre (2007.2) de Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.
Santo nem tanto (Mini Doc) - Vídeo de cinco minutos produzido pelos alunos do 7º semestre (2007.2) do Curso de Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.
Um avião da Gol com 132 passageiros a bordo arremeteu no fim da tarde de ontem na pista principal do Aeroporto Internacional de Salvador. A aeronave que vinha do Recife faria escala na capital baiana, antes de seguir destino para Belo Horizonte, só conseguiu pousar 20 minutos depois do horário previsto. O motivo do atraso é que cinco cães invadiram a pista principal do aeroporto às 17h34, no momento exato, em que o avião estava em procedimento de pouso. O problema só foi solucionado depois que funcionários da Infraero, afugentaram os animais. Prova de que a segurança dos nossos aeroportos é falha, entre gato e cachorro, literalmente.
Troféu Dodô e Osmar 2008 premia os melhores do carnaval baiano
Por Rafael Veloso
Cerca de mil e quinhentos convidados, entre artistas, fãs, empresários, políticos e jornalistas, lotaram, na terça-feira (dia 04), o Teatro Castro Alves, para acompanhar a 17ª edição do Troféu Dodô & Osmar, evento promovido pelo Grupo A Tarde, que premia os melhores artistas do carnaval baiano. Os grandes ganhadores da noite foram: Bell Marques e Ivete Sangalo, como melhores cantores; a banda VoaDois e seus vocalistas Fred e Katê, que receberam os prêmios de banda e cantores revelação, e a música Mulher Brasileira – Toda Boa, composta por Márcio Victor, J. Teles e Pepe, cantada pela banda Psirico. O evento foi transmitido ao vivo pelo portal A TARDE On Line e Rádio Piatã FM, além de flashes na programação da TV Aratu.
O ator Oswaldinho Mil, interpretando um árabe interessado em levar para sua terra o sucesso do Carnaval, foi o apresentador da cerimônia de premiação, que contou com o patrocínio da Claro, Vega, Prefeitura Municipal de Salvador, Secretaria de Cultura do Estado e Ricardo Eletro. O Shopping Iguatemi – co-patrocinador, a Ricardo Eletro, o Barber Beauty e a grife Doc Dog realizaram ações promocionais durante a festa.
Durante a premiação, os artistas que subiram ao palco proporcionaram momentos de descontração e muita emoção, como a participação de Ivete Santago, que chorou ao receber o prêmio lembrando do carinho dos fãs. “É um prazer saber que fomos escolhidos através da votação do público. Fico emocionada a cada vez que subo em um trio elétrico e vejo aquelas pessoas que estão lá para me ver. São tantas declarações de amor e carinho que me deixam sensibilizada”, falou ela, tentando conter o choro.
O público presente acompanhou também alguns momentos marcantes, como as apresentações de Tatau, Netinho, Pierre Onassis e Tenison DelRey, que cantaram juntos grandes composições do carnaval da Bahia, Luís Caldas, Lazzo, Ivete Sangalo e de Morais Moreira, que cantou um dos hinos do carnaval, “Chame Gente”. O evento foi encerrado com chave de ouro pelo grande homenageado da noite, Carlinhos Brown, em um show intimista.
O Troféu Dodô & Osmar é uma iniciativa consolidada do Grupo A Tarde, que nos últimos anos acompanhou de perto o crescimento e a profissionalização do Carnaval baiano. De acordo com Sylvio Simões, diretor-executivo do Jornal A Tarde, esta edição do prêmio contou a história da Bahia com todos aqueles que contribuem para o desenvolvimento da música e da cultura no estado. “Não tenho dúvidas de que temos aqui os melhores músicos, cantores e compositores”, disse Simões. Para o também diretor-executivo do jornal A Tarde, Renato Simões Filho, o Troféu Dodô & Osmar é uma tradição que se firma a cada ano. “É uma homenagem ao povo e aos artistas que fazem o carnaval”, avalia. O Grupo A Tarde é uma das mais importantes empresas de comunicação do estado e engloba o Jornal A Tarde, o Portal A Tarde On Line, a Rádio A Tarde FM e a Agência de Notícias A Tarde, além da gráfica A Tarde.
O prêmio teve a direção geral de Hélide Borges e Leleco Júnior, direção artística de Fernando Guerreiro, direção musical de Jonga Cunha, cenário de Euro Pires, iluminação de Irma Vidal. O roteiro ficou a cargo de Elísio Lopes Júnior, figurino de Tininha Viana e coordenação de Maíra Holtz e Marta Sousa.
Confira os premiados:
Melhor Música Mulher Brasileira – Toda Boa (Márcio Victor, J. Teles e Pepe)
Melhor Cantora Ivete Sangalo
Melhor Cantor Bell Marques
Cantora Revelação Katê (VoaDois)
Cantor Revelação Fred Moura (VoaDois)
Banda Revelação VoaDois
Melhor grupo de pagode Psirico
Instrumentista Morotó Slim (Retrofoguetes)
Melhor bloco Barra/Ondina Me Abraça
Melhor bloco Campo Grande Camaleão
Melhor bloco infantil Algodão Doce
Melhor bloco afro Ilê Aiyê
Melhor bloco de samba Alerta Geral
Projeto Especial do Carnaval 2008 Bloco Mascarados
"Animula vagula, blandula,
Hospes comesque corporis,
Quae nunc abibis in loca
Pallidula, rigida, nudula,
Nec, ut soles, dabis iocos..."
P. AElius Hadrianus, Imp.
Pequena alma terna flutuante
Hóspede e companheira de meu corpo,
Vais descer aos lugares pálidos duros nus
Onde deverás renunciar aos jogos de outrora...
Dentro da programação de comemoração pelos 10 anos de atuação, a Agência de Textos - Comunicação Integrada lança seu novo site, com um layout moderno, leve, tornando a navegação mais ágil e simplificada. Os tons de vermelho e preto, além de remeterem à marca da agência, contribuem para a vitalidade do design. O layout é do diretor de criação da empresa, o publicitário Hector Salas.
O ano de 2007 foi de crescimento para a agência, que conquistou contas importantes, como a da rede internacional de fast-food Burger King, a Cyrela Andrade Mendonça; o Grupo Gerdau, o Salvador da Bahia Convention Bureau e Restaurante Gengibre, entre outros. A equipe da agência foi reforçada com a contratação dos jornalistas Elizabete Sarno, Leandro Silveira, Litiane Klein e Marla Cardoso e da publicitária Fernanda Groba.
O aniversário da empresa foi marcado ainda pelo concurso Desafio Agência de Textos 10 Anos, que selecionou o melhor plano de comunicação, desenvolvido por estudantes da área, em benefício da Casa de Apoio e Assistência aos Portadores do Vírus HIV (Caasah). As vencedoras foram as estudantes Taya Luana Novaes de Jesus e Júlia Consentino Souza, ambas da Universidade Estadual da Bahia – UNEB, premiadas com um estágio remunerado de seis meses na empresa.
Burger king inaugura primeiro restaurante de rua do Nordeste
Por Rafael Veloso
Uma festa para mais de mil pessoas na noite desta quinta-feira (13.09) marcou a inauguração da terceira loja da rede internacional de fast-food Burger King em Salvador. A inauguração consolida de vez a marca na Bahia, que possui agora três restaurantes, um no Shopping Barra, outro no Salvador Shopping e o recém inaugurado na av. Antônio Carlos Magalhães. A unidade é a primeira de rua com serviço drive-thru da marca no Nordeste e o segundo no país, que exigiu um investimento de R$ 2 milhões.
Construído em uma área de 700 m2, no estacionamento do Hiper Bompreço do Iguatemi, o restaurante emprega 80 funcionários diretos, na maioria jovens que tiveram a primeira oportunidade de trabalho. “Temos jovens do Instituto de Hospitalidade (IH) trabalhando nesta loja. Investimos nos nossos colaboradores e muitos deles já chegaram à posição de gerentes”, afirma Daniela Faé Vallejo, presidente da Shirba, franqueada da Burger King para os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Espírito Santo.
Segundo ela, a meta da Shirba é de inaugurar mais oito lojas até março de 2008 no estado. Em cinco anos, devem ser 15 restaurantes espalhados nos quatro estados do Nordeste. Em 2006, o segmento de fast-food no Brasil movimentou R$ 6,4 bilhões, registrando um aumento de 26% em relação ao ano anterior.
Estratégias de Marketing - Para a inauguração da nova unidade, as estratégias de marketing utilizadas pela Agência de publicidade .K que atende a Shirba foi criar o teaser com o hot site www.soumuitocurioso.com.br que revestiu os tapumes durante a obra para construção do restaurante. Foram mais de 30 mil curiosos que acessaram o site, 20 mil inscrições e seis mil respostas ao e-mail da promoção para participar da festa de inauguração. Destes, 50 pessoas foram selecionadas.
Antes da inauguração 200 peças de mobiliários urbanos espalhados pela cidade, anunciavam “Burger King, vem aí”. No dia 14, as peças foram substituídas com a frase “Chegou o gostosão da ACM” e um toten em forma de Whopper (o sanduíche carro-chefe da rede), localizado na frente da loja concorrente indica “Burger King a 300 metros”. Segundo Afonso Braga, gerente de marketing da Burger King no Brasil, a publicidade da rede fast-food segue a linha de seu público. “Jovem, questionador e irreverente”, enumera.
Cientista italiano diz que humanidade será bissexual*
Para Umberto Veronesi, bissexualismo é resultado da evolução natural das espécies.
Um conhecido cientista italiano está causando grande polêmica na Itália depois de ter apresentado uma teoria dizendo que a espécie humana está caminhando para o bissexualismo.
Durante uma conferência neste fim de semana na região da Toscana, Umberto Veronesi, que é médico e ex-ministro da Saúde, afirmou que a espécie humana deve caminhar para o bissexualismo "como resultado da evolução natural das espécies".
"O homem está perdendo suas características e tende a se transformar numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está se tornando mais masculina. Desta forma a sociedade evolui para um modelo único", afirmou Umberto Veronesi, que é oncologista.
Na opinião do médico, o sexo no futuro será apenas um gesto de demonstração de afeto e não terá fins reprodutivos. Por esta razão, defende, poderá ser praticado entre pessoas de sexos opostos ou não.
Em entrevista a jornais italianos, Veronesi reafirmou sua teoria, apontando o fator hormonal como indicador da evolução rumo ao bissexualismo.
"Desde o pós-guerra a vitalidade dos espermatozóides diminuiu 50% porque as mudanças das condições de vida estão fazendo com que a hipófise (glândula responsável pela produção dos hormônios) produza cada vez menos hormônios andrógenos (masculinos)", afirma o oncologista, pioneiro no tratamento de câncer de mama na Itália.
"O homem não precisa mais de uma intensa agressividade física para sobreviver", diz ele.
Com as mulheres, que tem papel cada vez mais ativo na sociedade, acontece o mesmo.
Segundo o médico, as mulheres vem produzindo cada vez menos hormônio femininos ao longo dos anos.
"É o preço que se paga pela evolução natural da espécie, que é positivo porque nasce da busca pela igualdade entre os sexos", afirmou o oncologista ao jornal Corriere della Sera.
A menor produção de hormônios acabaria atrofiando os órgãos reprodutivos e criando uma espécie de "preguiça reprodutiva", na avaliação de Umberto Veronesi. Para o médico o sexo deixou de ser a única forma para procriar desde que novas técnicas foram criadas, como fecundação artificial e a clonagem.
Na opinião do médico, num futuro não muito próximo, a sociedade poderia ser organizada como o mundo das abelhas. A maior parte de seus membros seria praticamente assexuada e só uma pequena parte se dedicaria à reprodução.
"A diferença é que os homens são inteligentes e isto produz reações sentimentais, além de fisiológicas", afirmou Veronesi.
A professora de sexologia da Universidade La Sapienza de Roma, Chiara Simonelli, concorda com as previsões de Umberto Veronesi.
Ela define este processo como resultado da evolução genética e da mudança de mentalidade, fenômenos que são interligados e se influenciam reciprocamente,
"Mas este fenômeno está no começo. Para que tenha uma certa consistência é preciso esperar duas ou três gerações", afirmou Simonelli em entrevista ao Corriere della Sera.
O antropólogo Fiorenzo Facchini, da Universidade de Bolonha, discorda com a teoria da evoluçao natural para o bissexualismo.
"Do ponto de vista antropológico, a orientação sexual é definida a nível biológico pela espécie e isto não pode ser alterado".
Para Facchini, a separaçao entre reprodução e sexualidade humana não é positiva.
"Separar a reprodução da sexualidade e do núcleo familiar não pode ser visto como uma vantagem para a espécie humana. A reprodução nao é apenas encontro de gametes, implica relação entre duas pessoas", declarou Facchini ao Corriere della Sera.
O curso de Comunicação Social/Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB é o melhor do Nordeste, conforme resultado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2006. Os alunos da FIB tiraram Conceito Enade 4, de uma escala de 1 a 5, superando a média obtida por instituições como a tradicional Cásper Líbero (que tem 60 anos) e a PUC-São Paulo. O curso obtive conceito geral similar ao da UFMA e UFSE (4), mas alcançou melhores índices com relação à contribuição do curso para o desenvolvimento do estudante do que ambas (conceito 4 também).
Durante a Semana Santa, uma das épocas do ano mais representativas para os católicos, fui à Feira de Santana para a casa de minha avó. Como ocorre todos os anos, caruru, vatapá, bacalhau, frigideira e muita, mas muita, conversa. Além de mim, à mesa da cozinha, estavam sentados minha mãe; Janine, que é esposa de meu tio Darinho; e Thiago, meu primo. A essa altura, os outros familiares já estavam espalhados pelos cômodos da casa tirando um merecido "cochilo". Conversa vai, conversa vem até que dona Dalva Barreto, a matriarca da família, chocou a todos os presentes com um comentário. "Estou decepcionada com a vinda do Papa ao Brasil!", declarou.
Imediatamente todos se entreolharam, evidenciando o ar de surpresa que tomou conta do lugar, afinal a jovem senhora de quase 80 anos é uma "beata" ferrenha, daquelas que faz novena em casa, vai à missa todos os domingos, agradece e pede qualquer coisa através de reza, até juízo para os netos. Até parece que Deus vai dar juízo a alguém...
"Isso é uma descaração! Tanta gente passando fome, e esse Papa vem pra cá e tem que usar roupa de seda, e andar em um carro especial vindo da Alemanha", completa.
Minha avó continuava falando sem que ninguém, se quer, parasse de olhar para ela, tentando captar, talvez, toda a verdade daquelas poucas palavras. Verdade essa disfarçadamente estampada nas telas da televisão, principalmente da Globo, e nas páginas das revistas e jornais, que tentam, a qualquer custo, fazer dos brasileiros, TODOS, católicos.
Não tenho nada contra a religião Católica. Inclusive fui batizado, fiz primeira comunhão... Ainda não sei se fez diferença, mas também não tenho como saber. Não é isso que está em questão.
O fato é que o Brasil é um país pobre. Ops! Desculpem a falha.O povo brasileiro é pobre, afinal mais 53 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, e apenas 12% (salvo engano) dos mais de 180 milhões de brasileiros ganham acima de R$ 1.700,00. E como se não bastasse os gastos com água, luz, telefones (para os que têm), os tributos do governo, ainda tem que arcar com a superfaturada vinda do Papa ao Brasil.
Porque ele, ao contrário de minha avó, que também já viveu oito décadas e sofre com o calor (como todo mundo, inclusive), tem que usar roupas de seda, celebrar a missa utilizando um cálice de R$1.300, 00 - cerca de sete vezes mais caros que o usado nas Igrejas -, e comer 1.800 doces que devem ter custado uma fortuna - já que são feitos por Emília Mathias Serafim, que trabalha há 65 anos para a família do frei Galvão. Além disso, para completar, o "Santo", que está mais para um "almofadinha", tem que almoçar e jantar em pratos de porcelana Limoges - umas das melhores do mundo - pintados com tintas que levam pós de ouro e platina. Tudo isso pago com as doações dos fiéis, como a pobre Dalva.
Olha lá que nem mencionei os custos com as comemorações, hospedagem, transporte e segurança, que não foram divulgados pela Arquidiocese de São Paulo, que está organizando a breve visita de quatro dias. Isso não é justo, afinal os pobres coitados dos fiéis católicos (e todos os outros) têm o direito de saber onde vai parar o dinheiro suado que eles depositam na urna um pouco depois de comungar na Igreja, todos os domingos.
"Este homem não deveria ter feito voto de pobreza, minha gente! Eu aqui quase passando necessidade para tirar vinte reais da minha aposentadoria para doar para a Igreja. Acabou! Do meu bolso, esse lote de ladrão não vê mais nenhum real", encerra.
É, de fato, o sagrado e o profano estão sempre juntos mesmo, não é minha avó?
Fica muito fácil perceber a LINHA EDITORAL de determinados veículos em relação aos grandes temas e debates da sociedade. Basta compararmos suas manchetes.
Veja o exercício abaixo. O tema em foco retrata a história da Chapeuzinho Vermelho. Exageros à parte, as manchetes resumem claramente o perfil da publicação (e de público leitor) ou a posição ideológica protagonizada pelo grupo que controla o meio de comunicação.
Jornal Nacional (William Bonner): "Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...". (Fátima Bernardes): "... Mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia".
Fantástico (Glória Maria): "... Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"
Cidade Alerta (Datena): "... Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não."
Revista Veja "Lula sabia das intenções do lobo".
Revista IstoÉ "Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente".
Revista Caras (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa".
Revista Cláudia "Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho".
Revista Nova "Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama".
Revista Marie Claire "Na cama com o lobo e a vovó".
Revista Playboy (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
"Veja o que só o lobo viu".
G Magazine (Ensaio fotográfico com lenhador)
"Lenhador mostra o machado"
Folha de S. Paulo Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador". Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O Estado de S. Paulo "Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT".
O vereador Agnaldo Timóteo (PR) criticou ontem (28/03) a ministra do Turismo, Marta Suplicy, "a primeira proposta dela é para acabar com o tal do turismo sexual. Pelo amor de Deus minha gente, vai prender um turista porque ele levou 'pro' (sic) motel uma menina de 16 anos? É brincadeira! As meninas com um 'popozão' desse tamanho, os peitos como uma melancia rodando bolsinha, aí o turista pega e para a ripa. Tenha piedade", disse o vereador, para espanto dos parlamentares.
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COMENTÁRIO:
Por Rafael Veloso
"É brincadeira"! Realmente vereador, só pode ser brincadeira um comentário infeliz como esse. "Tenha piedade". De fato, tenha piedade, porque nossos ouvidos não são penicos para ouvirem tantas bobagens.
Um homem que se diz tão culto, utilizar na tribuna um vocabulário de tão baixo estalão. O espanto foi maior em saber que o infeliz comentário partiu de uma pessoa que diz prezar os valores morais.
Espero que afirmativas como essa, sirvam para que a população pense bem e não faça nas urnas, o que faz no vaso sanitário!
* Nota publicada na coluna Curtas, página 19 do jornal A Tarde, de 29 de março de 2007.
A., 21, recebeu duas faturas e uma cobrança com o xingamento "filho da puta que pariu" no espaço em que deveria constar o nome do cliente na conta telefônica.
Na ação em que pede indenização por danos morais, A. conta que, em agosto do ano passado, recebeu uma conta da TIM no valor de R$ 721,07. Como havia contratado o plano "Light 40" --mensalidade de R$ 44,90 por um pacote de 40 minutos para ligações locais--, ligou para a central de atendimento da empresa de telefonia para questionar a dívida."Pelo que me recordo, foram mais de 20 ligações", disse A. ao Agora.
Cliente havia três meses, ele não havia recebido nenhuma cobrança desde então. "Só chegou uma conta com valor absurdo", afirmou.
Por meio da central de atendimento, A. conseguiu obter a promessa da empresa de que o valor seria corrigido. "Toda vez que eu ligava, ficava um tempão esperando, derrubavam a linha. Sempre caía a ligação. Até que resolveram o problema e mandaram a conta com outro valor. Aí, estava minha mãe desesperada com a conta na mão", contou A.
"Em casa tem caixa de correio, mas o carteiro entregou a carta [da TIM] na mão da minha esposa" disse o pai de A., C. (nome fictício), 44.
Cadastro
O termo "filho da puta" foi motivo de troça também na loja da empresa, sustenta a defesa de A. na ação. Antes de receber a conta, o cliente tentou transferir a titularidade da linha telefônica para o nome de seu pai.
"Ocorre que, quando do atendimento pessoal, o funcionário da ré [no caso, a TIM] [...], ao acessar os dados do autor no sistema informático, pôs-se a rir inexplicavelmente, chamando, de forma sorrateira, outros empregados para olharem o conteúdo do monitor do computador", diz texto da ação.
"Ainda chegou mais uma fatura e um aviso de cobrança [com os termos]", disse A. Como o cliente havia optado por débito automático, os termos chegaram também ao banco.
Em novembro, o juiz do processo determinou a correção imediata das informações. O que, segundo o advogado do cliente, Adilson Polinski, foi feito. "A vizinhança comenta, né? O nome vem do lado de fora do envelope, e tudo em letra maiúscula", diz A.
Na ação, Polinski pede R$ 300 mil de indenização pelos danos morais sofridos por seu cliente. "Para mim, é muito difícil quantificar quanto é que vale a moral do meu filho e da minha família", disse B., o pai do cliente.
O processo foi para a seção de conciliação em fevereiro. A. disse que está sem celular particular. "Só uso o da empresa [para a qual trabalha]."
Em entrevista coletiva, no dia 21/01, o prefeito de Salvador pediu desculpas à população pelo aumento da tarifa do transporte coletivo. Coros leitos, não sei quanto a vocês, mas de minha parte ele não terá as desculpas aceitas.
Sou usuário do sistema de transporte desta capital e convivo diariamente com longos períodos de espera nos pontos de ônibus. Geralmente, levo mais tempo parado no ponto, do que dentro do coletivo. Não poderia numerar a quantidade de vezes que viajei em pé, por não ter mais assentos vagos no veículo. Inúmeras, também, foram às viagens em que tive de suportar a sujeira e os filhotes de baratas, que dentro dos ônibus habitam. As pingueiras em dia de chuva e os veículos velhos que a cada buraco - e olha que Salvador tem é buraco -, parece que vão desmontar.
Senhor prefeito, antes de me pedir desculpa, convido-o a me fazer companhia na espera no ponto do Iguatemi por um ônibus de algum bairro populoso, em horário de pico. A espera dura em média 40 minutos. A viagem não será tão confortável quanto do carro oficial da prefeitura, até porque o ônibus chegará à estação de transbordo completamente lotado. Ai o os passageiros já estarão exprimidos como sardinha em lata. Alguns insistem em se arriscarem penduradas na porta traseira, obrigando o motorista a descer e tentar convencer a algum trabalhador, a desistir da volta para casa no horário do fim de seu expediente. Acho que é por isso que a Estação de Transbordo do Iguatemi tem o seu próprio happy hour, num oferecimento dos vendedores de CDs piratas. "Happy" para alguns!
Prefeito, o senhor constatará a má vontade de alguns motoristas e cobradores. Verá muitos deles arrastando os carros antes mesmos que os idosos ou deficientes físicos se acomodem. Sentirá a falta que mais ônibus adaptados fazem aos deficientes físicos de Salvador.
Porque o transporte coletivo de Salvador custa mais caro do que o de Curitiba (PR), que é modelo para muitos países? Porque tenho de pagar mais caro por um serviço de péssima qualidade? A nova tarifa é a terceira mais cara de todo o país e a primeira de toda a região Nordeste.
Não sou a favor de quebra-quebra e desordem, mas não dá para aceitar tudo calado. Sou a favor sim dos estudantes - pegos de surpresa por estarem em período de férias -, irem às ruas protestarem e engrossarem o movimento "A revolta do Buzú 2007", que já ganhou até comunidade no Orkut - site de relacionamentos na Internet. E você, o que fará que sua voz seja ouvida? Que te respeitem? Não quero ter cerceado meu direito de ir e vim. Por isso, vamos a "luta companheiro"!
Segunda-feira, oito de janeiro, com uma pauta a cobrir para o jornal, lá fui eu a Estação de Transbordo Iguatemi reportar a desorganização em que se transformou o local, após a liberação do comércio ambulante na área.
No melhor estilo "fala povo", comecei a me sentir Zé Bin. A minha casa não caiu, mas o cerco dos ambulantes a minha volta me fez lembrar as entradas ao vivo que o repórter do programa "Se Liga, Bocão" faz todas as segundas-feiras, direto da Estação da Lapa para que o povo coloque a "boca no trombone".
Comecei as entrevistas e quando olhei ao meu redor estava sendo o centro das atenções. Alguns gritavam indignados, achando que minha matéria era para retirá-los dali. Fiquei com medo de ser linchado. Ossos do ofício.
No final tudo certo e a reportagem completa, vocês podem ler na edição de janeiro do jornal Notícias Metropolitanas.
Era uma típica tarde de maio em Salvador. Bastava cair aquela chuvinha fina para ver, nas ruas da capital baiana, o congestionamento de guarda-chuvas e sombrinhas. Motivo para alguns tirarem do armário aquele casaco com cheiro de naftalina, para se protegerem do "frio". Se é que faz frio nesta cidade.
Apesar de ser usuário do sistema de transportes coletivo - o popular "buzú" - ou mais conhecido como "humilhante", fui o primeiro a chegar ao local combinado do encontro. Deveríamos realizar um trabalho de faculdade. Não seria nada complicado ou demorado. Entrevistaríamos um repórter do jornal A Tarde.
Aos poucos foram chegando os membros da "patota", um a um. Eu, "Bia" e "Babinha". Agora, só faltava esperar a quarta integrante do "grupo dos Minhoquinhas". De repente, "Liloca" liga para o celular de Babinha e pergunta onde estávamos? "Como assim, onde estávamos? Lá foi ela para a outra entrada. Não prestou a atenção quando disse que era na principal", pensei eu, já ensaiando o esporro. Que nada! Tive de guarda-lo para uma próxima ocasião. Ela já estava dentro do prédio do jornal, acenando para a gente. Coisas de Liloca!
Fomos recebidos com muita simpatia pelo nosso perfilado e a entrevista corria sem problemas, quando passa pela sala que antecede a redação - onde os visitantes são atendidos -, um jornalista cabeludo, com cara de roqueiro, que verbaliza: "Não o alimentem com pipoca!". Na hora confesso, que ingenuamente, até pensei que nosso entrevistado gostasse de pipoca doce. Daquelas que vem no saco vermelho. Acho que essa idéia veio conduzida pela fome que estava sentindo no momento ou pelo fato de gostar desse tipo de pipoca.
Finalizado o interrogatório, ele nos acompanha até a portaria. Um papo mais descontraído, motiva Liloca a perguntar o significado da expressão usada por seu colega de trabalho. O pobre jornalista dá um sorriso amarelo e sem jeito, responde explicando que os estudantes de comunicação quando visitam o jornal, cercam os jornalistas e os idolatram como se fossem animais no zoológico em dia de domingo. Mas, como assim?! Cadê o macaquinho e a girafa? E a curiosa não contém o riso, chegando a ficar vermelha.
Essa também vai para os anais da minha vida acadêmica, fazendo companhia com a história da "minhoquinha". Ah, vocês não conhecem a história da minhoquinha? Então, vamos lá. Podem ficar calmos que serei breve. É sempre bom avisar, antes que um leitor mais afoito desista da leitura.
Havia acabado de ingressar na faculdade de comunicação e após mais uma dessas palestras sobre o futuro da profissão, caminhava até o ponto de ônibus conversando com uma colega de curso, só que do 5° semestre. A conversa girava em torno das dificuldades do estágio em jornalismo. Foi quando ela me disse que estudante do 1° período, como eu, é a terceira pessoa depois do formando. Seguindo esse raciocínio, constatamos que os recém-formados ou os que estão concluindo o curso, são chamados nas redações de "focas", logo eu, seria uma sardinha. Sardinha, não. Seria a isca da sardinha, ou seja, a fatídica "minhoca". E o pior é que o apelido da turma pegou e até a coordenadora do curso, se referia a minha turma de primeiro semestre como a "turma dos minhoquinhas". Vocês pensam que é fácil essa vida de estudante de jornalismo?
Ler uma notícia informando sobre o estabelecimento de uma lei municipal vetando o comércio de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, parece um déjà vu. Principalmente, em uma sociedade em que o uso das tais drogas lícitas é comumente aceito, alardeado e publicitado em todos os meios de comunicação, como um item obrigatório na busca da tão almejada felicidade.
Sancionada no mês de setembro pelo prefeito João Henrique, a Lei Municipal 7.107/2006, começará a vigorar a partir do dia 22 de novembro. Todos os bares, restaurantes, casas noturnas e estabelecimentos comerciais de Salvador que forem flagrados vendendo bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, ou que não tiverem afixada em local visível, uma placa informando sobre a proibição, serão punidos.
A punição vai de uma simples advertência, passando por multa de R$ 500, dobrada a cada reincidência, suspensão parcial da permissão para venda de bebida alcoólica, e até a cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.
A nova lei, atuará na esfera administrativa, já que a cidade necessitava de uma regulamentação especifica. Na esfera cível, o artigo 81 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a venda a menores de 18 anos "de substâncias com risco de criar dependência". A punição criminal é feita até hoje, baseada na Lei de Contravenções Penais, elaborada na década de 40, que prevê detenção de até três meses.
Estatísticas anuais comprovam que o número de acidentes de transito e à violência, maiores causas de morte entre os jovens está intrinsecamente ligada a ingestão do álcool e casos de total embriaguez.
Após a leitura atenta da reportagem publicada no jornal A TARDE, do último domingo (dia 22/10), fica a pergunta: vingará a idéia de uma nova lei proibindo a venda de bebidas alcoólicas, se essa iniciativa não estiver atrelada a uma quebra de paradigmas: Uma mudança radical de postura de todo uma sociedade onde o consumo de bebidas alcoólicas iniciada na adolescência é aceito, estimulado pelos meios de comunicação e até pelas próprias famílias?
Todo mundo sabe que vender bebida alcoólica para menos de idade é crime. A proibição já existe, mas não é respeitada.
Como forma de colocar ainda mais a sociedade a favor do novo item da legislação, o governo municipal anuncia que os recursos levantados com as multas aos estabelecimentos que descumprirem a Lei 7.107/2006 serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). Esse fundo que financia projetos educativos para crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal, precisava de doações. Em 2005, por exemplo, dos 23 projetos aprovados, somente três poderam ser financiados.
A fiscalização do cumprimento da lei, agora que já foi aprovada, ficará sobe a responsabilidade das polícias Militar e Civil, em parceria com os Conselhos Tutelares, Juizados de Menores, Prefeitura e Promotoria da Infância e Adolescência do Ministério Público Estadual (MPE).
Esperamos que no país da "Lei do Gerson", onde a premissa é levar vantagem em tudo, nem que para isso tenha que pisar em alguém, a Lei 7.107/2006 não seja só um número a figurar no papel. Que os donos de bares e estabelecimentos comerciais não fiquem tentados ao lucro fácil, que a mais nova lei seja cumprida a risca e que nossos jovens sejam criados conscientes de seus limites.
A situação atual do processo de estágio realizado em boa parte dos cursos de jornalismo determina a perda de bons e talentosos jornalistas. É necessária e urgente a implantação, em todos os estados, da regulamentação do estágio em jornalismo, conforme a proposta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e com o endosso do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ).
O processo atual está viciado e não colabora para o aprimoramento do jornalismo - serve apenas de mão-de-obra barata para as empresas. É importante deixar muito claro. Estágio em jornalismo é proibido, ilegal. Se denunciado ao Ministério Público do Trabalho, as empresas poderão ser autuadas e multadas. De outro lado, os cursos de jornalismo não podem mais fechar os olhos para essa realidade e tampouco a Federação Nacional dos Jornalistas pode ficar insensível à questão.
Para os cursos de jornalismo, o estágio se tornou um obstáculo ao desenvolvimento de projetos, pesquisas e atividades de extensão. Estudantes de jornalismo interessados e com bom nível de aprendizagem muitas vezes são seduzidos pelas oportunidades de "estágio". Essa situação seria, de certa forma, mais tranqüila. Entretanto o processo comprovou que muitos "estagiários" estão nas redações única e exclusivamente por meio de "QI" (quem indica).
Muitos "estagiários" não possuem as condições mínimas de trabalho, são despreparados e terminam por incorporar muitos vícios do trabalho cotidiano. E por não dominar o processo de produção jornalística, ficam mais suscetíveis a essas situações. Assim, temos estudantes sem qualificação ética, sem conhecimento suficiente para estarem em processo de estágio.
Qualidade de formação - Sabe-se, pelos próprios estudantes, que as redações estão cheias de "estagiários". Estes não têm supervisão, têm problemas crônicos de texto, ganham muitos vícios e poucas virtudes. De outro lado, bons alunos ficam fora, não têm oportunidade. Por isso é imperativo a implantação imediata da regulamentação do estágio.
Essa regulamentação é realizada entre três partes: a universidade, a empresa e o sindicato. A empresa disponibiliza as vagas, a universidade seleciona os estudantes mais qualificados e o sindicato fiscaliza e garante que o trabalho dos alunos seja supervisionado por profissionais da redação e por professores designados para essa tarefa.
Sempre soubemos, em todas as áreas profissionais, o que é Estágio Supervisionado. Foi dessa forma institucionalizado o estágio acadêmico/profissional no país e criadas entidades especialmente para administrar o processo - como o CIEE e o Instituto Euvaldo Lodi, este ligado ao sistema das federações das indústrias em cada estado.
Jornalismo é muito mais do que talento, é capacidade para a produção jornalística e tudo o que isso implica. O estágio irregular prejudica a profissão, os profissionais e principalmente os estudantes, assim como o leitor, o consumidor de notícias. Só ganha o mau empresário que não se importa com a qualidade, com a credibilidade.
É importante que os estudantes de jornalismo promovam debates sobre a questão do estágio, que na área de comunicação afeta somente o jornalismo. Os estudantes deveriam criar uma Enejor, a exemplo da Enecos, entidade estudantil que promove discussões sobre a melhoria dos cursos da área, para debater este e outros assuntos de interesse específico dos discentes de jornalismo.
Com o estágio regulamentado ganham todos, pois bons estudantes de jornalismo, com excepcional "talento" - aqui entendido como capacidade intelectual, criativa, profissional e acadêmica - terão oportunidade de experimentar o cotidiano das redações, promover a qualidade da formação e a qualidade do trabalho jornalístico, além de apresentar aos empresários excelentes e potenciais profissionais para contratação futura.
Correndo, correndo para trazer boas novas num futuro não muito distante. Mas dá tempo de dizer que o fim de semana, foi ótimo pelas trocas de olhares e pelos reencontros.
No mais, a mesma tranqüilidade de sempre. Não da para ser tudo perfeito, né!?
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com sede no Rio de Janeiro, enviou, este mês, uma correspondência à equipe do jornal InfoCiência felicitando o grupo pelo trabalho jornalístico. O veículo é um projeto interdisciplinar do 5º semestre do curso de Comunicação Social - Jornalismo, da Faculdade Integrada da Bahia (FIB). No semestre passado, foram editados os números 15 e 16 do jornal-laboratório.
Estou sem tempo para escrever, tendo aulas até tarde. Mas, passei só para dizer que ESPERAÇA é a palavra de ordem de hoje. Para os curiosos de plantão, só posso dar uma diga: esse posta está relacionado ao post "Confissões".
Jornalistas formados pela FTC são impedidos de exercer profissão
Faculdade não pode emitir diplomas porque curso não é reconhecido pelo MEC
Por Ana Carolina Araújo
Os jornalistas formados pelas duas primeiras turmas do curso de jornalismo da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), no ano passado, estão impedidos de exercer sua profissão. Como o curso ainda não foi reconhecido pelo Ministério de Educação (MEC), a instituição não pode emitir diplomas e alguns alunos já foram demitidos sob a alegação de exercício ilegal da profissão.
Por telefone, a diretoria da Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia (Someb) declarou que a documentação necessária para a conclusão do reconhecimento foi entregue esta semana no MEC e a portaria deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana. Mas os ex-alunos não acreditam na promessa, alegando que "a diretoria já deu a mesma resposta várias vezes".
A primeira turma do curso de comunicação social da FTC-Salvador, que oferece as habilitações jornalismo, publicidade e propaganda, hipermídia e cinema e vídeo, começou em 2002. Pela legislação vigente, a faculdade poderia ter dado entrada no reconhecimento desde o seu 4º semestre, no final de 2003, mas só o fez em abril de 2005, meses antes do encerramento do curso. De acordo com o superintendente de ensino, pesquisa e extensão da faculdade, Ihanmarck Damasceno, a decisão não foi tardia, mas estratégica.
"Fizemos isso para que o curso pudesse ser melhor avaliado, com todos os semestres funcionando, laboratórios prontos e corpo docente estabelecido", justifica. Ainda segundo o professor, a instituição acreditava que o processo de reconhecimento seria rápido. Já que o único curso reconhecido da FTC, de administração, "levou apenas 45 dias em todo o processo".
A comissão de avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) esteve na FTC entre os dias 17 e 19 de abril deste ano e, segundo a direção da instituição, forneceu o conceito muito bom aos cursos analisados. Ontem, confirmando a posição da FTC, o Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior (Sapiens/MEC) informava que a documentação pendente foi entregue na última segunda-feira. Mesmo assim, a promessoa de publicação da portaria de reconhecimento, feita por Ihanmarck Damasceno, pode não ser cumprida. De acordo com o coordenador de orientação e controle da educação superior do MEC, Jorge Gregory, o processo pode demorar 60 dias, ou até mais.
No meio de tanta informação, os prejudicados pela situação permanecem sem resposta. Para os ex-alunos, a FTC foi negligente diante da situação. Entre os questionamentos, está o fato de outros cursos de jornalismo iniciados no mesmo período terem fornecido o diploma para todos os seus alunos, desde a primeira turma. "Eles sabiam que nos formaríamos sem diploma e mesmo assim deixaram para última hora", reclama Cíntia *, que já foi procurada pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado da Bahia (Sinjorba) para dar explicações sobre a situação profissional.
*Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.
Olá pessoal, eu bem sei que esse aqui é um espaço reservado para publicar textos intrinsecamente ligados a área jornalística e da mídia em geral, mas cometo a mesma intempérie de algum tempo atrás e partilho com vocês (meus três ou quatro leitores), um pouco da minha vida pessoal e da dor e da delicia de ser Rafael Veloso. De ser um "Guerreiro da Luz", de velar um "não" e ainda sim, continuar a caminhar numa busca incessante pelo verdadeiro sentido na minha vida: O AMOR!
Estou muito feliz, apesar de todas as atribulações, do corre-corre na faculdade e alguns probleminhas de saúde na família (nada grave, mas deixo claro de antemão). O motivo dessa felicidade toda? A resposta é simples descobri que não preciso estar ao lado de alguém para ser feliz. Basta amar essa pessoa. Na verdade, não fiz essa descoberta sozinho. O DVD Isabella Taviani Ao Vivo, em particular a canção Contramão de Vivianne Tosto, me ajudaram muito nisto. Estou, pela segunda vez em menos de seis meses, novamente apaixonado. Se sou correspondido? Não sei. Se isso me importa? Claro! Mas, enquanto me "armo" com as roupas e as armas do Guerreiro da Luz, e crio coragem para me declarar, vou vivendo esse momento especial. Para vocês um obrigado pelos "ouvidos" atenciosos a essa minha confissão, em forma de canção.
Senhoras e senhores com vocês:
Contramão (de Vivianne Tosto)
A vida inteira eu desejei um beijo seu
Olhos em você, minha solidão
Deixei, por isso, minha boca viajar
Te procurando pela contramão
O que eu sabia é
Que te queria e eu
Conseguia imaginando
Não te resisto, não
Nem te conquisto, então
De castigo vou ficando
Já que eu não beijo sua boca
Beijo então
Seu perfume
Seu cigarro
Já que eu não toco o seu corpo
Toco então
Um violão embriagado
O que eu sabia é
Que te queria e eu
Conseguia imaginando
Não te resisto, não
Nem te conquisto, então
De castigo vou ficando
Boca a boca vai mudando
Essa vontade
Seu exército invadindo
O meu país
Até quando o corpo pede
Essa saudade?
Mesmo a ilusão de amor
Me faz feliz
Que gosto terá,
De orvalho no ar
Tabaco ou saliva?
Se fosse importar
Seu gosto de mar,
Amor ou despedida
Que jornalismo é função pública não se discute. Apurar informações, redigir matérias que ajudem a sociedade é inerente à profissão. Porém outro tipo de colaboração social também se destaca entre os profissionais. O jornalista que trabalha como voluntário para ajudar instituições que demandam seus serviços para ajudar a sociedade. A função pública do jornalismo também se torna uma função de colaboração ou de voluntariado.
O trabalho voluntário para jornalistas surge de forma diferente. Enquanto alguns procuram as instituições, outros são contatados por Organizações Não Governamentais (ONGs) para trabalhos como o de assessor de imprensa. É o caso de Silvio Mauro, jornalista do O Povo do Ceará. No último mês, ele fez um trabalho de assessoria de imprensa para a ONG canadense I Can Foundation. "Preparei um release sobre um evento de estréia deles aqui no Brasil". A I Can Foundation instala bibliotecas em bairros ou favelas muito pobres e já atuou em três comunidades de Fortaleza e uma em São Paulo. "Como a ONG é formada e mantida por canadenses que nem falam português, eles teriam que pagar alguém para fazer esse serviço se não me oferecesse", explica o repórter.
Para alguns jornalistas, entretanto, o problema do trabalho voluntário é que ele toma o tempo que poderia ser dedicado a outros trabalhos remunerados. "Eu concordo se for um trabalho ou outro, mas numa segunda vez eu os contataria", afirma Monteiro.
Para o jornalista Magela Lima, estudante de mestrado na UniRio, mesmo sem pagamento o trabalho pode trazer outras vantagens ao profissional. "Pode ser interessante para o jornalista se incluir nisso. A gente perde um pouco da perspectiva social das coisas se pensa só em dinheiro", explica Lima. Para ele, o problema não é a falta de pagamento, mas a falta de tempo. "Minha vida é uma grande loucura. Estou de licença, fazendo mestrado, mas depois vou voltar a trabalhar no jornal e passar a dar aula numa universidade. Então o trabalho voluntário é uma exceção e não uma regra. Faço quando puder", resume Lima.
O mestrando ressalta ainda que a redação "afasta o jornalista da realidade". Lima escrevia matérias sobre teatro e dança para a editoria de cultura e já prestou trabalhos de assessoria de imprensa para grupos que precisam de divulgação. Ele já trabalhou com ONGs que mobilizam jovens carentes através do teatro.
Fazer algo gratificante também motiva jornalistas a trabalharem como voluntários. Na chance de trabalhar com um tema de forte importância social, os repórteres conseguem amadurecer profissionalmente e adquirir experiência para outros trabalhos. É o caso de Fernanda Prado, que trabalhou no departamento de comunicação da Aguapé - Rede Pantanal de Educação Ambiental. "Alimentava o site e a revista da Aguapé e também trabalhava como assessora de imprensa. Sempre tive esse anseio por trabalhar com uma organização que atuasse na defesa do meio ambiente, foi muito esclarecedor".
A repórter revela que o trabalho lhe permitiu conhecer como funcionam instituições que fazem esse tipo de trabalho. "Antes eu achava que todos eram pessoas que queriam abraçar uma árvore, depois você vê que há pessoas bem racionais. Não é só uma questão de proteger uma árvore, mas de querer um lugar melhor para viver", explica. Fernanda lembra ainda que a sua própria consciência do meio ambiente melhorou.
Não apenas conhecimento mas o próprio ambiente pode melhorar com esse trabalho. Seja qual for o objetivo das ONGs, a máxima de que ninguém é tão pobre que não possa ajudar e nem tão rico que não precise de ajuda pode ser reformulada. No mundo do voluntariado, ninguém é tão ocupado que não possa colaborar.
*Publicado originalmente no site Comunique-se, em 3/8/2006
Nesta terça-feira, dia 21, o padre Pinto voltou a aparecer na mídia, desta vez, com hematomas roxos no rosto. Segundo o ex-pároco da Igreja da Lapinha, os machucados seriam conseqüência de uma queda que sofreu em devido problemas de pressão arterial. Por isso, padre Pinto desistiu da agenda de badalações no Carnaval de Salvador. Cancelou o desfile no bloco Filhos de Gandhy e as visitas que faria aos camarotes do ministro da Cultura, Gilberto Gil e da cantora Daniela Mercury. "Estou fisicamente cansado, vou aproveitar esses dias da festa para me dedicar aos trabalhos artísticos", diz o religioso ao jornal A TARDE, do último dia 22.
Questionado sobre a mudança de planos, o pároco se limitou a dizer que o encontro desta manhã de quase duas horas com o superior geral da Congregação Vocacionista, Ludovico Cabultto, não o fez declinar. O padre disse ainda que Cabultto não criticou o modo de celebrar missas, as entrevistas à imprensa e a aparição em festas. "Pelo contrário. Me convidou para ir à Itália e outros países da Europa para difundir a minha arte e meu projeto evangelizador", conta.
Em 9 de janeiro passado, recebeu um comunicado oficial da Congregação da Sociedade das Divinas Vocações para deixar a casa onde reside há 33 anos.
POLEMICA - Todo esse estardalhaço começou quando o pároco da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Lapinha celebrou missas na Festa dos Santos Reis (5 e 6 de janeiro) vestido com fantasias que lembravam Oxum (orixá das águas), um índio e indumentárias africanas, sempre com uma maquiagem carregada e com coreografias. Uma aparição no Festival de Verão de Salvador, onde rezou com a banda Psirico, danço com o Ilê Aiyê e deu um "selinho" em Caetano Veloso.
"Quero ser visto como um rebelde. Ainda levanto a bandeira contra a hipocrisia da igreja", afirma o padre.
Como popular se o número de camarotes cresceu 52%, como informa reportagem do jornal "A Tarde" de hoje (18/02)? Na mesma reportagem, o Coordenador do Carnaval de Salvador 2006 Misael Tavares (empresário!), tenta justificar o aumento dos camarotes e a eminente diminuição de espaço físico para os "foliões pipoca" (aqueles que não tem dinheiro para pagar os abadás dos blocos, as camisas dos camarotes ou porque, simplesmente, preferem esse jeito de curtir o carnaval), dizendo que grandes atrações como Salsalitro e Gil Mêlandia estarão fazendo shows em bairros populares, como Cajazeiras, Liberdade e Periperi.
Seria essa uma estratégia da Prefeitura Municipal, para fazer uma segregação econômica na "maior festa popular do planeta"? A continuar neste ritmo, vamos desafogar os grandes circuitos e criar mais um cordão de isolamento entre ricos e podres na "capital da alegria". Já não basta os blocos racistas e suas cordas, os camarotes para convidados vips, os foliões pipocas no aperto entre blocos e camarotes, agora vamos fazer com que os "pobres" nem saiam de seus bairros para não "enfearem" a avenida. Espetáculo para mídia nacional, só pode ter modelos-atrizes-apresentadoras Globais.
João, não esqueça que quem te elegeu como o maior percentual do país, foi a população empobrecida desta cidade e que amarga o título de ser "a capital do desemprego".
Aos menos favorecidos só resta apelar: "Me deixe, viu 'seu Valela'"!
Sei que não tenho aparecido muito por aqui, mas confesso que estou tirando umas semaninhas de férias, afinal também sou filho de Deus.
Tenho de dizer, aproveitando esse primeiro post do ano, que 2006 tem se mostrado muito promissor. Espero que essa também esteja sendo a impressão de todos!
Prometo que volto com mais calma, com um texto legal!
"Um homem também chora, menina morena. Também deseja colo, palavras amenas. Precisa de carinho, precisa de ternura, precisa de um abraço, da própria candura. Guerreiros são pessoas. São fortes, são frágeis. Guerreiros são meninos." ("Um Homem Também Chora [Guerreiro Menino], de Gonzaquinha)
As super ofertas de Alex Góes Cantor lança seu quarto CD em Salvador
Por Rafael Veloso
Mesmo concorrendo com um grande evento reunindo 20 artistas da Axé Music, o show de lançamento em Salvador, do quarto CD do cantor e compositor Alex Góes - Supermercado do Eu -, realizado no último dia 17, lotou a Praça Tereza Batista, no Pelourinho. Esbanjando simpática e bom humor, Alex cantou os antigos e os novos sucessos, sempre com a ajuda da platéia - um público cativo, composto por pessoas de diversas faixas etárias -, que se rendeu ao comando do cantor e cantou as músicas em coro.
Foi uma noite para consagrar uma carreira iniciada em julho de 1994, num primeiro show realizado no Teatro Expresso Baiano do Clube Baiano de Tênis, quando ainda era conhecido como Alex e Banda. Ao longo desses 11 anos, Alex Góes vem recebendo o reconhecimento popular nos palcos e já lançou quatro discos de forma independente, todos com composições próprias reunindo influencias nacionais e internacionais do rock oitentista.
Supermercado do Eu - O quarto CD de Alex Góes, musicalmente é quase uma seqüência do anterior, Terceiro Cd. A sonoridade é apenas um pouco mais leve, explorando menos as distorções da guitarra e valorizando ainda mais os violões de aço e o piano e conta com a participação especial de Paulinho Moska, na faixa Amargura. A música de trabalho - Autodestruição -, já está tocando em algumas rádios do Rio e de Salvador.
Em seu site na Internet o artista explica o que é o Supermercado do Eu. "O título do trabalho veio do fato de ter percebido que a maioria das músicas escolhidas para o repertório, falava de sentimentos da alma de cada um. Os nomes das faixas, portanto, seguiram essa linha, dentro do universo de sentimentos e, por isso, agrupei todos nas prateleiras do Supermercado do Eu", destaca Alex.
HÁ INÚMERAS RAZÕES PARA SE assistir ao documentário sobre Vinicius de Moraes: para recordar suas músicas, seus poemas, suas histórias e, principalmente, lembrar-se de uma época menos tensa, em que ainda havia espaço para a ingenuidade, a ternura e a poesia. Entre os vários depoimentos do filme, há um de Chico Buarque dizendo que não imagina como Vinicius se viraria hoje, nesta sociedade marcada pela ostentação e arrogância. E nós?, pergunto eu. Nós que nos emocionamos com o documentário justamente por nos identificarmos com aquela alma leve, com a valorização das alegrias e das tristezas cotidianas, como conseguimos sobreviver neste mundo estúpido, neste ninho de cobras, nesta violência invasiva? Assistir ao documentário é uma maneira de a gente localizar a si mesmo, trazer à tona nossa versão menos cínica, mais pura, e resgatar as coisas que prezamos de verdade, que são diferentes das coisas que a tevê nos empurra aos berros: compre! pague! queira! tenha!
Vinicius fazia outro tipo de propaganda. Se era para persuadir, que fosse em voz baixa e por uma causa nobre. Num dos melhores momentos do documentário, ele e Baden Powell cantam entre amigos, numa rodinha de violão: "Vai, vai, vai... amar/ vai, vai, vai... chorar/ vai, vai, vai... sofrer". É a "Canção de Ossanha" lembrando que a gente perde muito tempo se anunciando, dizendo que faz e acontece, quando na verdade tudo o que precisamos é, tchan, tchan, tchan, tchan... viver.
Pois é. Mas, detalhe: não vive quem se economiza, quem quer felicidade parcelada em 24 vezes sem juros. Aliás, ser feliz nem está em pauta. O que está em pauta é a busca, a caça incessante ao que nos é essencial: ter paixões e ter amigos. O grande patrimônio de qualquer ser humano, quer ele perceba isso ou não.
Pra acumular esses bens, Vinicius seguia um ritual: zerava-se. Começava e terminava um casamento. Começava e terminava outro. Começava e terminava uma vida em Paris, uma temporada em Salvador. Renovava seus votos a cada dia. Se já não se sentia inteiro num amor ou num projeto, simples: ponto final. Tudo isso, diga-se, a um custo emocional altíssimo. O simples nunca foi fácil, muito menos para quem possui um coração no lugar onde tantos possuem uma pedra de gelo. As pedras de gelo de Vinicius estavam onde tinham que estar, no seu cachorro engarrafado, e só. O resto era tudo quente.
Entre sobreviver e viver há um precipício, e poucos encaram o salto. Encerro esta crônica com dois versos que não são de Vinicius, e sim de uma grande poeta chamada Vera Americano, que em seu novo livro, "Arremesso livre" (Editora Relume Dumará) reverencia a mudança. "Não te acorrentes/ ao que não vai voltar", diz ela, provocando ao mesmo tempo nosso desejo e nosso medo. Medo que costuma nos paralisar diante da decisão crucial: "Viver/ ou deixar para mais tarde".
O poeta espalmaria sua mão direita nas nossas costas (a outra estaria segurando o copo) e diria: vai.
Na falta de criatividade, "vale a pena ler de novo"!
Por Rafael Veloso
Parece que a equipe editorial do jornal A TARDE anda com problemas para fechar a edição de domingo. Não é pelo excesso de informação que não caibam nas páginas. Pelo contrário, falta reportagem para preencher as páginas do período. Os jornalistas podem ajudar aos coleguinhas de A TARDE a encontrarem algumas pautas interessantes.
Para se ter uma idéia o jornal somente neste ano publicou três reportagens de página inteira tratando do mesmo assunto: pessoas que decidiram morar sozinhos. A primeira foi da repórter Tatiane Freitas, em 10 de abril, intitulada: "Um é bom, dois é demais - Jovens independentes, homens e mulheres separados aumentam o time das pessoas que moram só e desfrutam 'sem grilos' a própria companhia". A segunda foi: "O preço da liberdade é alto - No ímpeto de sair da casa dos pais, poucos são os jovens que realmente têm consciência dos encargos que isso trará", de autoria de Daniela Silva, publicada na edição do dia 22 de agosto. Marcos Casé foi o autor da terceira reportagem do tema, publicado no dia 24 de setembro, com o título: "Eu e eu mesmo - Mesmo sem contar com o conforto e a mordomia da casa dos pais, muita gente prefere a liberdade de morar só".
No domingo, dia 16/10, "o jornal mais lido do Norte/Nordeste" publicou uma reportagem sobre a lucratividade na venda de produtos porta a porta. Nenhum problema se a matéria já não houvesse sido publicada na capa do caderno Empregos & Mercado, semanas antes. Inclusive com a mesma foto, onde um rapaz simula uma abordagem a uma cliente de uma famosa marca brasileira de cosméticos.
Como diz o nosso presidente: "assim não pode, assim não dá"!
"Em pleno século XXI, usar a camisinha é uma questão de saúde. E quem não usá-la na relação sexual está cometendo 'suicídio', pois são tantas doenças perigosas que, quando não matam, deixam seqüelas por toda a vida. Além do mais, evita filhos indesejados."
Carlos Alberto Santos Quintelo (Salvador - BA)
Normas da Igreja*
"A Igreja Católica não pode admitir a presença em seminários e no sacerdócio de pessoas que apoiam a chamada cultura gay, como, aprovado pelo papo em 31/08/2005. Para admitir um candidato no seminário, a Igreja, segundo a 'Instrução', deve verificar a maturidade afetiva e fazer um julgamento moralmente certo sobre suas qualidades.
Em caso de dúvida, não deve ser permitida a ordenação do candidato. Agora, por defender o uso da camisinha na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), a cantora Daniela Mercury foi cortado do concerto de Natal do Vaticano. A Igreja tem a sua norma, contudo, nos parece um absurdo a movimentação religiosa contra pessoas honestas, idôneas e culturalmente bem esclarecidas. As outras religiões fazem bonito e acolhem com muito amor e carinho a todos, sem discriminação."
Humberto Brito (Salvador - BA)
* Textos publicados originalmente na coluna Espaço do Leito do jornal A TARDE, desta sexta-feira, 2 de dezembro de 2005.
Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Para marcar a data, a MTV vai exibir em todo o mundo o filme Transit. São oito histórias de pessoas diferentes envolvendo seus amores e a maneira como cada uma delas lida com o sexo. O interessante é que o longa-metragem foi rodado em cidades diferentes e, por isso, trata de culturas diferentes. São Petersburgo (Rússia), Cidade do México (México), Los Angeles (EUA) e Nairobi (Quênia) estão no roteiro. No mesmo dia vai ao ar a campanha da MTV de prevenção ao HIV/Aids. Dados levantados pela emissora mostram que garotas com menos de 24 anos correpondem a 2/3 das novas infecções por HIV no mundo e que 72% dos jovens não usam preservativo na primeira transa. Sintonize: MTV Brasil, às 17h.
Nunca é demais lembrar que: sexo seguro é só com camisinha!
*Fonte: Caderno DEZ! - Jornal A Tarde, 29/11/2005.
Está entrando na segunda semana de exibição nos cinemas da cidade, o excelente documentário Vinícius. Dirigido por Miguel Faria Jr., mesmo diretor de O Xangô de Baker Street, o filme traz uma mescla de depoimentos e cenas de arquivo às imagens de um show em homenagem ao poeta e compositor Vinícius de Moraes com releituras da sua obra musical por nomes da MPB contemporânea, como Adriana Calcanhotto, Mônica Salmaso, Miucha, Luciana de Moraes, (filha do próprio Vinícius), além de poemas interpretados pelos atores Camila Morgado e Ricardo Blat.
O documentário exalta a busca constante do "poetinha" pela felicidade, o que levou a casar-se nove vezes. Eterno apaixonado e amante da vida, Vinícius de Moraes sobe conquistar amores e "reconhecer" amigos. E são esses amigos como Tônia Carreiro, Maria Bethânia, Francis Hame, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, entre outros, que em depoimentos, relembram fatos e traçam um perfil do boêmio das noites cariocas.
Abaixo um dos mais conhecidos poemas de Vinícius que durante muitos anos exerceu carreira diplomática:
Soneto de Fidelidade (Vinícius de Morais)
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Alguém pode, por favor, me explica o que esta acontecendo no Brasil, porque eu não estou conseguindo entender nada! É o Presidente da República se desmentindo dizendo que agora "Caixa Dois" é uma pratica criminosa. É ex-ministro dos transportes dizendo que sempre usou recursos do caixa dois nas suas campanhas eleitorais. Dinheiro de empresas estatais financiando partidos políticos. É Superior Tribunal de Justiça (STJ) libertando assassinos confessos. É político corrupto que sai da prisão com problemas estomacais, comendo pastel e tomando chope. É policial militar invadindo centro espírita e hospital público, agredindo e ameaçando médicos. Qual será a próxima?
Polêmica contra a proibição do beijo gay na novela gera reclamações no Orkut e beijaço em Brasília
Por Rafael Veloso*
Milhares de telespectadores ficaram no aguardo, na última sexta-feira (dia 11) da tão propagada cena do "beijo apimentado" entre os personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão Zeca (Erom Cordeiro), no último capítulo da novela América, de autoria de Glória Perez e exibida pela Rede Globo, o que contribuiu para que o capítulo final da novela tivesse 70 pontos no Ibope. Depois de tanto falatório, tanta expectativa, o beijo não aconteceu. O último capítulo começou bem, com a mãe de Júnior aceitando e afirmando a homossexualidade do filho. Mas nada do tão esperado beijo. Eles apenas se olharam nos olhos e se aproximaram, sem contato físico.
Logo após o fim da novela, a página da autora no site de relacionamentos Orkut recebeu milhares de mensagens de reprovação contra a censura ao beijo entre os personagens gays. A autora se defende afirmando que ela e o diretor da novela Marcos Schetman lutaram para que a cena do beijo fosse exibida, mas a decisão de veta-lo teria partido da "alta cúpula" da emissora.
Apesar de toda a polêmica que a cercou desde seu inicio, com a saída do diretor Jayme Monjardim, e perdura mesmo após seu o último capítulo já ter ido ao ar, a novela contribuiu para colocar em foco algumas discussões importantes.
Para grupos gays, com a ausência do beijo, a Rede Globo só reforça o preconceito e cria ainda maior tabu em torno do amor entre pessoas do mesmo sexo. Para protestar contra a censura da cena do beijo cerca de 300 gays e lésbicas estenderam bandeiras gigantes com as cores do arco-íris em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, e fizeram um beijaço.
Eles participam do 12º Encontro de Gays, Lésbicas e Transgêneros, que vai até sexta-feira (dia 11) na Câmara dos Deputados. Os manifestantes pedem o fim do preconceito e a legalização do casamento homossexual.
BEIJO ENTRE MENINAS - No mesmo horário de exibição da novela, a MTV reexibia o programa Beija Sapo, apresentado pela modelo Daniela Cicarelli em sua primeira versão lésbica. A princesa Loredana, beijou a atriz Renata, uma de suas "sapinhas" pretendentes - esse sim foi um beijo caliente no final do programa. O canal de vídeo-clipes acredita que tenha sido o primeiro beijo lésbico da TV aberta brasileira, se for desconsiderado o selinho trocado entre as personagens Clara (Paula Picarelli) e Rafaela (Aline Moraes) no final da novela Mulheres Apaixonadas, também da Rede Globo.
O Beija Sapo Gay também foi gravado e exibido ontem (09/11). No final do programa o "príncipe" Rodrigo beijou o "sapinho" escolhido Maicon. Vale lembrar também que a MTV já havia exibido, em 2002, um casal de gays se beijando no programa Fica Comigo, apresentado por Fernanda Lima.
Você já parou para pensar que esta jogando dinheiro fora ou pagando duas vezes pelos mesmos serviços? Não seria o caso de denunciarmos os nossos governantes ao PROCON ou a outros órgãos de Defesa do Consumidor por propaganda enganosa?
O Brasil têm uma das maiores cargas tributarias do mundo e pouco, ou quase nada, recebemos em troca. No jogo de interesses, barganha e troca de favores, os únicos favorecidos em nosso país, tem sido os políticos corruptos e pessoas inescrupulosas.
Alguns exemplos - Você paga o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para ter uma rua com asfalto de boa qualidade, paga Taxa de Iluminação Pública (TIP) para ter ruas bem iluminadas, paga a Taxa de Lixo (TL) para ter uma cidade limpa, paga Previdência Social (INSS) para ter uma aposentadoria tranqüila. Mas, você que paga seus impostos - se não em dia com juros e multa por atraso -, tem assegurado esses serviços?
Paga-se tributos ao erário público em todos os bens comprados ou em serviços contratados, mas quando o cidadão precisa se proteger contra a violência e a criminalidade tem que pagar empresas que prestam serviços de segurança particular. Se você sonha em ver seus filhos formados e com boas chances de ingressar no mercado de trabalho - cada vez mais competitivo -, tem que investir em estabelecimentos de ensino pagos (escolas e universidades). Se o desejo é ter um atendimento médico digno e de boa qualidade, terá que pagar um plano de saúde. E de preferencia que não faça parte da lista dos planos boicotados pelos Conselhos Regionais de Medicina.
É ou não é um estelionato federal contra os cidadãos brasileiros?
Em época de campanhas nos rádios, TV's, jornais e outdoors sobre o referendo do desarmamento, a toda poderosa Global me sai com uma novela em pleno horário das 19h chamada Bang Bang. Será ironia ou mensagem subliminar (?) contra a extinção das fabricas de armas no país?
A Crise e o Jornalismo Político "CPI é como investigar marido: se você procurar vai achar" (Tereza Cruvinel)
Por Rafael Veloso
Utilização de caixa dois, acusações de compra de votos e pagamento de mesada a deputados da base aliada em malas recheadas de dinheiro, são algumas das denuncias que estão sendo apuradas pelas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) em curso no Congresso Nacional. O papel da imprensa na atual crise política foi discutido em Salvador, nesta terça-feira (20/09), pelas analistas políticas Tereza Cruvinal e Dora Kramer, durante o painel "A Crise e o Jornalismo Político".
O evento, que comemorou a passagem do Dia da Imprensa (10/09) e os 75 anos da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), representada por seu presidente, o jornalista Samuel Celestino, contou ainda com a presença de profissionais e estudantes da área, além de pessoas interessadas em entender melhor essa crise, que tem características diferenciadas das crises anteriores.
"Toda crise tem uma lógica de inicio ápice e esfriamento. Essa é diferente porque fugiu a essa lógica devido à velocidade de novos fatos, ao surgimento de novas denuncias e ao aparecimento de notícias pitorescas, como o petista preso com dinheiro nas roupas íntimas", afirmou Dora Kramer, recusando-se a falar cuecas, "que é horrível", justificou a jornalista do Jornal do Brasil, arrancando risos da platéia.
Para a analista política do jornal O Globo Tereza Cruvinel, esse é um momento de desafio para a democracia brasileira e a imprensa tem um papel importante na cobertura da crise. "Há uns excessos, mas a imprensa esta cumprindo o seu papel. É melhor do que se fosse uma imprensa inibida", afirma Cruvinal.
"A imprensa não existe para gostar ou desgostar do poder público. Jornalismo é a prestação de um serviço público. Garantindo o direito constitucional da população de ter acesso a informação e bem informada, forme sua opinião", idealiza Tereza Cruvinel.
"A natureza da crise tem ligação com o sistema de financiamento de campanhas políticas. É um fluxo de dinheiro para financiamento de campanhas políticas e não patrimonialista, ao contrario do caso do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf", relata Cruvinel ao explicar o "valerioduto" como um programa financeiro para manter o PT (Partido dos Trabalhadores) no poder. "O financiamento da companha do PT cresceu 1300% em relação a campanha de 1998", informa se perguntando: "de onde vem o dinheiro do 'valerioduto'?".
Nesta quarta, o Congresso teve um dia daqueles. O clima de alta tensão fez a adrenalina de muito parlamentar ir às alturas. No início do dia, o homem que toma conta do restaurante apareceu com a cópia do cheque que incrimina definitivamente Severino Cavalcante, um desconhecido parlamentar do baixo clero até pouco tempo que ganhou notoriedade da noite para o dia ao ser eleito presidente da Câmara dos Deputados. Sob a luz dos holofotes, o homem se desnudou e mostrou que o baixo clero nada mais é que o baixo nível de um grande grupo de parlamentares que usam a Câmara como um grande balcão de negócios. São 513 representantes do povo brasileiro em Brasília. Quantos severinos estarão escondidos em gabinetes, corrompendo e sendo corrompidos impunemente?
Impunidade da qual não escapou Roberto Jefferson, uma figura nauseabunda de nossa política há mais de vinte anos. Ao contrário de Severino que viveu sempre na sombra e só errou quando aceitou a presidência, Jefferson adora o spotlight desde os tempos em que trabalhou na TV e mais tarde na tropa de choque de Collor. Jefferson se vai e não deixa saudade em seus pares. Sua língua mordaz e afiada, suas acusações nem sempre provadas, atemorizavam a todos. Quem não se lembra da primeira reunião da CPI, quando ele apontou o dedo para todos os presentes e desafiou: "- aqui todos usaram o Caixa Dois para pagar suas campanhas eleitorais".
Silêncio total entre os presentes. A saída de Jefferson é um alívio para muita gente que tem rabo preso em Brasília.
(*) Ancorou o primeiro canal internacional de notícias em língua portuguesa, a CBS Brasil. Foi âncora do Jornais da Globo, Manchete e SBT e noticiarista da Rádio JB. Tem uma empresa de assessoria em jornalismo e marketing.
Um a faixa colocada em frente ao prédio da Polícia Federal em São Paulo, onde estão presos Paulo e Flávio Maluf, traz uma frase criada em cima do comercial de um cartão de crédito: "Venda de títulos públicos em sua última gestão: R$ 1,5 bilhão, Desvio de verba na construção da avenida Água Espraiada: R$ 800 milhões, Movimentação financeira no exterior: US$ 161 milhões¿ Ver Maluf e sua cria encarcerados após fraudes: não tem preço".
Dona de uma voz suave, a cantora feirente radicada em Salvador há cinco anos, faz show hoje (dia 17/09), às 22h, no Pelourinho - Praça Quincas Berro D'agua. Vale a pena conferir um pouco do trabalho no site!
Nesta segunda-feira (05/09), o SBT Brasil, jornal da Ana Paula Padrão exibiu uma reportagem sobre a iniciativa de um médico, proprietário de uma clinica especializada em métodos de reprodução humana, como a "fertilização in vitro" com preços mais acessíveis a quem não tem condição de pagar pelos caros tratamentos, que podem custar até R$ 15 mil por tentativa.
A matéria abordou também, através de um gráfico a diminuição das chances de mulheres engravidaram com o aumento da faixa etária. Aos 44 anos, as chances não ultrapassam os 4%.
A ida da jornalista - ex-global -, para a emissora de Sílvio Santos teve como principal justificativa o horário do Jornal da Globo. Ana Paula, afirmava que não encontrava o marido e por isso não podia engravidar. Será que essa pauta do novo telejornal - que causou uma frustração aos que aguardavam revoluções alardeadas pela âncora -, tem a ver com as chances da Ana Paula Padrão engravidar?
Dizem que "a esperança é o pão dos pobres". Deve ser por isso que os brasileiros estão morrendo de inanição. Até a Velhinha de Taubaté morreu de desgosto com a atual crise política do país.
A personagem criada por Luis Fernando Veríssimo há 25 anos, era a personificação da única cidadã que acreditava piamente na política brasileira, desde o governo do último presidente da era militar, o general João Batista Figueiredo.
Mais uma vez o deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) mete os pés pelas mãos. Realmente o Brasil já estava sem governo há muito tempo, prova disso foi a eleição desastrosa desse ser das cavernas, que só sabe ser corrupto e faz questão de assumir isso ao dizer que contrata familiares, ao querer aumentar - os já gordos -, salários dos deputados, ao defender propostas esdrúxulas e de orientações conservadoras que beirando o arcaico.
A idéia do impeachment do presidente "Alice, No País das Maravilhas" Lula da Silva foi rejeitada até pela oposição, com certeza, porque todos temem o que poderia acontecer ao Brasil sendo governado - por 30 dias que seja -, pelo nobre Severino.
SEVERINO: ALGUÉM AVISA! - O Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse nesta terça-feira (30/08), o que eu sempre quis dizer ao ver o presidente da Câmara discursar ou tentar dar um entrevistas. Não a nada melhor para aliviar o estresse, do que ouvir as besteira que o Severino tem a dizer.
QUESTÃO DE ORDEM - O ilustre representante de Pernambuco (que representação!) tentou dar uma entrevista para um repórter da TV Câmara, afirmando que os trabalhos no Congresso continuavam seu ritmo normal, apesar da crise política e das três CPIs. Mas ao ser perguntado sobre quais projetos estariam na pauta para serem apreciação só lembro do projeto de tributação e ai desabafou, sem saber que estava ao vivo, que não daria para fazer a entrevista assim de improviso. Aja incompetência e inexperiência!
Como diz o apresentador Fausto Silva: "não faça de seu voto uma arma, a vitima pode ser você!". Em 2006, vamos fazer valer nosso voto. Tentar escolher melhor nossos representantes e extirpar dos quadros políticos aqueles que só querem tirar vantagens dos cargos públicos. Espero que os eleitores, como eu, já tenha se convencido de que políticos "salvadores da pátria" não existem. O que temos de decidir agora: é quem é o menos ruim!
"Não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo"*
Por Rafael Veloso
Não dá para assistir ao "Domingão do Faustão" na Rede Globo. É nítido, transparente, claro como água, que o apresentador faz o programa meramente por obrigações contratuais e capitalistas. Somente para manter o seu elevado padrão de vida e pagar sua consumação diária de pizzas.
Deslizes da produção - coisas normais para um programa ao vivo e cheio de improvisos do próprio apresentador -, tudo é motivo para o obeso comunicador reclamar deixando os convidados, músicos e atores globais, constrangidos com a situação. Creio que muitos deles se vêem obrigados, também, a comparecerem a atração das tardes de domingo da emissora do plim-plim, para promover suas novelas ou ganhar seus discos de ouro pelas milhares de cópias vendidas. E ainda fazem aquela cara de surpresa, como se isso não tivesse sido combinado, previamente, entre a produção do programa, as gravadoras e os próprios artistas.
Nesse show de coisas bizarras, muitos personagens acabaram sendo criados. Quem não conhece o cinegrafista bigodudo Renato Laranjeiras, o músico Casulinha ou a produtora Lucimara Parise, também apelidada por Fausto Silva, como a "paquita erótica da terceira idade". Personagens já consagrados com as "brincadeiras" do apresentador e vítimas do seu mau humor dominical ao ver que algo não deu certo como previamente "acertado em reunião com a produção".
É como canta na música "A minha Alma", o grupo musical O Rappa: "não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo, procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido".
*Texto publicado parcialmente na coluna Canal de Idéias na Revista da TV do jornal A Tarde, em 14 de agosto de 2005.
"De tanto ver triunfar as nulidades, prosperar a desonra, crescer a injustiça, agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir da honra e a ter vergonha de ser honesto." (Ruy Barbosa)
Por Rafael Veloso
Em primeiro lugar tenho que esclarecer uma questão: sempre quando lanço mão desse título parafraseando a citação de Câmara Cascudo na campanha de valorização do cidadão brasileiro do governo federal, no comunicador instantâneo (Messenger), meus contatos me perguntam se estou triste, depressivo e desiludido com a vida. Em relação a minha vida, não! Quanto as diversidades da vida tenho tentado fazer o "jogo do contente" da "Poliana". Fazer limonada com os limões que o destino tem me oferecido. O "desistir a muito tempo", tem relação direta com a situação caótica que se encontra o Brasil. O mar de lama que esta imerso o nosso país. A frase do Ruy Barbosa, acima, é muito propícia, contemporânea e exemplifica essa minha desistência com o meu país.
Os escândalos pipocam graças a exigência de transparência por parte da população, que vê nos meios de comunicação sua única arma de fazer dos vários setores da sociedade um verdadeiro Big Brother da moralidade.
É "mensalão" dos deputados federais e estudais (RO), licitações com cartas marcadas, obras superfaturadas, cervejaria sonegando impostos, adulterando placas de veículos, pagando propina a fiscais. Retaliação a obras de caráter emergencial para cidades cada vez mais inchadas por veículos e com sistemas de transportes públicos deficitários, como os atrasos de repasses de verbas e ameaça de não renovar o contrato com o Banco Mundial para o financiamento das obras do metrô de Salvador. Esse são alguns dos escandalos do momento e que nos dão a constante sensação de que todo esse circo vai acabar em pizza novamente.
Impunidade - É réus confessos sendo soltos através de habeas-corpus, como o caso de Suzane Richthofen. Porque que o juiz do caso entendeu que a confissão de envolvimento na morte dos pais, em 2002, não é suficiente para incrimina-la. (?) E sem falar, naqueles que nem chegaram a serem presos, como relata a reportagem "Justiça lenta deixa criminosos livres" de autoria do jornalista Deodato Alcântara, publicada na edição do último domingo, dia 26 de junho, no jornal A Tarde.
É desesperador sabermos que vítimas inocentes pagam, muitas vezes, com a própria vida, em ações que demorarão para serem resolvidas, e se forem.
O mais estarrecedor é saber que esses bandidos logo estarão livres, como exemplifica a reportagem a respeito da condenação dos três acusados de seqüestrar, estuprar e matar a jornalista Maristela Bouzas, de 28 anos em novembro de 2000: "O lavador de carros Robson Rodrigues Soares, hoje com 30 anos, responsável pela liderança em todo o evento criminoso, foi sentenciado em 32 anos de reclusão, mais um ano em regime aberto. Seu amigo, Valmir Farias Costa, da mesma idade, dono da casa em que a colunista foi seviciada e ficou encarcerada até o momento da execução foi absolvido." (...)
"Pelo Código Penal Brasileiro (CPB), Robson teria de cumprir 30 anos de prisão, máximo de tempo de reclusão permitido no País."
"Porém devido aos benefícios previstos para progressão (redução) de pena, após o cumprimento de um sexto do tempo (cinco anos e quatro meses), apresentando bom comportamento, ele pode ser transferido ao regime semi-aberto e passado à Colônia Penal Lafayete Coutinho, onde poderia sair diariamente caso se empregue."
E alimentado por essa sensação de impunidade, bandidos continuam agindo livres, como ocorreu com a estudante de direito Érica Araújo Uberman, de 27 anos, que corre o risco de ficar paraplégica. Ela foi baleada nas costas em uma tentativa de assalto ocorrida em um semáforo da Av. Garibaldi, no dia 9 deste mês. Dias antes uma mulher de 60 anos, também levou um tiro no tórax, nas mesmas imediações.
É por isso um cidadão no Rio de Janeiro entrou com uma ação cobrando indenização do Estado por ter sido assaltado e ter tido o carro levado por ladrões, a poucos metros de uma delegacia de policia. O júri entendeu o argumento do requerente de que o pela Constituição Brasileira é dever do Estado dar segurança a população. O estado do Rio de Janeiro já informou que vai recorrer.
Sociedade Alternativa Hoje (28/06) em entrevista ao programa TV Revista da TV Educativa da Bahia, o ator Gideon Rosa, integrante do elenco da peça teatral Raul Seixas - A metamorfose ambulante, lembrou o caráter anárquico do cantor e compositor "maluco beleza" que vivo estaria completando 60 anos, e exigiu dos brasileiro, atualmente, uma postura semelhante com a que Raul tinha diante de tanta bandalheira, até 1989 - ano de sua morte.
Não acho que cruzando os braços, ou abandonando o barco quando ele ameaça afundar - como fazem os ratos -, deva ser atitudes a serem seguidas a cada nova crise que o Brasil enfrente. Mas, também acho, que se todos os brasileiros fossem se inflamar a cada episódio, de tuas uma: ou viveríamos em constante guerra cível, como Angola viveu durante três décadas; ou a porcentagem de brasileiros que sofreriam infarto com até 25 anos de idade, seria assustadora.
Sendo tio pela primeira vez, fico pensando se não é uma questão de egoísmo colocar uma criança neste mundo, só para minha satisfação pessoal. Só por prazer de ser pai. E que mundo oferecemos a essas crianças?
"A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções e da maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração." (Alan Kardec)
DOIS ANOS DE MUITAS BATALHAS, mas continuo vencendo a guerra
Pois é, dois anos já se passaram e posso afirmar que sou uma nova pessoa e que compartilhar um pouco de minha vida com vocês, me ajudou a compreender meu papel neste mundo e a aceitar as perdas que sofri e dar valor aos momentos felizes. Quero agradecer a todos que passaram por minha sala de visitas e deixaram estampadas, como quadros maravilhosos, suas mensagnes e comentários. Valeu!
E em ritmo de comemoração pelo 2° aniversário do blog, neste mês de março e pelo Dia do Jornalista, em 7 de abril, estou colocando ar enquetes sobre o jornalismo brasileiro a parte de hoje. Espero contar com os votos de todos. Serão três enquetes, onde estarei verificando a credibilidades dos telejornais brasileiros e dos seus apresentadores.
Durante esses dois meses, estarei colocando aqui, no blog, alguns fatos marcantes nestes dois anos e os resultados das enquetes deste período. Estou preparando um novo álbum de fotos, com imagens minhas mais recentes e pessoas queridas. Mas tudo em doses homeopáticas.
Querida menina Ivete, senti-me projetada na propaganda na qual você sorri ao beber uma cerveja que propõe o extermínio de senhoras de cabelos brancos, induzindo os jovens a correm delas como o diabo foge da cruz.
Fiquei com pena de você e dos rapazes que correm até encontrar um freenzer cheio de cerveja, porque a própria propaganda diz a fórmula para não envelhecer: morrer jovem! Escrevo para pedir que "beba sempre com moderação" e, ao acabar sua juventude, aceite a velhice, pois é uma fase maravilhosa. As marcas do tempo são o espelho de nossa história, povoada de lembranças e alegrias dos filhos, netos e bisnetos. Também adoro cerveja, mas abandonei a "sua", porque já que ela corre de mim, corra para outras mais saborosas.
"Tente ser uma pessoa de sucesso, mas prioritariamente, tente ser uma pessoa de valor." (Albert Einstein)
O malcaratismo tem sido a erva daninha não só neste século, mas como há várias gerações. (RV)
Estou escrevendo esses dois Salmos e essa canção de louvor, para agradecer as graças que tenho recebido.
Salmo 23
O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.
Salmo 91
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
Não terás medo do terror da noite nem da mortandade que assola ao meio-dia.
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
Porque tu, ó SENHOR, és meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
Ele me invocará, e eu lhe responderei, estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
Fartá-lo-ei com longuras de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.
Ninguém te ama como Eu (Martin Valverde)
Tenho esperado este momento,
tenho esperado que viesse a mim.
Tenho esperado que fales,
Tenho esperado que estivesse assim.
Eu sei bem o que tens vivido,
Sei também que tens chorado.
Meu sei bem que tens sofrido,
Pois permaneço ao teu lado.
Ninguém te ama como eu,
ninguém te ama como eu.
Olha pra cruz esta é a minha grande prova.
Ninguém te ama como eu,
ninguém te ama como eu.
Olha pra cruz, foi por ti, porque te amo,
Ninguém te ama como eu. Eu sei o que me dizes ainda que nunca me fales.
Eu sei bem o que tens sentido ainda que nunca me reveles.
Tenho andado a teu lado, junto a ti permanecido.
Eu te levo em meus braços,
Pois sou teu melhor amigo.
Quem precisa de mais alguma coisa, depois de ouvir uma declaração de amor, como esta?!
Não fiquei mais religioso, ao enfrentar as diversas crises que tenho vivido. Mas, todos os obstáculos que tenho driblado tem me feito acreditar cada vez mais em Deus, na minha força interior e que realmente a minha FÉ pode mover montanhas. E esta movendo.
Estou indo para o litoral norte curtir uns dias de Sol e logo após a festa de Momo, devo estar viajando novamente. Então, bom Carnaval para vocês, se divirtam bastante, mas não esqueçam de tomarem alguns cuidados redobrados nos circuitos, tais como: não levar cartões de crédito para a avenida, documentos demais. Procure levar pouco dinheiro. Nada de telefone celular, relógio ou jóias que chame a atenção. E se for de carro, estacione em local seguro e não deixe objetos de valor ao alcance da na visão de possíveis ladrões. Se beber não dirija e sexo (qualquer forma que for) só com camisinha. Vá armado somente de PAZ e ALEGRIA!!!
Essa é uma das pessoas especiais de minha vida. Apesar de longe, em Porto Alegre, Sílvia Rebeca expressa, com a mensagem transcrita abaixo, o seu carinho e preocupação em relação ao meu bem estar. Amiga, saiba que torço, também, pelo seu sucesso e sua felicidade ai, em POA.
Após passar por alguns "baques' na vida aprendi que a felicidade é feita de fragmentos. Eles servem não só para nos deixar mais alegres e com aquele sorriso largo de satisfação no rosto, mas também para nos fazer distinguí-los dos demais momentos não tão bons, em nossa existência, mas que merecem atenção.
Sil, tomei a liberdade de publicar suas palavras, escritas no dia 13 de dezembro. Os "dias de solidão" que ele se refere, sofram os dias em que fiquei sozinho em casa, já que toda minha família havia ido ao casamento de meu irmão Jorge, em uma cidade do interior baiano chamada Senhor do Bonfim, há seis horas de viagem de Salvador.
Eu e meu irmão estamos brigados desde abril deste ano, e não faria sentido eu ir, apesar do insistente convite de sua esposa Deni.
"Bom Dia, meu querido amigo!
Espero q saibas usufruir os dias de solidão para refletir acerca de tudo que esteja ligado ao que tu és hoje. Não fique se martirizando meu caro, pois tem uma máxima que nos ensina que a vida é feita de escolhas e para optarmos por um caminho, temos que renunciar um outro que não foi escolhido por acreditarmos estar fazendo a opção correta de acordo com o nosso contexto. É assim que vivemos, embasados em algo que nos fortalece e nos ajuda a seguir em frente contrariando entes queridos ou consolidando opiniões alheias.
No final, nós decidimos sozinhos, por mais que a vida pareça nos colocar uma arma na cabeça, nós damos a cartada final e caminhamos numa estrada cheia de falhas, e estas terão que ser ultrapassadas ou consertadas a depender do nosso intuito. Você passou por momentos difíceis, pensou estar sendo testado, considerando que alguns fatores externos culminaram para o teu pesar. O que importa é que você aprendeu com as tuas novas experiências, e esta lição é singular, por mais que tenhamos compartilhado das tuas angústias.
Rafa, espero que os erros cometidos sirvam de apoio para relações posteriores, mas não como bloqueio, pois tu podes ter um amor eterno, aquele resto que fica quando o tesão não impulsiona o sexo, quando o trabalho não deixa espaço para aventuras, quando algum problema pessoal deprime, quando a vida surpreende de forma negativa...é o amor q tens pelos teus pais, que gostariam de pagar tua facul, agraciar-te com bens materiais que precisas para edificar teu conhecimento; é o amor que tens pelos amigos que não te cobram, mas que também não podem estar presentes quando você mais necessita...é aquele sentimento que não subjulga, que nos deixa livre para gritarmos, beijarmos ou emudecermos quando não temos nada a acrescentar...
E isto existe, Rafa, (...)
Agora, espero que encontres aquela chama que incendiou a todos naquele primeiro dia de aula, quando tive a certeza de que eras um jornalista e que irias lutar pelos teus ideais.
Levanta-te e vai além destas paredes que te prendem neste mundo injusto. Tens muito o que viver e vibrar...faz isso por vc, pelos teus pais, pelos teus amigos, mas SEMPRE por VOCÊ.
Nº de mulheres com Aids no Brasil é o maior desde a década de 80
Da Redação
Em São Paulo
O número de mulheres infectadas pelo vírus HIV é o maior desde a década de 80, quando começou a epidemia de Aids no Brasil. Foram 12.599 notificações, em 2003, contra 10.566, em 1998, cerca de 16% as mais. A informação consta do Boletim Epidemiológico da Aids 200, divulgado nesta terça-feira (30/11), pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.
Apenas nos primeiros seis meses deste ano já foram registrados 5.538 casos de Aids em mulheres. O avanço da doença entre o sexo feminino é o tema escolhido pelo governo federal para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, nesta quarta-feira (1º).
Entre os homens, o boletim revela que a tendência é de estabilização da doença. No ano passado, foram notificados 19.648 casos, quase 7% menos do que em 1998, quando houve 21.056 registros. A estabilização ocorreu, principalmente, entre os homens homossexuais ou bissexuais.
Em 1998, esse grupo representava quase 30% do total de infectados do sexo masculino, passando para 25%, em 2004. Situação inversa ocorreu com os heterossexuais, que representavam cerca de 30% dos homens infectados, em 1998, e hoje são 42%.
Em conseqüência da contaminação feminina, houve 201 casos de crianças até 13 anos, no primeiro semestre deste ano. Trata-se da chamada transmissão vertical, da mãe para o filho. Em 2003, foram 519 casos de transmissão vertical.
O boletim revela ainda a redução de infectados entre os usuários de drogas, principalmente as mulheres. Há uma década, essa era a forma de infecção feminina em 17% dos casos. Hoje, é responsável por apenas 4,3% das notificações. Entre os homens, passou de 27% para 13%, em dez anos.
A taxa de mortalidade também apresentou estabilidade nos últimos anos. No público masculino, o índice de 2003 é o mesmo de 2001: 8,8 mortes em cada grupo de 100 mil homens. Entre as mulheres, houve um pequeno aumento, de 3,9 mortes por 100 mil mulheres, em 2001, para 4 mortes por 100 mil, em 2003.
O diretor do Programa Nacional de DST/Aids, Pedro Chequer, relacionaa queda da mortalidade mais acentuada em determinados municípios do país, como São Paulo, é resultado da maior eficiência do sistema de saúde. "Quando o sistema de saúde funciona e responde precocemente ao diagnóstico e ao tratamento, pode-se modificar o perfil da epidemia do ponto de vista da incidência e da mortalidade", afirmou.
Assistindo hoje (dia 20) a maratona televisiva em prol da construção de mais um centro de assistência e reabilitação de portadores de deficiência física da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), os telespectadores puderam me emocionar inúmeras vezes ao ver verdadeiras lições de vida.
Durante quase 28h, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) mostrou exemplos de garra e força de vontade de crianças sem pernas e braços lutando para serem felizes e se tornarem independentes do auxilio de seus familiares. Essas imagens nos fazem refletir sobre a gana pela vida que nós, tidos como pessoas "normais" - como se eles também não fossem -, não estamos tendo.
Porque reclamar se estamos sem emprego neste momento, se tivemos que parar temporariamente os estudos ou se estamos sem aquela pessoa amada perto da gente, diante a grandiosidade dos problemas enfrentados por essas pequenas criaturas na sua face inicial de suas vida? Somos dotados de pernas e braços e assim, capazes de reescrever nossa história. Dar a volta por cima e enfrentar esses pequenos percalços que a vida nos impõe.
O INÍCIO - A AACD foi fundada em 1950 pelo Dr. Renato da Costa Bonfim e tem como missão: "tratar, reabilitar e reintegrar à sociedade crianças, adolescentes e adultos portadores de deficiência física."
Desde sua primeira edição há sete anos, o TeleTon, mostra sua transparência e credibilidade, sendo auditado pela Trevisan. Em suas sete edições já foram arrecadados R$ 86 milhões. Dinheiro revertido para a construção de cinco centros de atendimento a deficientes físicos, descentralizando o atendimento na sede da AACD, em São Paulo.
Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), já contam com o atendimento da AACD, além da ampliação das instalações da sede da AACD na capital paulista. Todos frutos das doações do povo brasileiro através de ligações telefônicas e de grande empresas parceiras como Votorantim, Microsoft, Siemens e Bradesco.
E no dia 28 de setembro de 2004, graças ao VI Teleton, a AACD pode inaugurar a sua unidade no estado do Rio de Janeiro. Com 1.661m2 de área construída em um terreno de 7.000 m2 doado pela Prefeitura de Nova Iguaçu, a unidade opera hoje, com um quadro de 58 funcionários e terá capacidade para realizar diariamente até 650 atendimento.
Devemos vestir realmente a camisa de projetos e iniciativas como TeleTon ou o Criança Esperança, porque a sociedade civil tem sua parcela de culpa e não é só dever cristão repartirmos o que temos, mas também agradecermos a Deus por nossa missão neste mundo ter sido menos penosa quanto dessas crianças.
Não é agouro, mas vale lembrar que ninguém está imune de sofrer algum tipo de deficiência física durante a vida ou ter algum familiar nesta condição, por isso vale se solidarizar e tentar amenizar o sofrimento dos deficientes físicos, dando-lhes o direito a tratamento digno e de qualidade.
Chega impressionar não apenas a existência, mas a sobrevivência de tantos programas de televisão que, em essência, nada têm a oferecer ao telespectador como objeto de retenção de atenção e interesse senão o anúncio sensacionalista de atrações inócuas e frouxas. Os campeões dessa modalidade são os programas de auditório vespertinos dos finais de semana. A fórmula é a mesma: no centro das atrações geralmente estão pessoas anônimas e pobres ou "ex-quase-celebridades" fazendo o percurso inverso da fama.
Diante de cada atração anunciada como imperdível, somos capazes de imaginar o desfecho, desproporcional em impacto e importância, no entanto, os índices de audiência estão lá para comprovar a permanência do público diante das falsas revelações e falsas atrações de sempre.
Falsa comoção - Um dos principais representantes desse fenômeno do tipo nada a dizer ou a mostrar é o Domingo Legal, um clássico neste segmento.
Gugu Liberato não economiza tempo, espaço e muito menos caras e bocas de falsa comoção para falar de assuntos que, em tese, interessariam a poucas pessoas, mas que são anunciados como estardalhaço como fatos de relevância e interesse nacional. Concorrem com ele, em pé de igualdade temática, apresentadores como Márcia Goldschmidt e Gilberto Barros, dentre uma série de outros com menor estrutura e menos tempo no ar.
Pode-se argumentar que a natureza da televisão é essa: fazer ao público promessas de um espetáculo que não se realiza, alimentando-se dessa expectativa sempre não atendida do telespectador. E como se não bastasse o próprio apelo do apresentador nos convidando para não sair do sofá e não trocar de canal, ao som de frases como: "você não pode perder", "você nunca viu nada igual", outros recursos entram em cena de forma ostensiva.
Hoje, com exceção da Rede Globo, é praticamente impossível sintonizar uma emissora sem que não tenhamos que revezar a atenção auditiva com a visual, pois enquanto o apresentador diz ou grita uma coisa, barras ininterruptas de letreiros na tela nos convocam ostensivamente a ficar atentos para a próxima atração, que, quando exibida, se revela tão interessante como uma lagartixa sonolenta se deslocando sobre um muro.
FASCÍNIO POR VÍTIMAS - Só uma coisa parece explicar a manutenção no ar de determinados formatos de programa: o fascínio que o brasileiro tem por vítimas e heróis. Se vierem juntos então, a fórmula torna-se líder de audiência e é nisso que os programas apostam, invariavelmente transformando em heróis, mesmo que durante alguns minutos, pessoas vitimadas por adversidades, que vão desde o desemprego crônico às catástrofes, passando por situações de pobreza absoluta, traição e situações pessoais absurdas.
O Dia da Princesa, quadro do programa Domingo da Gente, é a mais perfeita tradução dessa metamorfose efêmera que encanta as massas. No campo das situações absurdas há lago mais absurdo que transformar em atração nacional dominical e objeto de repetição por vários programas o caso da funcionária do Ministério da Agricultura que fez fotos eróticas em salas do próprio Ministério?
Durante vários programas a moça estava lá, como a grande atração, anunciada como objeto de interesse nacional, para contar sempre a mesma história para boi dormir e sempre entre crises de choro e promessas de revelações bombásticas.
Transformada, naturalmente, na "menina pobre, ingênua e bem intencionada" (maior de idade, é bom que se diga), ela aparecia na versão mulher que é vítima de homens inescrupulosos que abusaram não da sua boa fé e a enganaram de forma trágica.
PICARETAS DE PLANTÃO - E para dar um caráter de seriedade a esse tipo de abordagem, sempre há a presença de especialistas a quem podemos chamar, sem qualquer crise consciência, de picaretas de plantão, profissionais de todas as áreas que se dispõem a ir a esse tipo de programa para dar uma explicação cientifica, jurídica, técnica, psicológica, etc. para o ¿absurdo¿ anunciado. A moça rica, bela e bem nascida matou os pais? Os picaretas de plantão estão lá, dispostos a comparecer ao palco de Márcia para explicar todas as razões que levaram a isso.
Mulheres se dispuseram a aceitar o convite duvidoso de um sujeito para dar uma volta em uma mata fechada em São Paulo? Lá estão eles, ávidos para contar a Ratinho por que isso aconteceu. Como se soubessem... mas se já surpreende que o público gosto desse tipo de programa, que especialistas compareçam a eles para aparecer, como analisar a disposição voluntária das pessoas que vão de livre e espontânea vontade expor seus próprios dramas mais indescritíveis, muitas vezes íntimos e constrangedores, a apresentadores que nem sequer tentam disfarçar a falta de compromisso com a dignidade humana?
SENSACIONALISMO TOSCO - Não fosse o preconceito que tradicionalmente permeia o meio acadêmico em relação à televisão, e sobretudo ao seu lado mais bizarro e trash, certamente teríamos mais dados para entender, sem achismos e sem a ajuda dos picaretas de plantão, por que, por exemplo, no ápice de uma tragédia familiar, um pai e uma mãe se dispõem a ser explorados pelo sensacionalismo tosco de Gugu, como aconteceu no último domingo.
Durante horas, a família de um garoto que morreu afogado após a queda de um ônibus escolar em uma lagoa, se deixou explorar como a grande atração do dia. Como o menino morreu após salvar três amigos, transformou-se em herói morto nacional. Com a sua marca registrada, cara risível de comoção, o apresentador vasculhou todos os detalhes da vida da criança, diante do consentimento e da aprovação da família. E do público.
*Coluna publicada no suplemento Revista da TV do jornal A Tarde, em 10 de outubro de 2004.
** Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura pela UFBa e coordena o curso de Relações Públicas da FTC.
Quando fui procurar meu primeiro emprego, em 2001, aos 18 anos, não achava que seria tão difícil, afinal, eu já havia me qualificado para as exigências do famigerado mercado de trabalho.
Sabendo que para ingressar no hall dos assalariados, deveria atender à alguns pré-requisitos impostos por meu futuro patrão. Então, aos 16 anos, resolvi começar a me preparar. Sabia que naquela época, as condições necessárias para ocupar um posto de trabalho eram ter conhecimento em informática e noções básicas em inglês. Fui em busca desses certificados.
Pensei em fazer um curso de informática básico e depois "um ano e meio com prazer" de aula de inglês. Só que nem tudo saiu como eu planejava: primeiro descobri que o valor do curso de língua estrangeira não era compatível ao orçamento de meus pais. Depois, o curso de informática se prolongou em uma doce e adorável trilogia: Office I, Office II e Editoração Eletrônica.
Fiz o primeiro curso, em maio de 2000, contrariando vários discursos desfavoráveis. Inclusive de meu irmão, que afimava, que por não possuir um computador em casa e nem ter acesso a ele na escola pública - onde estudei boa parte do meu primário, todo o ginásio e os primeiros anos do segundo grau -, esqueceria em apenas um mês, tudo que aprendesse. Durante o intervalo de cinco meses entre o primeiro e o segundo curso, não esqueci absolutamente nada que meu instrutor Deri Rozario, havia ensinado.
Os primeiros contatos com aquela máquina tinham ocorridos no PC do padrasto de um colega da 8ª série. Era o ano de 1999, quando Igor, passou a me ajudar a fazer os trabalhos da escola no computador. Até então, eu datilografava todos os meus trabalhos escolares e ainda produzia o jornal mensal "O Mundo". A vida dessa publicação foi efêmera, durou apenas cinco meses.
Amava o contato com o "micro". Foi nessa época do curso, que pude navegar pela 1ª vez na Internet. Até aquele momento, só nos conhecíamos por nome (eu e a Internet). "Carlinha", Carla Maria Peixoto, era minha parceira de microcomputador. A união foi imediata e desde a primeira semana, sentamos juntos a até hoje trocamos mensagens por e-mail.
Aliás, as amizades que fiz nos cursos de informática, são um capítulo a parte. No segundo curso, conheci "Dina", Adinairan Santos. Uma figura maravilhosa. Nos falamos pouco, mas sempre mantivemos um carinho mútuo.
O ENCONTRO - Lembro o início deste ano, quando estava saindo da Contax - empresa que trabalhei até julho de 2004 -, e vi Dina passar acompanhada por seu irmão. Foi engraçado, por que nos cruzamos e ficamos olhando fixamente um para o outro e após termos dados passos adiante, nos viramos e perguntamos se éramos nós mesmos! Foi inesperado e gratificante, tê-la encontrado assim - no meio da rua -, próximo a um ponto de ônibus, depois de tanto tempo sem nos vermos. Coisas do destino mesmo!
Dina é uma pessoa verdadeira e corajosa, não foi à toa que largou um emprego de anos e onde era queridíssima, para se aventurara em uma proposta que lhe atraia mais. Sempre foi uma profissional motivada pela descoberta do novo. Uma aventureira, desbravadora sempre muito corajosa.
Lembro-me o período do curso, quando o nosso instrutor Antônio Carlos foi substituído por Pedro Moreira e estávamos tendo alguns problemas com sua metodologia de ensino, mas quem seria corajoso suficiente para falar isso a ele? É ela mesma, se lançou sem o apoio do grupo e fez suas críticas construtivas. Essas assimiladas por Pedro e agradecidas por todos os 22 alunos no final do curso.
E foi no último dia do curso Office II, em 9 de setembro de 2000, que Dina transcreveu para mim, um pensamento que ela gosta e apesar de não ser de sua autora, se encaixa como uma luva para nossa amizade. "As coisas que amo deixo-as soltas! Se não voltarem é porque nunca foram minhas. Se voltarem é porque sempre as tive!".
Já no terceiro curso, em janeiro de 2001, haviam ocorrido algumas mudanças. Uma delas foi à trocada da unidade da instituição onde fazia os cursos de informática, do Shopping Piedade para a do Shopping Iguatemi.
Como esse curso era profissionalizante, o horário não era mais o vespertino como nos anteriores. À noite, das 18h as 19h50, a maioria dos alunos eram profissionais que já atuavam em Publicidade ou estudante em busca de conhecimento que as faculdades já lhes exigiam ter ao ingressar na instituição de nível superior.
Neste curso ministrado pelo publicitário Aristides Ferreira, conheci várias pessoas, mas não houve aprofundamento na amizade como nos outros dois cursos feitos. Foi também, nesta época que ganhei meu computador. Exatamente, no dia 20 de março de 2001.
Terminada a safra de cursos de informática, apesar de ainda ter a vontade de fazer o de WebDesign, era hora de procurar emprego. Mesmo que o curso de inglês tenha ficado de lado, relegado a possibilidade de conciliá-lo com a faculdade no futuro, eu já me sentia qualificado para o mercado de trabalho. E foi assim, que em maio de 2001, comecei a fazer artes-finais n' A Casa do Estudante Informática Ltda., no fim de linha da Ribeira (bairro tradicional da Cidade Baixa). Mas, como também sou movido a desafios e o trabalho de fazer cartões de visita, tirar cópias, atender clientes de encadernação, plastificação ou em busca de materiais de escritório e escolar, não me entusiasmava acabei pedindo demissão em setembro do mesmo ano.
E dessa vez o vilão do desemprego só me assustou por um mês e meio. No início de outubro, já estava trabalhando na Casario Editora e Serviços Ltda. A princípio, cobriria apenas os 15 dias de férias do programador visual, Everaldo Santos. Mas, como os projetos eram muitos, acabei ficando lá sete meses. Foram momentos muito agradáveis, onde pode conhecer dezenas de pessoas e lugares legais, que eu jamais pensaria em conhecer. Além, de ter exercitado várias funções dentro da pequena produtora.
Lá eu conheci "mon petit Taty", Karla Tatyana Rodrigues. Com ela, fiz um passeio cultural por Paris - A cidade luz, sem sair do bairro do Itaigara. Conheci também, meu ex-chefe, o jornalista Antonio Pastori, o "Pá", "Ray" Raimundo Filgueiras (um duração. Quem o vê pela primeira vez, mas uma figura muito especial para seus amigos) e meu amigo Eduardo Alves. "Dudu" é mineiro de nascimento, santo-amarense de criação, habituê de Salvador e atual morador do Rio de Janeiro.
Eduardo é cantor e compositor. Suas músicas, com letras maravilhosas retratando as "dores e dissabores" do amor, já foram gravadas por artistas locais.
A canção Nove minutos, em parceria com Pastori, foi a 3ª colocada no 1° Festival de Música das Festas de Santo Amaro, no período de dezembro de 2002 a janeiro de 2003. É uma das 12 músicas que compõem o CD comemorativo do festival. Dudu é uma pessoa zen e proprietário de um coração lindo. Despido de qualquer sentimento ruim que seja.
Fui inúmeras vezes a Santo Amaro da Purificação, terra do clã da família Veloso - não a minha, a de Caetano, Maria Bethânia e da habitante mais ilustre da cidade, D. Canô -, assistir a shows de Eduardo.
Após minha demissão da Casario, fiquei me dedicando quase que exclusivamente ao vestibular no final do ano. Fiz curso pré-vestibular no Sagrado de Nazaré. Lá, pela primeira vez, posso dizer que tive uma "galera". A pequena gigante Nadia, a sorridente Andréa, a nossa turista "gasparzinho" Jacymara Coelho (futura jornalista também), o papai do ano Leonardo, a "fogosa" Cleide (nunca vou esquecer o melhor presente que ganhei de Amigo Secreto até hoje: o CD Perfil do Cazuza.), a "mulata" Rebeca e o questionador Eucimar.
Foram quatro meses de intensivão, onde o objetivo era estudar, mas que serviram também para eu descobrir que a vida fica tão mais leve com a presença dos amigos. E que não é necessário estar com eles 24 horas por dia ou todos os dias do ano. Basta saber simplesmente que eles existem e que estão sempre a lhe apoiar. Valeu galera!
A FACULDADE - Em 2003, ingressei na Faculdade Integrada da Bahia (Agora, a FIB é Centro Universitário. Hehehe...), no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo.
Foi em 2003, também um dos melhores anos da minha vida (pelo menos até agora!). Estava completamente apaixonado pelo curso e entusiasmado com a faculdade. No primeiro semestre fui representante de turma. Me envolvi na organização da 1ª SECOM - Semana de Comunicação, trazendo para Salvador o jornalista Carlos Dornelles, repórter da Rede Globo, para fazer uma palestra, além do lançamento de seu livro sobre a cobertura da imprensa nos atentados aos torres gêmeas do Wold Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Participei da oficina de Webjornalismo organizada pelo Site UOL e pela Revista Imprensa e ministrada por Cássio Politi.
Foi na FIB, que aprendi que faculdade não é só uma escola com nível elevado e sim o local onde pessoas de diferentes culturas se reúnem para discutirem o seu tempo e extrair dos seus mestres o melhor que eles têm a nos passar.
Foi na FIB, também que conheci Agnes Mariano, jornalista premiada várias vezes e a qual me conquistou pelos conselhos, ensinamentos, experiência de vida e boa vontade. Tomo aqui a iniciativa de publicar uma mensagem eletrônica que ela me enviou e que guardo com muito carinho em meu computador e também no meu coração:
"oi rafa,
soube pelos seus colegas que vc tinha trancado (o semestre letivo na faculdade). Não desanime tá? Lembre dos seus sonhos todos os dias, procurando uma brecha para concretizá-los. É inevitável que às vezes a gente precise parar algumas coisas, dar atenção a outras. É só um teste da vida, para ver se estamos alertas e se somos determinados o suficiente para ter paciência e retomar o caminho depois.
Você é uma das pessoas mais apaixonadas por jornalismo que já conheci. Você é sério, dedicado, inteligente, por isso nada poderá impedi-lo de fazer o que você desejar.
Um grande beijo,
Agnes"
A FIB que me deu Silvia Rebeca. Você, Sil, sabe o porquê é especial para mim e seria redundância falar aqui. É a menina-mulher mais levada na breca e centrada ao mesmo tempo, que já conheci. Admiro seu autocontrole, sua capacidade de tomar decisões rápidas e certeiras. Lhe desejo o que de melhor poderia querer para mim, nesta nova empreitada lá em Vitória - ES. Meu carinho sempre!
A FIB me deu o Marilia Ramos (Lilão), minha panda de estimação. A aluno em que vejo o futuro brilhante, devido a sua concentração e capacidade. Te cobrarei a amizade eterna que prometeste.
A FIB me deu a pessoa que escolheria para ser o meu irmão, se isso fosse possível. Olavo, porque se eu pudesse lhe prometer alguma coisa: seria que a nossa amizade ultrapassaria os murros da faculdade e acho que consegui cumprir essa promessa feita em primeiro semestre de 2003.
Você tem a minha amizade, meu carinho, admiração, meu respeito e os conselhos de quem se considera o "seu irmão" mais velho. Mesmo que esses conselhos não sejam lá essas coisas. Mas tenha certeza, que são palavras de quem lhe quer muito bem.
Não tenho vergonha de dizer que te amo, e que suas loucuras e seu temperamento com os rompantes de mau humor, alegria e até êxtase, são provas de que você não é perfeito, assim como os melhores seres humanos.
Pena que com o passar dos semestres o entusiasmos com a FIB e a minha incompetência em saber administrar o meu tempo, dividindo-o entre a realização de reportagens para as disciplinas práticas do curso, a elaboração trabalhos acadêmicos, tais como seminários e resenhas, leitura de textos e livros exigidos, com a jornada de trabalho como agente de telemarketing na TNL Contax Ltda., empresa de contacte center do grupo Telemar.
E não posso deixar de lembrar, que foi na Contax que conheci Lucita Martinez. Nós não nos vemos com freqüência, na verdade nos últimos tempos só nos comunicamos através de e-mails. Mas, mesmo assim, não de deixa de ser uma pessoa importante para mim e que merece todo o meu carinho e respeito.
Lu foi minha colega de trabalho durante três ou quatro semanas. Ela não aquentou a rotina de um call center e esta em uma melhor, na Rede Bahia.
Quando a vi pela primeira vez me bateu uma daquelas nóias que me dão de vez em sempre e não fui com sua cara de imediato. Achava que era uma pessoa fútil. Estilo "Patrícinha". Mas com o passar do tempo fui conhecendo-a melhor. Descobrindo a pessoas magistrais que ela é e a sua doçura encantou a todos.
Deu vontade de escrever isso tudo, porque aos 16 anos não conseguia emprego, porque não tinha conhecimento em inglês e informática. Aos 19, era calouro da faculdade e aspirante a "foca" - termo dado aos recém-formados em jornalismo -, ou "minhoquinha", como batizou Ana Rosa, agora jornalista formada e "foca" na assessoria de imprensa do Sistema FIEB.
Minhoquinha, porque afinal de contas, estávamos no primeiro semestre da faculdade e não eram focas ainda. Logo, éramos as iscas do peixe. Hehehe... coisas de Ana Rosa.
E agora, aos 21 anos, o mercado me exige ter concluído a faculdade, sem nem querer me explicar de onde eu devo tirar dinheiro para custear meus estudos. A educação de qualidade no Brasil é cada vez mais cara, tornando-se privilégio de poucos, apenas de uma elite.
Outra exigência é experiência no cargo. Como ter experiência se ninguém deseja me dar à primeira oportunidade naquela função?
E ai... eu fico me perguntando, se aos 25 anos para atender as exigências cada vez mais ávidas do mercado de trabalho, terei que ter MBA's e doutorado em Havard ou Sorboune. Até parece a que remuneração oferecida ao trabalhador brasileiro compensa.
E depois, pesquisadores e psicólogos vão aos programas de entrevistas na TV, debaterem o "Efeito Canguru" na sociedade atual.
O efeito canguru é denominação que foi dada para a prolongação ou saída tardia dos jovens da casa dos pais. Mas, como sair do conforto, da segurança e até, em alguns lares, da privacidade de poder passar a noite com a (o) namorada (o) na casa dos pais, se o mercado de trabalho do país "Petracampeão de Futebol", discrimina os negros, as mulheres, os idosos e desacredita em seus jovens?
Tempos depois Manuela encontrou um disquete com o nome de Renatinho, colocou no computador e encontrou algo como se ele quisesse escrever um livro.
Pediu que eu colocasse isso no livro:
"Deságua essa dor que queima no meu peito
que invade a minha alma
com lampejos de raiva e ódio
pela vida que não é vida, é sobre-vida.
Que força é essa que existe dentro de mim,
que me faz passar por tudo isso
e chegar a uma consciência
de que eu estou assim e não adianta
desespero durante uma crise,
mas, como evitar esse sentimento
tão emergente dentro da alma?
Tento me adaptar a um estilo de vida
Bastante difícul para mim!"
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
"Toda manhã é um parto.
Me parto em mil pedaços
E entro num túnel no qual não sei onde vai dar.
Escuto o zunido do vento a bater no meu rosto.
Onde está o prazer de senti-lo?
Onde está o reconhecimento de um dia feliz!
Nem que seja por algumas horas,
Eu quero ser invadido pela leveza do ser,
Sem ter que ter algum mal que habite na minha carne.
Desmunda pela praga que toma conta
De todos os cantos da minha moradia!"
Autor: Renato Junior (Renatinho)
*Texto transcrito da página 213 do livro "A Tua Presença - O doloroso relato de uma mãe ao cuidar do seu filho com AIDS", de Dida Rodrigues; editor J.J. Randam - Salvador: Contexto & Arte, 2003.
Neste domingo (31), 27 milhões de brasileiros foram novamente as urnas para escolher o prefeito de 44 municípios. Salvador era uma das 15 capitais, onde a decisão da sucessão municipal se arrastou para o segundo turno. A cidade é o terceiro maior colégio eleitoral do país, com 1.558.346 eleitores.
O candidato eleito com 74,7%, João Henrique Carneiro (PDT), garantiu que já começa os trabalhos de transição na prefeitura de Salvador, na próxima semana. Ele obteve no segundo turno 876.278 votos válidos, contra 296.986 (25,3%), que o senador César Borges, candidato pelo PFL recebeu. Percentual menor que o de eleitores que deixaram de comparecer as suas seções eleitoras. A abstenção chegou a 335.262 eleitores, 21,15%.
Essa foi a maior derrota já sofrida na Bahia, pelo grupo política do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL). Ainda em seu local de votação, no Clube Bahiano de Tênis, o senador ACM, afirmou aos repórteres: ¿apresentamos o melhor candidato, o melhor para a cidade. Se o resultado não for bom, será pior para a Bahia, porque o governo de João Henrique será um fracasso. O ódio que os que sempre eu derrotei nutrem por mim levou eles a se unir. Isso já foi visto. A Bahia sofrerá, mas mais adiante eles sofrerão derrota¿, garantiu o senador, referindo-se aos candidatos derrotados no primeiro turno, Lídice da Mata (PSB) e Nelson Pellegrino (PT) que apoiaram o candidato do PDT.
Em entrevista ao programa Jogo Aberto da Band - Bahia, o prefeito eleito não quis comentar as afirmações do senador, se limitando apenas a dizer que o resultado de sua administração ¿só será possível depois dos quatro anos de mandato a frente da prefeitura¿.
O que o novo prefeito enfrentará
A partir de 1° de janeiro, o prefeito eleito de Salvador João Henrique Carneiro terá que administrar uma cidade com um orçamento apertado de R$1.180 bilhões e uma despesa de R$1.296 bilhão, além de inúmeros problemas.
Salvador é a segunda cidade mais endividada do Brasil. A dívida total é de R$1.284 bilhão (em junho de 2004), sendo que 96% desse total é com a União, segundo dados de 2003, da Secretaria da Fazenda do Município.
Saúde - Os gastos com a saúde representam 11% do orçamento total da prefeitura. A partir de 2004, uma lei determina que esse percentual alcance 15% do orçamento dos municípios.
Salvador é a única capital do Nordeste que ainda não está na Gestão Plena do Sistema de Saúde, por isso parte das verbas federais para o setor deixa de vir direto para o município, sendo repassada ao Estado primeiro.
Educação - Existem hoje na cidade 100 mil analfabetos absolutos e 300 mil analfabetos funcionais - aqueles que não completaram o quarto ano do ensino básico). Entre 1991 e 2001, o índice de analfabetismo entre jovens de 7 a 14 anos diminui de 19,3% para 10,3%.
Salvador têm o maior índice de evasão escolar no ensino fundamental (1ª a 8ª série), do Nordeste. Cerca de 21,4%. Detém ainda, o maior índice de alunos com atraso escolar (distorção idade/série): 61,6%.
Segundo o Censo Escolar do MEC, somente 43,3% das escolas municipais têm livros em suas estantes.
Saneamento básico - Apenas 62% da população de Salvador é atendida por rede de esgoto. A maioria dos domicílios não atendidos por rede de esgoto localiza-se em bairros e regiões periféricas.
A área do subúrbio Ferroviário engloba 21 bairros e sete praias. Esta região residem cerca de 25% da população da cidade. Apenas uma praia (São Tomé de Paripe) apresenta condições ambientais próprias para banho de mar.
Violência - Em dez anos, de 1991 a 2001, o número de homicídios em Salvador saltou de 26,7 para 54,7 casos para cada 100 mil habitantes. Somente no 1° semestre de 2004, 1.306 assaltos a ônibus foram registrados na cidade.
Trânsito - As obras do metrô têm a previsão para conclusão do primeiro trecho só em 2007. Outro problema relacionado ao novo sistema e que poderá gerar novos atrasos é com relação à tarifa a ser cobrada. Hoje, seria cerca de R$ 3.
O meio de transporte utilizado por 72% da população de Salvador é ônibus. A frota é de 2.228 ônibus para cerca de 425 linhas a uma velocidade média de 12 km/h. A tarifa de R$ 1,50 é considerada alta pela população e, no ano passado, provocou protestos de estudantes que pararam a cidade.
Outros 2% utilizam a ferrovia, que liga a Calçada ao subúrbio Ferroviária, que conta com cinco trens em operação.
Pedetista X Carlista disputa pela prefeitura de Salvador
O segundo turno das eleições para prefeitura da capital baiana em 2004 foi disputada entre o deputado estadual João Henrique Carneiro (PDT) e o senador César Borges (PFL), que ficou em segundo, depois de derrotar com uma pequena vantagem o deputado federal Nelson Pellegrino (PT).
Veja a abaixo o perfil dos dois candidatos:
João Henrique (PDT)
Vice: Marcelo Ferreira Duarte Guimarães (PSDB)
Coligação: Salvador no Coração (PDT, PSDB, PSL, PSC, PMN e Prona)
Gasto máximo previsto: R$ 5 milhões
Votos: 526.890 (1º turno)
João Henrique de Barradas Carneiro nasceu em 19 de junho de 1959, na cidade de Feira de Santana (BA). É casado com Maria Luíza Orge Barradas e Carneiro e tem dois filhos: Luís Henrique e Paulo Henrique.
É formado em economia pela UFBa (1983) e atualmente estuda direito. Foi economista do Desenbanco (1982 a 1984) e diretor técnico da Bahia Pesca (1985 a 1986) e assessor da Diretoria Regional da Chesf na Bahia, 1987.
Foi líder do PDT na Assembléia Legislativa da Bahia (1999 e 2000) e vice-líder da representação partidária do PDT e do bloco parlamentar do PSDB/PDT.
Foi eleito vereador pelo PFL de Salvador (1988 a 1992), reeleito vereador para o período seguinte, mas renunciou em 1994. Foi eleito deputado estadual (1995 a 1999) e foi reeleito, pelo PDT, nos períodos de 1999 a 2003 e 2003 a 2007.
Foi filiado ao PSDB entre 1992 a 1994. Ex-líder do PDT na Assembléia Legislativa, onde ganhou popularidade devido à sua atuação na Comissão de Defesa do Consumidor, João Henrique é filho do ex-governador da Bahia João Durval.
César Borges (PFL)
Vice: Pedro Luiz da Silva Godinho (PFL)
Coligação: Pra não Parar Salvador (PFL, PP, PL, PTN, PAN, PHS, PRP e PT do B)
Gasto máximo previsto: R$ 4 milhões
Votos: 264.355 (1° turno)
César Augusto Rabello Borges nasceu em Salvador em 21 de novembro de 1948. Viveu em Jequié, terra natal dos seus pais, até os dez anos de idade. É separado e pai de seis filhos: Adriano, Ricardo, Thiago, Waldomiro Neto, César Filho e Bárbara.
Formou-se em engenharia civil, na UFBa (Universidade Federal da Bahia) em 1971. Foi professor universitário aos 27 anos, consultor de engenharia, empresário e presidente da Junta Comercial do Estado.
Depois, seguiu os passos da família e entrou para a política. Foi eleito deputado estadual em 1982 a 1990. No governo Antonio Carlos Magalhães de 1991 a 1994, foi secretário de Recursos Hídricos, Saneamento e Habitação.
Entre 1991 a 1994, foi eleito vice-governador na chapa com Paulo Souto (PFL), acumulando o cargo de coordenador do programa Sertão Forte. Foi eleito governador da Bahia em 1998. Em abril de 2002, desligou-se do cargo de governador para concorrer ao Senado. Foi eleito senador pela Bahia com 2.701.596 votos.
A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu a necessidade de diploma de curso superior em Jornalismo ou em Comunicação Social (habilitação em Jornalismo) e o registro profissional no órgão competente do Ministério do Trabalho como requisitos para fins de reconhecimento judicial do exercício da profissão de jornalista.
A turma endossou voto do ministro Carlos Alberto Reis de Paula, ao negar recurso de um radialista catarinense que queria ser enquadrada como jornalista após seu desligamento da TV "O Estado Florianópolis Ltda.", onde prestou serviços durante seis meses em 1997.
*Nota publicada no Jornal "A Tarde" desta sexta-feira, 29 de outubro de 2004.
Dia do Nutricionista marcado por missa, coquetel e homenagens*
POR RAFAEL VELOSO
Dos dez fatores de prevenção à mortalidade humana, cinco estão ligados à nutrição, segundo relatos da Organização Mundial da Saúde (OMS). É essa contribuição dada pelos profissionais responsáveis por orientar a população para uma alimentação saudável e equilibrada, lembrada ontem em ato religioso em comemoração ao Dia do Nutricionista. "Esses fatores reforçam a importância da nutrição na saúde", afirma Jamary Costa Souza, presidente do Conselho Regional de Nutrição - 5ª Região (CNR 5).
O papel do profissional também foi lembrado pelo reitor e guardião do Convento de Nossa Senhora da Piedade, frei Jorge Rocha, na missa em homenagem aos nutricionistas, na Igreja da Piedade. O nutricionista tem a missão de perceber e apontar os erros alimentares nas diferentes faixas etárias, além do acompanhamento de atletas para uma educação alimentar. "Através de uma dieta balanceada, orientada por um profissional, pode-se evitar a utilização de anabolizantes para melhorar o desempenho do competidor", garante Joselina Martins Santos, presidente da Associação de Nutricionistas do Estado da Bahia (Anba).
Para marcar a data, a Associação de Nutricionistas do Estado da Bahia e o Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região realizam às 18h um coquetel comemorativo no Memorial das Baianas - Belvedere da Sé, onde foi lançado o I Congresso de Nutrição da Bahia, dias 21, 22 e 23 de novembro, além de uma mesa redonda na Associação Baiana de Medicina (ABM), organizada pelo Departamento de Nutrição da instituição.
Programas Segundo Joselina Martins Santos e Jamary Costa Souza as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área em todo o país são muitas e começam pelos programas do governo, como o Fome Zero e o Saúde da Família, onde oficialmente não há profissionais da nutrição trabalhando. "O município de Itabuna é a exceção neste caso, não por determinação da prefeitura, mas por conquistas dos profissionais locais", afirma Joselina Martins Santos. Na Bahia e em Salvador, alguns postos de saúde municipal e estadual mantém profissional de nutrição em seus quadros. O paciente pode encontrar atendimento gratuito, também, no Posto do SUS na Avenida Carlos Gomes.
Segundo Jamary Souza, que também é professor na Escola de Nutrição a UFBA, houve um aumento na procura pelo curso, que pode ser vista no crescente número de faculdades no Estado. Atualmente são sete instituições tanto na capital, quanto no interior. No total são 220 cursos espalhados pelo país. O estudante do 7° semestre de Nutrição pela UNEB, Anderson Carvalho, 21 anos, é um desses jovens atraídos pela profissão. "As perspectivas de trabalho em diversos setores, além dos consultórios é atraente para os estudantes", disse Anderson Carvalho, também, representante da Executiva Nacional de Estudantes de Nutrição.
Segundo o nutricionista recém-formado pela UFBA, Emerson Palmeira, 28 anos, os nutricionistas enfrentarão grandes dificuldades se o projeto Ato Médico de autoria do ex-senador Geraldo Altaf e defendido pelos senadores Tião Viana (PT-AC) e Papaléo Paes (PMDB-AP) , for aprovado. "Esse projeto limita o profissional a atender a população somente depois de encaminhado por outro profissional de saúde", enfatiza o nutricionista.
*Reportagem publicada em 1° de setembro de 2004 no jornal "Tribuna da Bahia".
Sei que tem muito tempo que não escrevo, mais de um mês! Mas, estou meio sem assunto ultimamente. Tenha andado procurando emprego, tentando resolver um processo pra minha mãe e assima de tudo manter a auto-estima em alta.
Hehehe... dia de Aniversário...almoço com alguém muito especial e um dia que promete ficar na história pra mim.
Obrigado por todas as mensagens e cartois virtuais, etc... Enfim, obrigado a todos!!!
Mensagem do Yahoo! para mim:
Parabéns Rafael Veloso,
Aproveite o dia de hoje para fazer um balanço da sua vida: repense seu erros e relembre seus acertos, perdoe-se pelos fracassos e orgulhe-se de suas vitórias. E entenda que erros, acertos, fracassos e vitórias são a sua história, a história da sua vida. E, por isso, devem ser valorizados por igual. Sem eles você não seria quem é hoje.
E lembre-se: envelhecer é inevitável, mas amadurecer é opcional.
Desejamos a você muita paz, saúde, alegria e, claro, muito amor.
Oh - thinkin' about all our younger years
There was only you and me
We were young and wild and free
Now nothin' can take you away from me
We've been down that road before
But that's over now
You keep me comin' back for more
Baby you're all that I want
When you're lyin' here in my arms
I'm findin' it hard to believe
We're in heaven
And love is all that I need
And I found it there in your heart
It isn't too hard to see
We're in heaven
Oh - once in your life you find someone
Who will turn your world around
Bring you up when you're feelin' down
Ya - nothin' could change what you mean to me
Oh there's lots that I could say
But just hold me now
Cause our love will light the way
I've been waitin' for so long
For somethin' to arrive
For love to come along
Now our dreams are comin' true
Through the good times and the bad
Ya - I'll be standin' there by you
Heaven
You're all that I want
You're all that I need
Paraíso (Bryan Adams)
Pensando sobre todos nossos anos mais juvenis
Havia apenas você e eu
Nós éramos jovens e impetuosos e independentes.
Agora nada pode afastar você de mim.
Nós estivemos naquela estrada antes,
Mas isto já acabou agora.
Você me deixa retornando para [receber] mais.
CORO:
Baby, você é tudo que eu quero.
Enquanto que você está repousando aqui nos meus braços
Estou achando isso difícil de acreditar,
Estamos no paraíso.
E amor é tudo que preciso
E eu encontrei-o lá no seu coração.
Não é difícil demais de perceber [que]
Estamos no paraíso.
Uma única vez na sua vida você encontra alguém
Que vai girar de direção seu mundo,
Te levantará quando você estiver sentindo-se abatido.
Sim - nada poderia mudar o que você significa para mim.
Tem muito que eu poderia dizer
Porém apenas me segure agora,
Pois nosso amor iluminará o caminho.
CORO
Eu tenho esperado por tanto tempo
Por alguma coisa chegar
[esperado] pelo amor aparecer.
Agora nossos sonhos estão se realizando.
Através dos bons e maus tempos
Sim - eu estarei lá ao seu lado!
CORO
Paraíso...
Você é tudo que eu quero,
Você é tudo que eu preciso...
Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.
Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.
Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.
Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.
*Publicado no site Almas Gêmeas em: 03 de maio de 2004.
Sete jornalistas se unem e criam a Agência Repórter Social*
Miriam Abreu
Muitas vezes a imprensa deixa de lado matérias sobre a área social para dar destaque a notícias sobre política e economia. Na tentativa de mostrar a importância de abordar temas sociais, sete jornalistas se uniram e criaram o site Repórter Social. O fruto mais recente desse trabalho conjunto é a Agência Repórter Social, que será lançada no dia 19/04 com o seminário "Questão social é caso de imprensa", em São Paulo. O debate terá a presença de Hamilton de Souza, professor da PUC-SP e editor da revista do MST, o padre Júlio Lancelloti, a diretora da Unesco, Âmbar de Barros, e o gerente de Comunicação da UNESCO, Leno Silva.
O site existe desde agosto do ano passado. A diferença entre o site e a agência é a produção de conteúdo especializado. A editora Cristina Charão explica que serão produzidas matérias sob encomenda ou a equipe da agência vai oferecer determinadas reportagens à grande imprensa. Os textos publicados no site podem ser utilizados pela imprensa, desde que sejam dados os devidos créditos.
Apesar de não ter como objetivo trabalhar com furos, eles chegam às mãos da equipe, já que os sete jornalistas já passaram por grandes veículos de comunicação e, por esta razão, têm acesso a muitas fontes. "Além de produzirmos conteúdo para a revista Educação, já conseguimos dois furos para o Diário de S. Paulo", conta ela.
Fazem parte da equipe os jornalistas Alceu Luís Castilho, Cristina Charão, Fábio de Castro, Kristhian Kaminski, Flávio Amaral, Hélio Batista Barboza e Uilson Paiva, além das colaboradoras Lígia Ligabue e Jéssikca Torrzan. A maioria deles tem experiência em redações como as de O Estado de S. Paulo, Veja e Zero Hora.
Segundo Cristina, a atual situação do mercado de trabalho motivou a criação do site e da Agência Repórter Social. O investimento no projeto, por enquanto, sai do bolso dos nove colegas.
A partir do dia 19/04, quem se cadastrar no site vai receber gratuitamente a newsletter com a Agenda da Cidadania, um serviço inédito que reúne eventos promovidos por movimentos sociais, empresas, governos e universidades de todo o Brasil.
Para entrar em contato com a agência basta ligar para (11) 3062-1468 ou enviar e-mail para redacao@reportersocial.com.br.
O XIS DA QUESTÃO - O sucesso que lhe desejo, e que acredito possível, é o de fazer do "Cidade Alerta", na televisão brasileira, uma nova fronteira de crítica social e de lutas por cidadania - não com discurseira demagógica, manipuladora, desonesta (como é hoje), mas com um jornalismo que, em narração vigorosa, embebida na vida real, dê tempo e voz decisiva aos verdadeiros protagonistas do quotidiano.
1. O repórter Caro Marcelo:
Mantenho-me admirador do repórter Marcelo Rezende, um dos melhores que vi atuar na televisão brasileira. Guardo na lembrança, com particular zelo, as emoções vividas como telespectador, e as descobertas feitas, ao acompanhar a série de reportagens que você fez sobre desemprego, para o Jornal Nacional, em fevereiro de 1998. Ainda hoje, de vez em quando, cito esse seu trabalho em palestras, seminários e cursos que dou por aí. E sempre digo: "Foi a melhor reportagem a que assisti na TV brasileira".
Para proveitos e usos pedagógicos, fiz até uma entrevista com você - lembra-se? Queria descobrir o seu "sentir" e os modos do seu "fazer" jornalismo, para associações com o dito e o não dito naquela reportagem. Creio que, na conversa, lhe falei do empenho com que sempre procurei levar à Universidade o saber jornalístico produzido na prática profissional. E solicitei a entrevista para que, aprendendo com o que você fez, pudesse ensinar algo de novo aos meus alunos.
Valeu a pena. Escrevi até um texto, que talvez nem tenha chegado às suas mãos, e que virou parte do capítulo "Artes de narrar", no meu livro Linguagem dos Conflitos, editado em Portugal (Coimbra, MinervaCoimbra, 2001).
Começa assim:
Uma frase de seis palavras deu ao trabalhador que a pronunciou a dignidade de principal personagem do telejornal da Globo, na noite daquela segunda-feira, dia 8 de fevereiro de 1998:
- Tanto serviço, mas tudo para a máquina! Os olhos estavam umedecidos por lágrimas de sofrimento, a boca crispada pela revolta. Não me lembro bem do nome (...). Acho que se chamava Francisco, e Francisco será para nós. Um bóia-fria desempregado. A mecanização o excluiu das grandes colheitas nas quais há anos ganhava parco, mas indispensável salário.
Nos campos de horizontes perdidos do interior rico de São Paulo, máquinas sofisticadas cortam a cana e colhem o que há para colher, café, laranja, soja, nas gigantescas fazendas onde antes havia trabalho sazonal para legiões de bóias-frias (...).
- Tanto serviço, mas tudo para a máquina! Era o falar amargurado, telúrico, tragicamente poético, de um homem inconformado com o desprezo do mundo pela força dos seus braços.
Os braços fortes sempre deram a Francisco o sustento de cada dia, dele, da esposa, principalmente dos filhos, uma fieira deles, que a televisão mostrou. Nunca teve nada além da força e da habilidade dos braços para travar, com alguma esperança, a luta pela vida. Agora, os patrões não precisam mais dos seus braços. E fizeram de Francisco um homem marcado pelo estigma da inutilidade. Excluído do mercado de trabalho, perdeu também a dignidade de ganhar o pão com o suor do próprio rosto.
Mas Francisco existe. E, graças a um naco de jornalismo talentoso, pôde falar sua frase, poema amargurado ouvido talvez por trinta ou quarenta milhões de pessoas:
- Tanto serviço, mas tudo para a máquina! Sobre o repórter daquele tempo, escrevi:
Marcelo Rezende (...) chama a si o dever de investigar, para denunciar injustiças e violências contra seres humanos pobres e fracos. Não tem o brilho repuxado das estrelas do telejornalismo da Globo. Talvez por isso, não o vemos em reportagens decorativas que garantem audiência fácil, dessas que mostram as belezas da vida submarina ou das montanhas geladas da Ásia. Mas quando é preciso ir ao fundo, ou ao topo, não de oceanos ou montanhas, mas em assuntos onde há vítimas sociais, lá está ele.
2. Por um programa diferente Sem compreender as escolhas posteriores feitas por você, deixei de acompanhar o seu trabalho de apresentador de programas mais ou menos policiais. Preferi preservar na lembrança a imagem, e as lições, do bom repórter. Ainda o vi algumas vezes na Globo, naquele programa de caça a criminosos, com jeito e espertezas de telenovela. Mas logo desisti. E jamais ganhei coragem de vê-lo nesse "Repórter Cidadão" que comandou na Rede TV!, no qual, pelo que posso deduzir, fez o sucesso que agora o leva à TV Record, para apresentar o "Cidade Alerta" e enfrentar o Datena, no "Brasil, Urgente!"
A minha opinião sobre esse tipo de programas também está escrita, em textos que circulam por aí.
Na luta feroz pela audiência, mostram cadáveres, pessoas mutiladas nos corpo e na alma, para a exacerbação do interesse primitivo pelo mórbido, que impulsiona as audiências ditas populares. Em filmagens e montagens frias - quem quiser, que se deixe enganar pela gritaria dos apresentadores - exploram o sofrimento e a simplicidade das vítimas, expondo-as à comiseração pública. Quando não ao ridículo. Em outra vertente, entrevistam bandidos e policiais, para lhes arrancar descrições do modo e das razões do agir criminoso. Às vezes, verdadeiras aulas de roubar, agredir e matar, temperadas a emoção. E tudo, e só, por causa da audiência.
Em vez do apreço pela Justiça, como seria próprio da cultura democrática, esses programas disseminam o gosto pela vingança e pelo ódio, em clamores justiceiros, freqüentemente alucinados, dos seus apresentadores. E espezinham valores fundamentais da cidadania, duramente conquistados, um dos quais o direito à presunção de inocência até que a culpa se prove em Tribunal.
Eis aí o que penso desses programas - pelo que são, não pelo que poderiam ser. E lhe escrevo esta carta aberta, repórter Marcelo, por acreditar que você poderá dar rumo novo ao "Cidade Alerta", para fazer dele um programa notável, orientado pela preocupação da inclusão discursiva.
3. Mudança desejada Tal como são hoje, esses programas criam a ilusão de que dão voz ao povo. Na verdade, constroem uma mentira teatral, para os auditórios da audiência. Nisso utilizam, como truque, o show da pobreza, da fragilidade e da dor das pessoas desamparadas. Já chegaram a montar pautas em que o repórter era obrigado a procurar geladeiras vazias, para servir ao espetáculo da fome. Num desses casos, ao ser aberta, a geladeira estava cheia de alimentos. E por causa da "falha", o repórter levou dura reprimenda...
Em vez desse "jornalismo" que trata as pessoas como objetos descartáveis, Marcelo, faça um "Cidade Alerta" em cuja narração jornalística as falas e os sentidos preponderantes venham das vítimas e dos heróis de que o programa se nutre, não do apresentador ou das fontes oficiais, donos da última palavra no modelo atual. Traga para o "Cidade Alerta", Marcelo, o jornalismo daquela reportagem sobre desemprego, na qual você pouco falou, para entregar aos protagonistas das histórias contadas a autoria dos conteúdos decisivos.
Sei que não será fácil escapar da obsessão pela audiência a qualquer custo, que a emissora exigirá de você. Afinal, nas táticas da luta pela conquista ou pela preservação das fatias do mercado publicitário, esses programas cumprem a tarefa prioritária de alavancar audiência para os telejornais do horário nobre, fontes de prestígio e receita. Mas você pode tentar - porque conhece o ofício, tem talento e chega à Record com força própria.
Com o pedido de desculpas pelo atrevimento, faço-lhe três recomendações, Marcelo:
1) Não abra mão do poder sobre a pauta, para não ir a reboque dela. Você sabe que a pauta pode ser a grande ferramenta de mudança.
2) Não olhe a audiência como objetivo, mas como decorrência, para que os índices não se transformem em razão de ser do programa.
3) Repudie as pressões e as tentações de instrumentalizar os pobres e as dores da pobreza. Você sabe que é tacanhice profissional acreditar que só aí pode estar o caminho do sucesso.
O sucesso que lhe desejo é outro, que acredito possível: o de fazer do "Cidade Alerta", na televisão brasileira, uma nova fronteira de crítica social e de lutas por cidadania - não com discurseira demagógica, manipuladora, desonesta, mas com um jornalismo que, em narração vigorosa, verdadeira, embebida na vida real, dê tempo e voz aos verdadeiros protagonistas do quotidiano. Um jornalismo que vá ao âmago dos problemas e das verdades sociais, sem desperdiçar a dramaticidade das manifestações aparentes. Mas criando nexos a partir delas.
Temas não lhe faltarão. Nem vítimas. Nem heróis.
Um abraço. E estarei de olho no seu trabalho.
Jim Chisholm é um dos mais respeitados consultores de jornais de todo o mundo. Escreve freqüentemente em publicações especializadas e, num artigo recente, afirma que, embora tenha havido um rápido crescimento do número de canais de TV e do volume dos noticiários nos últimos 20 anos, a audiência (de graça) desses noticiários vem caindo duas vezes mais rapidamente do que a circulação paga dos jornais impressos.
Chisholm se diz disposto a apostar que, por isso, nos próximos dez anos, a pergunta mais comum nas redações será: o que é notícia?
E afirma que precisamos refletir sobre o quê realmente constitui notícia para o leitor ou espectador de hoje. "As notícias devem ser mais sintonizadas com as prioridades pessoais" - disse ele em um artigo publicado em março - "e isso significa que os jornalistas devem deixar de pensar em matérias para o grande público embora de baixa relevância, e sim em matérias de alta relevância para um público menor."
Chisholm aponta o celular como o próximo grande competidor na oferta de notícias. A empresa provedora saberá os assuntos de maior interesse para cada usuário e este poderá receber as informações que quiser, quando quiser e onde quiser. E mais, com imagem.
Vale ou não o que o presidente falou? Nosso caro Ricardo Kotscho, bom de profissão e de convívio, deveria publicar um artigo (quem sabe aqui mesmo em nosso Comunique-se) sobre o quê realmente o governo espera de nossos meios de comunicação. O presidente Lula foi pra lá de franco e objetivo quando afirmou que "notícia é aquilo que a gente não gosta de ver publicado". Mas depois desse conceito simples e perfeito (porque é isso mesmo, imprensa ama o contraditório, exatamente aquilo que nenhum poder aprecia), vários ministros passaram a apontar conspirações ou falta de colaboração da imprensa com os grandes projetos nacionais.
Kotscho, que é do ramo desde que tinha farta cabeleira, seria a pessoa ideal para responder a pergunta que, segundo Jim Chisholm, vai nos perseguir durante os próximos dez anos: o que é notícia para o governo?
Os jornalistas brasileiros podem voltar a ter direito a regras diferenciadas para a aposentadoria. Os deputados estudam, em Brasília, a possibilidade de assegurar aos profissionais que comprovarem o exercício da atividade por um período mínimo de 25 anos a garantia de se aposentarem, mesmo que não tenham atingido a idade de 65 anos, no caso dos homens, ou de 60 anos, no caso das mulheres.
Apresentada há pouco mais de um mês, a proposta tem um longo caminho de tramitação pela frente, mas começa a render polêmica. A mudança está prevista no Projeto de Lei Complementar 132/04, que aguarda designação de relator na Comissão de Seguridade Social e Família, e deve enfrentar resistência por parte da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Segundo o autor da proposição, deputado Carlos Nader (PFL-RJ), o processo de deterioração das condições trabalho impostas aos jornalistas torna urgente a adoção de aposentadoria especial para a categoria.
"Exige-se hoje um número crescente de horas de trabalho em frente a terminais de vídeo, o que causa desgaste físico e mental. Além disso, as coberturas jornalísticas têm-se tornado mais perigosas, expondo os jornalistas a riscos de morte e invalidez", afirma o deputado na justificativa do projeto.
"Trabalhadores como os demais" A diretora-executiva da Fenaj e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Goiás Maria José Braga questiona a justificativa de Nader. Segundo ela, a proposta desvia o foco da discussão sobre os baixos salários, as jornadas extenuantes de trabalho e a pressão exercida pelo mercado. "Os jornalistas são trabalhadores como os demais. Não existe nenhuma caracterização de que seja uma profissão de risco eminente, a não ser em casos circunstanciais, como o de correspondente de guerra", argumenta.
De acordo com Maria José, a Fenaj ainda não discutiu o projeto de lei complementar, mas tende a manter posição contrária à concessão de aposentadoria especial para a categoria.
"O jornalista não é um digitador; o seu trabalho não se resume a ficar em frente de um terminal de computador. Além disso, os sindicatos garantem a possibilidade de negociação de pausas no serviço com os empregadores", observa a presidente do Sindicato de Goiás.
O deputado discorda da posição da sindicalista e insiste na necessidade de um regime diferenciado. "O desgaste físico e mental do jornalista é muito grande e não há ações no Congresso em favor da categoria. É preciso tomar alguma iniciativa", afirma.
Há oito anos, a Fenaj apoiou a medida provisória que pôs fim à aposentadoria especial para a categoria, garantida àqueles que comprovassem 30 anos de trabalho. Desde então, para se aposentarem, os jornalistas obedecem às mesmas regras traçadas para as demais categorias profissionais.
Aposentadoria especial O artigo 201 da Constituição estabelece a concessão de aposentadoria especial, por meio de lei complementar, aos segurados do Regime Geral que exerçam atividades prejudiciais à saúde ou à integridade física. O Instituto Nacional de Seguridade Social concede o benefício a cerca de 500 mil trabalhadores em todo o país.
Nos últimos anos, o governo restringiu a concessão do benefício a algumas atividades consideradas nocivas à saúde, sob a justificativa de que era preciso reduzir o rombo da Previdência.
O corte preservou apenas algumas atividades submetidas a fortes condições de ruído, calor, vibrações, radiações ionizantes, agentes químicos e agentes biológicos. Até então, o benefício era estendido a aeronautas, ex-combatentes e professores, além de jornalistas.
De "vilão" a "mocinho" O autor do projeto de lei complementar que garante aposentadoria especial aos jornalistas também sugeriu formalmente ao Palácio do Planalto a criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Apresentada há dois meses, a indicação - expediente que permite ao Legislativo sugerir providências que fogem de sua alçada ao Executivo - já está nas mãos do ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Curiosamente, Nader é o mesmo deputado que, no ano passado, propôs o aumento da carga horária regulamentar diária das atuais 5h para 6h e a eliminação da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. As propostas foram bombardeadas pela Fenaj.
A pressão surtiu efeito, tanto que o pefelista não só retirou os dois projetos como persuadiu o colega Bernardo Ariston (PMDB-RJ) a renunciar à proposta que permitia a qualquer pessoa com diploma de nível superior tornar-se jornalista.
"Revi minha posição. Achava que as propostas seriam benéficas para a categoria, mas fui convencido pela Fenaj de que o resultado seria contrário. Não quero prejudicar, mas ser uma voz dos jornalistas aqui dentro", assegura o deputado.
Recordista na autoria de proposições no Congresso ¿ só no ano passado ele apresentou 594, entre indicações, projetos de lei e requerimentos -, Nader é advogado e empresário do setor de comunicação.
A família dele é dona do Sistema Sul Fluminense de Comunicação, que controla seis estações de rádio nos municípios de Vassouras, Barra Mansa, Barra do Piraí e Volta Redonda, no estado do Rio. No início do ano, o grupo transferiu o controle acionário da TV Sul Fluminense, fundada pelo pai do deputado, para a Editora Três (ISTOÉ), de Domingo Alzugaray.
Seus olhos
Ao invés de verdes
Deveriam ser vermelhos, incandescentes,
Na mão, ao invés de uma rosa
Você deveria ter um tridente
Sua voz é tão suave
Quando deveria ser mais arrogante
Vadiando na minha cabeça
Não me deixa um só instante
Mas eu vou lhe guardar
Com a força de uma camisa
Me despir do pavor
Lhe chamar de amiga
Vinte e quatro horas por dia
Tentando meu juízo
Foi unanimemente eleita
Meu demônio colorido
Se tudo pode acontecer (Arnaldo Antunes, Paulo Tatit, Alice Ruiz & João Bandeira)
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer
qualquer coisa
um deserto florescer
uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
e acontecer de ser você
um cometa vir ao chão
um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando
de mão dada
de qualquer maneira
eu quero que esse momento
dure a vida inteira
e além da vida
ainda de manhã
no outro dia
se for eu e você
se assim acontecer
Uma vez chamei de "Samba do diálogo doido" as entrevistas que alguns estudantes fazem com a gente. São conversas sem pé nem cabeça, em que não se sabe o que irrita mais, se o despreparo do entrevistador ou a falta de orientação por parte do professor. Chegam sabendo por alto quem você é ou o que faz e tendo apenas uma vaga idéia do assunto sobre o qual devem perguntar. Não são todos assim, evidentemente; há alunos excelentes que entrevistam melhor do que muitos profissionais.
Nestas últimas semanas, porém, com a aproximação do 40o aniversário do golpe militar, intensificou-se o assédio a mim e, pelo que sei, a vários colegas, de jovens atrás de informações sobre a ditadura militar. Há casos em que a confusão e o desconhecimento são de dar pena ou fazer rir. Entre os despreparados, há pelo menos duas categorias: a dos humildes, que pedem desculpas pelo que não sabem e acabam despertando a nossa paciência. E a dos ignorantes espertos e cheios de si, dos quais aí vai uma amostra.
- Como é que era aquela época?
Achei que depois dessa viria outra do gênero: "Como é que é essa coisa de ser jornalista?". Com o tempo aprendi a dar respostas igualmente vagas ou desconcertantes: "Ah, depende". Ou então: "É como essa coisa de ser estudante de jornalismo". Quando o jovem começou assim a entrevista, eu estava de mau humor. Resolvi então gozá-lo, respondendo mais ou menos assim:
- Era uma época parecida com a atual, só que muito diferente. Como todas, aliás, variando conforme o ponto de vista.
Não queria dizer absolutamente nada, e eu esperava que ele replicasse com um "como assim?", ou "explica melhor". Nada. Ele se deu por satisfeito, o que aumentou minha irritação.
- O senhor escreveu um livro sobre o período, não é?
- Sobre que período?
- Sob re o período em que aconteceu tudo aquilo.
- Tudo aquilo o quê?
- Toda aquela confusão.
- Escrevi um livro sobre 1968.
- Ah, sim: "O ano que não aconteceu".
- Não. "O ano que não terminou".
Você pensa que ele se encabulou? Nem aí.
- É verdade. Fale um pouco sobre ele.
- Você não leu?
- Com esses trabalhos todos para fazer, ainda não tive tempo.
- Mas o livro foi lançado há mais de 15 anos.
- É verdade.
O que mais me irritava era que ele não dava o braço a torcer. Tinha sempre um "é verdade", como se minha palavra dependesse do crivo dele. Era como se o que eu dizia só tivesse validade quando ele endossava: "é verdade".
- E você não teve tempo de ler?
- Não, mas faz um resumo para os nossos leitores.
Aí tive que rir. Era tão folgado que ficava engraçado. Além do resumo, ele queria imprimir mais realismo à entrevista e falava como se milhares de leitores, "os nossos leitores", fossem ler este emocionante diálogo. Foi quando me dei conta do seguinte:
- Escuta aqui: se a pesquisa é sobre 64, o que 68 tem a ver com isso?
- É que eu quero fazer um trabalho abrangente. Sou assim: quando escolho um tema vou fundo, quero saber tudo.
Vi que ele era imbatível, não tinha jeito. Um grande debochado, só podia ser. Desisti de tentar gozá-lo, já que eu estava perdendo todas, e propus:
- Vamos nos concentrar em 64.
- Como o senhor quiser. Pra mim tanto faz. Pode começar.
Ele não só estava mandando no jogo como agora me dava ordens e permitia que, nesse duelo, eu escolhesse as armas: "Como o senhor quiser". Penso na crônica que escrevi há oito anos e percebo que nada mudou: parece o mesmo aluno de então, com as mesmas perguntas, a mesma cara de pau. Será que o outro virou coleguinha? E este de agora, será que vai conseguir o diploma? Respondo qualquer coisa e fico à espera da indefectível pergunta, que costuma ser ou a primeira ou a última. Ela vem.
- Agora vamos falar um pouco do senhor: como é que começou?
Vou à forra. Já tenho a resposta pronta.
- Estou quase indo embora e você vem me perguntar como comecei?
Ele diz "é verdade", me manda um abraço e, antes de desligar, ameaça: "Quando o trabalho estiver pronto, envio uma cópia para o senhor. Qual é o seu endereço?" Não devia confessar, porque isso não se faz, mas dei o endereço errado.
Quando minha saudosa avó dizia que "gente não é gente" se referia ao sentido que eu também quis empregar no texto postado nesta terça-feira, dia 20 de abril. O de que as pessoas não prestam, são falsas e sem caráter.
Claro, não vou generalizar, mas vocês vão concordar comigo que nos nossos dias atuais, encontrar um amigo verdadeiro é tão difícil quanto ganhar na "Mega Sena" acumulada a seis semanas. Hehehe...
¿Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade.
Ninguém que não o tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida.
Ninguém que não o tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte¿¿.
Em homenagem ao Dia do Jornalista, vou publicar aqui um texto para reflexão dos futuros profissionais da área.
E isso de ser jornalista?
ZUENIR VENTURA
Uma vez chamei de "Samba do diálogo doido" as entrevistas que alguns estudantes fazem com a gente. São conversas sem pé nem cabeça, em que não se sabe o que irrita mais, se o despreparo do entrevistador ou a falta de orientação por parte do professor. Chegam sabendo por alto quem você é ou o que faz e tendo apenas uma vaga idéia do assunto sobre o qual devem perguntar. Não são todos assim, evidentemente; há alunos excelentes que entrevistam melhor do que muitos profissionais.
Nestas últimas semanas, porém, com a aproximação do 40o aniversário do golpe militar, intensificou-se o assédio a mim e, pelo que sei, a vários colegas, de jovens atrás de informações sobre a ditadura militar. Há casos em que a confusão e o desconhecimento são de dar pena ou fazer rir. Entre os despreparados, há pelo menos duas categorias: a dos humildes, que pedem desculpas pelo que não sabem e acabam despertando a nossa paciência. E a dos ignorantes espertos e cheios de si, dos quais aí vai uma amostra.
- Como é que era aquela época?
Achei que depois dessa viria outra do gênero: "Como é que é essa coisa de ser jornalista?". Com o tempo aprendi a dar respostas igualmente vagas ou desconcertantes: "Ah, depende". Ou então: "É como essa coisa de ser estudante de jornalismo". Quando o jovem começou assim a entrevista, eu estava de mau humor. Resolvi então gozá-lo, respondendo mais ou menos assim:
- Era uma época parecida com a atual, só que muito diferente. Como todas, aliás, variando conforme o ponto de vista.
Não queria dizer absolutamente nada, e eu esperava que ele replicasse com um "como assim?", ou "explica melhor". Nada. Ele se deu por satisfeito, o que aumentou minha irritação.
- O senhor escreveu um livro sobre o período, não é?
- Sobre que período?
- Sob re o período em que aconteceu tudo aquilo.
- Tudo aquilo o quê?
- Toda aquela confusão.
- Escrevi um livro sobre 1968.
- Ah, sim: "O ano que não aconteceu".
- Não. "O ano que não terminou".
Você pensa que ele se encabulou? Nem aí.
- É verdade. Fale um pouco sobre ele.
- Você não leu?
- Com esses trabalhos todos para fazer, ainda não tive tempo.
- Mas o livro foi lançado há mais de 15 anos.
- É verdade.
O que mais me irritava era que ele não dava o braço a torcer. Tinha sempre um "é verdade", como se minha palavra dependesse do crivo dele. Era como se o que eu dizia só tivesse validade quando ele endossava: "é verdade".
- E você não teve tempo de ler?
- Não, mas faz um resumo para os nossos leitores.
Aí tive que rir. Era tão folgado que ficava engraçado. Além do resumo, ele queria imprimir mais realismo à entrevista e falava como se milhares de leitores, "os nossos leitores", fossem ler este emocionante diálogo. Foi quando me dei conta do seguinte:
- Escuta aqui: se a pesquisa é sobre 64, o que 68 tem a ver com isso?
- É que eu quero fazer um trabalho abrangente. Sou assim: quando escolho um tema vou fundo, quero saber tudo.
Vi que ele era imbatível, não tinha jeito. Um grande debochado, só podia ser. Desisti de tentar gozá-lo, já que eu estava perdendo todas, e propus:
- Vamos nos concentrar em 64.
- Como o senhor quiser. Pra mim tanto faz. Pode começar.
Ele não só estava mandando no jogo como agora me dava ordens e permitia que, nesse duelo, eu escolhesse as armas: "Como o senhor quiser". Penso na crônica que escrevi há oito anos e percebo que nada mudou: parece o mesmo aluno de então, com as mesmas perguntas, a mesma cara de pau. Será que o outro virou coleguinha? E este de agora, será que vai conseguir o diploma? Respondo qualquer coisa e fico à espera da indefectível pergunta, que costuma ser ou a primeira ou a última. Ela vem.
- Agora vamos falar um pouco do senhor: como é que começou?
Vou à forra. Já tenho a resposta pronta.
- Estou quase indo embora e você vem me perguntar como comecei?
Ele diz "é verdade", me manda um abraço e, antes de desligar, ameaça: "Quando o trabalho estiver pronto, envio uma cópia para o senhor. Qual é o seu endereço?" Não devia confessar, porque isso não se faz, mas dei o endereço errado.
Há momentos em que fazer bom jornalismo não basta. Momentos em que a linearidade e correção comprometem a missão do jornalismo, e em que somente com a ruptura de paradigmas se consegue realmente interpretar a realidade em seu ponto de mutação. São raros esses momentos, e é preciso que os jornalistas estejam preparados para lhes dar o tratamento incomum que eles exigem.
Foi assim em 1969, quando o jornalista Seymour Hersh conseguiu retirar o véu sobre os fatos ocorridos na aldeia vietnamita de My Lai, onde a unidade do exército americano denominada Companhia Charlie, sob o comando do ensandecido tenente William Calley Jr., havia, no ano anterior, massacrado 300 civis, na maioria mulheres, crianças e velhos desarmados.
Também foi assim em 1972, quando os editores do Washington Post resolveram apoiar Bob Woodward e Carl Bernstein na investigação sobre uma operação ilegal de escuta na sede do comitê nacional do Partido Democrata, dando curso a uma história cuja principal fonte, anônima, atendia pelo apelido de "Garganta Profunda".
Foi num momento como esse, de ruptura, que a imprensa brasileira, quase em unanimidade, resolveu dar um basta às estripulias do governo Collor e, contrariando os aparentes interesses de seus controladores, foi buscar as provas da corrupção onde as autoridades não as enxergavam.
O Post derrubou Nixon, os grandes jornais brasileiros, com a destacada participação das revistas semanais e da Rede Globo, criaram as condições para o impeachment de Fernando Collor, os 32 jornais americanos que abrigaram a reportagem de Hersh permitiram que o establishment militar americano fosse exposto em toda sua insanidade, enriquecendo a história do jornalismo com o cumprimento em mais alto grau do seu mais nobre papel. Momentos como esse exigem mais do que talento jornalístico.
Edições rotineiras Uma cobertura correta, bem-intencionada, com esforçados testemunhos de repórteres brasileiros, talentosos e experientes repórteres presentes aos principais locais dos eventos, marcou os primeiros dias da cobertura dada pela imprensa nacional do maior atentado perpetrado em território espanhol. Uma sucessão de artigos relacionando o massacre de Madri aos atentados em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001, deu o necessário giro histórico para situar o leitor num contexto mais amplo do que a tragédia em si.
Clóvis Rossi conduziu bem o leitor da Folha de S.Paulo a refletir sobre os traumas do país que esteve envolvido em sangrenta guerra civil entre 1936 e 1939, e que ficou desde esse período submetido à ditadura de Francisco Franco Bahamonde até 1975. Luiz Carlos Ramos, do Estado de S.Paulo, misturou-se à multidão para narrar a seus leitores como a Espanha expressou sua dor e pragmaticamente, pelo voto, manifestou seu repúdio à tentativa de manipulação do noticiário por parte do governo de José Maria Aznar em função da proximidade das eleições.
Mas não têm bastado a competência e a correção. Os atentados de Madri representam muito mais do que os esforçados editores apresentaram ao leitor, em meio ao trabalho de seus repórteres e à fartura de material despejado em seus computadores pelas agências de notícias. No fundo, o noticiário se repetiu sob os diversos logotipos e articulistas conservadores e defasados nos remeteram de volta à Guerra Fria.
Quando o terror nos informa que nada será como antes, que os bilhões de dólares investidos em sofisticados sistemas de mísseis intercontinentais são uma verdadeira inutilidade contra uma mochila cheia de explosivos deixada num vagão de trem, obriga-se o leitor a reler as mesmas idéias e os mesmos argumentos que recheiam as páginas das edições rotineiras.
Se é verdade que pouco ou nada se pode avançar, a partir da redação, em termos de informação objetiva sobre os eventos de Madri, também é verdade que as escolhas em geral têm revelado que aplicou-se sobre a edição o plano estratégico comum do gênero: nosso homem no local, o melhor das agências, um panorama histórico. Só faltou o infográfico sobre quem-ganha-quem-perde com os atentados. Com isso, tivermos uma boa cobertura factual, e só.
Corrupção e terrorismo A televisão e a internet estiveram mais ricas nesse sentido estrito ¿ a primeira porque nos oferece imagens e sons locais, a segunda porque, além de acrescentar o texto, abre a possibilidade do leque infinito de links até a última fronteira dos blogs, que instantaneamente inundaram a rede com gravações de conversas telefônicas de vítimas e testemunhas, confissões de policiais e bombeiros, bastidores da campanha política que fazia pano de fundo para a tragédia.
A imprensa perde em interatividade e em estímulos visuais e auditivos. Se as fontes de informação objetiva são limitadas pela impossibilidade de um Ramos ou um Rossi estarem em mais de um lugar ao mesmo tempo, e se as fontes das agências estão pasteurizadas e vulgarizadas, ainda há o recurso de rastrear a rede de anônimos que, como um sistema extremamente capilarizado, consegue em um ou dois graus de aproximação se colocar ao lado de um protagonista ou junto a uma vítima. Os cordões de isolamento não os impedem. Suas fotos, sacadas com pequenas câmeras digitais ou com telefones celulares, já formam álbuns mais ricos do que aqueles que encontramos nas galerias dos jornais. Assim como os terroristas, os internautas ativos, ou webprotagonistas, parecem ter o poder de se infiltrar em qualquer ambiente. Só não conseguem chegar às mesas dos editores.
Com escolhas conservadoras na edição, a imprensa perde também a oportunidade de oferecer ao leitor um olhar mais profundo sobre a ruptura que os atentados de Madri representam no quadro das relações internacionais e no modo como teremos de viver, daqui para diante, nas grandes cidades de qualquer país.
Espalhar a massa das informações sobre a velha tela que ainda separa política de economia, Ocidente de Oriente, "civilizados" de "bárbaros", é apostar em paradigmas que já não são suficientes para explicar a vida presente.
As análises que o leitor tem recebido não contemplam, por exemplo, a responsabilidade do sistema financeiro internacional na migração e validação de recursos que conectam a corrupção e o crime organizado ao terrorismo. No entanto, em qualquer conversa de botequim os cidadãos mais atentos dão mostras de entender as relações entre a liberdade com que um mafioso monta uma rede de máquinas de jogo viciadas numa cidade brasileira e a rede de proteção que traficantes e contrabandistas alugam para terroristas na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu. Ou a facilidade com que uma arma de alto poder de fogo viaja entre uma favela do Rio de Janeiro e uma fazenda no interior do país, podendo ser usada para o assassinato de um fiscal que investiga o trabalho escravo.
É desse mundo, no qual o poder do Estado se esfacela diante da ação de indivíduos altamente organizados e solidamente financiados, que não nos fala a imprensa ao relatar a tragédia de Madri. É nesse mundo que teremos de viver, daqui para a frente.
"A imprensa enfrenta uma crise de identidade em meio a um enorme processo de transformação tão importante como a invenção do telégrafo ou da televisão". Esta é uma das conclusões mais significativas do relatório "O Estado da Mídia Noticiosa em 2004", divulgado esta semana pelo Pew Research Center, com apoio da Universidade de Columbia.
Em um cenário de mudanças, as perspectivas imediatas, principalmente para os jornais e os noticiários televisivos, são consideradas "sombrias". Estamos diante de um verdadeiro "círculo vicioso". Os empresários do setor investem somente na distribuição e convergência de mídias, ao mesmo tempo em que "enxugam" as redações dos grandes veículos. O público, que não é bobo, responde a essas iniciativas se afastando do jornalismo tradicional. Contata-se uma crescente desconfiança em relação aos objetivos e a própria competência da imprensa. O mundo está cada vez mais complexo e a grande imprensa insiste em soluções simples. O índice de credibilidade da grande imprensa junto ao público americano caiu de 72 % em 1985 para cerca de 49 % em 2002. Por outro lado, 67 % dos americanos acreditam que a imprensa tende a ocultar seus próprios erros.
O relatório também indica que o papel e a capacidade do jornalista enquanto mediador de informações estão sendo colocados em dúvida. Existe uma cultura evidente de acomodação por parte de jornalistas que se consideram "donos" absolutos da informação. Apesar de "explorados" ou "despreparados", muitos jornalistas se recusam a enfrentar esse cenário de mudanças. Culpa-se tudo, menos a própria competência. Mas o consumidor de notícias, ao em vez de se contentar com a alienação e excessos de uma cultura de entretenimento, parte em busca de alternativas informacionais.
O crescimento dos alternativos A pesquisa também faz questão de indicar que nem tudo é pessimismo. Os jornais comunitários e étnicos em suas versões impressas e online, além das novas formas de jornalismo "amador", contrastam com o cenário da mídia tradicional. Eles estão mais ajustados aos novos tempos e apresentam índices otimistas de crescimento, tanto em termos econômicos como em credibilidade junto ao público. A imprensa alternativa avança e preenche espaços.
Os grandes jornais e redes de TV, no entanto, percebem os efeitos da segmentação do público, apostam na convergência de mídias e se ajustam a uma nova realidade. Os veículos alternativos ou nova mídia não podem mais ser considerados meros "ladrões" de público. Eles se tornam laboratórios experimentais para novas idéias que ainda podem salvar a prática jornalística de uma "acomodação" perigosa baseada somente em tamanho, prestígio ou diplomas.
A crise dos noticiários de TV 24 horas As maiores vítimas das novas tecnologias têm sido os canais de notícias 24 horas. Essas empresas pagam um preço alto nessa verdadeira guerra pela sobrevivência. Os noticiários nas TVs pagas custam caro, têm uma audiência flutuante e limitada e até hoje não conseguiriam definir uma identidade. Não possuem recursos suficientes para fazer jornalismo de verdade e tornam-se um repositório de matéria requentadas ou supérfluas. O público interessado em notícias busca e já encontra melhores alternativas na Internet. TVs a cabo com conteúdo jornalístico precisam de super eventos como guerras ao vivo ou desastres extraordinários para sobreviver com um mínimo de audiência. Após tantos anos no ar ainda não sabem para que servem e têm um futuro duvidoso pela frente. Aqui nos EUA, a audiência de canais noticiosos como CNN, MSNBC e Fox está estabilizada em índices considerados "preocupantes". Essas TVs não conseguem ultrapassar os números referentes a 2001 com cerca de 2 milhões de telespectadores e o futuro é considerado ainda mais sombrio.
No Brasil, a situação de canais com nomes e objetivos semelhantes como a Globo News ou Band News é ainda mais dramática. O investimento financeiro e a audiência são mínimos e a reciclagem de matérias é máxima. Manter um canal de notícias 24 horas sem uma estrutura condizente com os seus objetivos é tarefa inglória. A solução é fazer rádio na TV. Os pobres apresentadores se revezam na frente das câmeras durante horas repetindo as mesmas historias, não acrescentam informações e esperam ansiosos por algum evento extraordinário. Se a grande notícia acontecer no exterior, por exemplo, a solução preguiçosa e barata é recorrer ao sinal sempre onipresente salvador da CNN. Depois é só começar a traduzir os comentários de outros jornalistas igualmente desinformados. Enquanto isso, na Internet, o seu verdadeiro canal de notícias 24 horas, um público mais exigente procura e já encontra inúmeras soluções focalizadas e personalizadas.
Jornalismo dinossauro O cenário de mudanças não poupa ninguém, grandes ou pequenos. As grandes redes de TV americanas buscam soluções e experimentam alternativas jornalísticas. Esta semana o pobre do Peter Jennings está "ancorando" o seu telejornal diretamente do Iraque. Em meio a explosões em hotéis e poucas informações, arrisca a própria vida para garantir alguns pontos preciosos em uma verdadeira guerra de audiência. Ou seja, quem não se adapta e experimenta soluções ousadas corre o risco de ser derrotado ou virar dinossauro. Mas não no Brasil. Nossas TVs ou empresas jornalísticas são consideradas "estratégicas" e não precisam se preocupar jamais com erros ou acertos. Para que perder tempo e dinheiro com pesquisas aprofundadas sobre as preferências do público ou desenvolvimento de novas alternativas comunicacionais se os cofres da viúva estão sempre abertos e disponíveis a uma boa conversa?
O jornalismo pode estar em dificuldades e enfrenta uma crise de "meia idade". Está se tornando mais complexo, diversificado e personalizado. Estamos nos afastando de uma cultura baseada na palavra impressa para uma cultura multimídia. Os jornalistas experimentam novas formas de mediação para garantir a própria sobrevivência. Os tempos de um jornalismo único e poderoso baseado somente na escrita tradicional e no seu próprio prestígio podem estar com os dias contados. Hoje, se o americano busca notícias, quaisquer notícias, o mais rápido possível, o veiculo ideal está na novíssima Internet ou no velho rádio. Mas se o interesse está direcionado para notícias em profundidade, por incrível que pareça, os americanos devem aguardar os telejornais noturnos das grandes redes ou os jornais impressos do dia seguinte.
Futuro sombrio Mas você também pode confiar nas suas próprias idéias ou no seu apurado faro jornalístico e colocar em dúvida as conclusões de pesquisas como esta. No Brasil, por incrível que pareça, sabemos mais sobre as novelas e seu público do que sabemos sobre o jornalismo de TV. Não acompanhamos as mudanças, tendências e distorções. Confiamos em um poder supremo de improvisação, em soluções milagrosas e no toque pessoal de certos indivíduos "iluminados".
Sem maiores consultas ou pesquisas, concluímos há muitos anos que "Deus é brasileiro" e que, provavelmente, é um colega jornalista, de preferência com diploma, é claro. Afinal, pesquisa custa dinheiro, muitos ainda consideram "perda de tempo" ou "coisa de americano". Mas depois, quando o desastre for eminente, é só culpar o mesmo Deus, o governo da hora ou o público pelos nossos próprios problemas.
Agora, se você não acredita em soluções milagrosas ou negociadas nos bastidores, mas admira uma boa pesquisa, pode consultar os dados em detalhes aqui mesmo http://www.stateofthemedia.org. O relatório final com 500 páginas de informações relevantes é um alerta realista sobre as mudanças no jornalismo americano. Mas se não tivermos cuidado, pode revelar o nosso próprio futuro sombrio.
O XIS DA QUESTÃO - E a sensação que o Jornal da Band me deixou, nos três dias em que o assisti, foi a de ter ficado insuficientemente informado. A seletividade, e os critérios adotados, sacrificam o recorte panorâmico, universal, da atualidade. Por outro lado, a seletividade temática do Jornal da Band é algo que me agrada, em especial pelo tom de crônica que a informalidade Carlos Nascimento e Joelmir empresta à narração comentada das coisas do dia. Vale, porém, um lembrete: o sucesso de um telejornal não se constrói em um dia. Nem pode ser fruto das medições do Ibope.
1. Das expectativas aos índices Por boas razões e com ótimos argumentos, a Rede Bandeirantes fez um belo esforço de promoção do novo Jornal da Band. Afinal, exibiria a proeza de juntar uma dupla de primeiríssima linha, Carlos Nascimento e Joelmir Beting, para dar ao seu telejornal identidade diferenciada, marcada pela valorização do ingrediente "credibilidade". Cada um em seu estilo, e em percursos igualmente respeitáveis, ambos construíram a imagem de confiabilidade que a Bandeirantes usou como principal argumento na "venda" do novo produto.
A estréia, dia 15/03, deu-se, portanto, com uma expectativa pré-existente tão alentadora quanto perigosa. Alentadora, porque garantiria à estréia o crescimento de audiência necessário ao discurso do sucesso, no dia seguinte. Perigosa, porque o sucesso de um telejornal não se constrói em um dia. E o argumento da audiência poderia funcionar como armadilha, se os índices não se sustentassem nos dias subseqüentes.
O Jornal da Band carrega, historicamente, a contradição entre o sucesso do bom conceito (com períodos brilhantes) e o fracasso das audiências. Mesmo nos melhores momentos, e com estrelas do brilho de Paulo Henrique Amorim, raramente superou os dois, no máximo três pontos das medições do Ibope.
Por isso, soaram como festa os cinco pontos de média alcançados na estréia (com picos de oscilação de dois pontos para cima ou para baixo). Quem, como eu, sintoniza regularmente a Rádio Bandeirantes, ouviu as trombetas da casa, na exaltação do feito. Com ênfase nos picos de sete pontos.
A meu ver, foi um erro promover a idéia de sucesso em cima do componente "audiência". Tanto que, nos seguintes, as trombetas silenciaram. Porque a média dos cinco pontos da estréia não se sustentou: na terça, ficou em quatro pontos; na quarta e na quinta, roçou os três pontos. Aconteceu, pois, a regressão, rumo ao patamar tradicional.
Fracasso? Nada disso. Nascimento, Joelmir e Boechat fizeram bem o seu trabalho, em performances que corresponderam ao que se esperava. Quem avaliou o telejornal pela lupa da qualidade, gostou do que viu e ouviu. Se assim é, por que, então, a audiência não se sustentou?
Trata-se de questão complexa. Mas, depois de assistir ao telejornal por inteiro em três dias sucessivos, arrisco cinco explicações, com fatores que interagem entre si:
1) A reação dos concorrentes, que estão vivos e atentos;
2) As naturais indefinições de estrutura e ritmo, próprias do início de qualquer projeto;
3) As precariedades da estrutura operacional do telejornalismo da Rede Bandeirantes, que dificultam o alcance ágil da notícia em certos momentos e locais;
4) A opção seletiva de assuntos e focos, em detrimento da abrangência noticiosa;
5) A construção e a persistência de monotonias de estilo e formato, que tornam previsíveis, por exemplo, as soluções de edição nas principais matérias.
2. Ajustamentos e hesitações Na segunda-feira, o Jornal da Band durou quase uma hora e meia; na terça, uma hora; na quarta, 50 minutos; na quinta, 45 minutos. Nesses indicadores se refletem os efeitos da necessidade de ajustamento às táticas concorrentes e das inevitáveis indefinições de estilo e formato de um projeto que ainda está em fase de implantação.
Na segunda-feira, o dia da festa, ao se alongar por quase uma hora e meia, o Jornal da Band enfrentou, primeiro, o estilo e o carisma de Boris Casoy, na Record, e, depois, o crescimento da novela das sete, na Globo. Deu-se bem e experimentou o confronto direto com o Jornal Nacional - e, aí, se deu mal, com a audiência despencando.
Na terça, depois das devidas avaliações, o telejornal encurtou para 60 minutos, fugindo ao confronto com o JN. Mas a Record fez o que seria de esperar: alongou o "Cidade Alerta", de Marcelo Rezende, entregando a Boris Casoy uma audiência sem fugas. E o Jornal da Band sentiu o golpe.
A experiência dos dois primeiros dias - que também mostrou, acredito, a necessidade de agregar intensidade ao noticiário e à forma de o apresentar - levou a um encurtamento maior do programa, que na quinta-feira ficou em 45 minutos, provavelmente o seu tempo ideal de duração.
Com o encurtamento do jornal se reduzem os efeitos negativos da falta de estrutura operacional da Bandeirantes. E torna-se possível a exploração mais intensiva das virtudes de conteúdo e credibilidade de um telejornal que tem Carlos Nascimento e Joelmir Beting na interface com o público.
3. Olho de telespectador Como telespectador, olho o Jornal da Band longe das razões e injunções dos embates pela audiência. Foi o que tentei fazer, nos três dias em que pude assistir ao programa por inteiro. E as sensações mais fortes que me ficaram podem ser sintetizadas em dois pontos:
a) É um telejornal que informa bem sobre pouco. E isso, não porque a pauta dos assuntos abordados seja quantitativamente pequena, mas porque a seletividade, e os critérios adotados, sacrificam o recorte panorâmico, universal, da atualidade. Como telespectador, a expectativa que me leva a assistir a um telejornal da noite é a de saber e compreender o que de relevante aconteceu ou pode acontecer no país e no mundo, para o entendimento não fragmentado da atualidade. E a sensação que o Jornal da Band ao final me deixou, nos três dias em que o assisti, foi a de ter ficado insuficientemente informado ¿ sensação que se ampliou nos confrontos que pude fazer com os noticiários do Boris Casoy e do Jornal Nacional.
Por outro lado, a seletividade temática do Jornal da Band é algo que me agrada, em especial pelo tom de crônica que a informalidade Carlos Nascimento e Joelmir empresta à narração comentada do dia. Nascimento fala como se estivesse em nossa própria sala, conversando conosco, com liberdades para se insinuar pelo sorriso, pelas finas tiradas de bom humor, pela simpatia e empatia da relação coloquial. Joelmir ressurge sem o ar de fadiga que lhe toldava e fisionomia e o tom, nos últimos tempos da Globo. Está em boa forma, disposto, usando com agilidade intelectual a transgressão da metáfora no comentário (embora se exponha um pouco demais aos riscos da ironia). Tem opiniões firmes, idéias claras e consistência nas razões, apoiado no requintado acervo de informações que lhe dá competência personalizada no campo em que é especialista.
Fico, porém, imaginando que seria possível, e vantajoso para a própria seletividade da pauta, preencher a lacuna noticiosa com vinhetas de resumos informativos, em cada uma das partes do jornal, para termos (até como contexto), uma síntese do dia político, econômico e cultural, no Brasil e no mundo.
b) Monotonias de estilo e formato prejudicam a vivacidade intelectual e coloquial do Jornal da Band. Por exemplo, as reportagens para as principais matérias parecem forjadas no mesmo molde, com introduções de narrativa compostas de imagens e falas em "off", apontando para o ápice do fecho, com o aparecimento do repórter. As soluções de edição se tornam previsíveis. E nega-se espaço à criatividade. São, porém, coisas fáceis de corrigir. Basta um pouco mais de inquietação criativa.
Finalmente, uma pequena lamentação de telespectador que gosta de polêmica e interações vivas. Penso que cairia bem, na proposta do novo Jornal da Band, uma entrevista diária com alguém que tivesse o que dizer, sobre o assunto mais importante do dia. Seria, até, uma forma de Nascimento e Joelmir prevenirem o estigma de donos da verdade.
De resto, falta lembrar que não se derrubam hábitos de audiência de um dia para o outro. E que a conquista de telespectadores, em especial nos confrontos do horário nobre, terá de ser um processo demorado, com estratégias que olhem mais a qualidade dos programas do que os índices do Ibope. Principalmente quando um produto novo ou renovado, como o Jornal da Band, já surge com um prestígio publicitário que o obrigam a extensos intervalos comerciais - e esse é um bom problema.
Boa sorte ao Jornal da Band e à respeitabilidade dos seus apresentadores.
Zeca Pagodinho vai à Justiça para tirar sósia do comercial da Schin
SÉRGIO RIPARDO da Folha Online
O sambista carioca Zeca Pagodinho, 45, vai tentar conseguir no Tribunal de Justiça de São Paulo uma liminar proibindo a veiculação do comercial da Schincariol que usa um sósia do artista. A decisão dos desembargadores só deve sair na próxima semana.
A informação é do escritório do advogado do cantor, Ricardo de Carvalho Aprigliano. Ele vai recorrer hoje da decisão do juiz da 36ª Vara Cível de São Paulo, Régis Rodrigues Bonvicino, que negou ontem o pedido de suspensão do filme criado pela Fischer, agência de propaganda que cuida da marca Schin.
No recurso, o advogado de Pagodinho vai pedir a reconsideração da decisão da primeira instância que foi desfavorável ao artista. O julgamento do recurso é mais demorado no Tribunal de Justiça (segunda instância) do que no Fórum João Mendes. O Tribunal analisa ações de todo o Estado, enquanto o Fórum examina apenas os processos da capital.
Após o protocolo do recurso, será escolhido um relator do processo entre os desembargadores de Direito Privado. Em seguida, uma câmara formada por três desembargadores vai julgar o pedido do advogado de Pagodinho. A decisão deve sair no começo da próxima semana.
No pedido de liminar, Pagodinho afirmava que o objetivo da Schin era "enxovalhar sua honra e imagem". Para a Schin, o cantor rompeu um contrato anual que só terminava em setembro próximo. No comercial, dois amigos conversam em uma mesa de bar, o prato do dia é "traíra", e o sósia de Pagodinho apoia a decisão do personagem "Zequinha" de aceitar US$ 3 milhões para trocar de cerveja.
18/03/2004 - 22h43
Sósia levou menos de 0,5% do cachê estimado de Zeca Pagodinho
SERGIO RIPARDO da Folha Online
O sósia do sambista Zeca Pagodinho saiu do anonimato e virou celebridade do dia para a noite com a "guerra das cervejas", mas o cachê (menos de R$ 15 mil) não deve ter chegado a 0,5% do recebido pelo sambista (R$ 3 milhões), segundo estimativa do mercado publicitário.
Morador do Jardim Tremembé (zona norte da capital) e com segundo grau incompleto, o paulistano Alexandre Luís Clemente, 37, a mulher e os três filhos estão assustados com a fama repentina após sua participação no polêmico comercial da Schincariol.
Ele é vistoriador de carros de uma seguradora e nunca trabalhou como ator. Mora em uma casa alugada e tem um carro Palio ano 2000.
Alexandre diz que não desrespeitaria um contrato como fez Zeca Pagodinho, que aceitou estrelar a campanha "Amor de Verão" da Brahma, apesar de o acordo com a Schincariol só acabar em setembro próximo.
"Ficou mal para ele. Não sou de gostar da Maria, experimentar a Joana e depois voltar para a Maria. Mas ninguém tem o direito de julgar. O Zeca está com a vida ganha. O que vier é lucro para ele", afirma Alexandre.
Ele afirma que bebe qualquer marca de cerveja disponível. "Já tomei Schin, Brahma, Antarctica, Kaiser. Não tenho uma preferida."
O sonho dele é comprar uma casa própria no bairro onde mora. "Mas ainda não deu para comprar."
O sósia diz que está cansado de ser chamado pelo apelido de "Zeca". Afirma que gosta de pagode, que tem CDs do sambista e já foi a quatro shows dele. "Gostaria de conhecê-lo."
O sósia foi descoberto pela Brasil Casting, que recruta figurantes para produtoras de vídeo e cinema. A sócia da empresa, Priscilla Flório, conta que teve apenas seis horas para achar o sósia de Pagodinho no sábado, um dia após a estréia da campanha da Brahma.
Ela acionou várias pessoas e só chegou a Alexandre graças à dica de um amigo dentista, que havia visto "um homem muito parecido com o Zeca Pagodinho" em um estacionamento.
A equipe de Priscilla foi ao local e descobriu que Alexandre tinha feito uma vistoria no estabelecimento. Conseguiu o endereço e foi até a casa dele fazer o convite para o trabalho. A filmagem, feita no último domingo, durou cerca de oito horas.
A estimativa do cachê do sósia foi feita com base na tabela do mercado publicitário. Segundo a sócia da Brasil Casting, varia de R$ 3.000 a R$ 12.000 o cachê pago a um anônimo ou ator por um trabalho em um filme. Mas ela e Alexandre evitam revelar o valor exato.
No entanto, Priscilla deixa escapar que "não é um valor que deixa alguém ficar muito feliz na vida". Ela diz que ele poderá receber mais caso a campanha da Schincariol seja veiculada em mídia impressa. Mas não há decisão ainda sobre isso.
Alexandre não se preocupa quando a fama evaporar. "Não nasci com isso. Ninguém me iludiu. Aceitei fazer o filme sem saber antes o valor do cachê."
Pedro Almodóvar filma abusos sexuais de padres contra crianças
» Diretor diz que a Espanha voltou à democracia após as eleições
MADRI (Reuters) - O cineasta espanhol Pedro Almodóvar explicou na terça-feira que seu filme mais recente, "La Mala Educación", poderia ser enquadrado no gênero "noir" dos anos 1940, "no qual a intriga provém do que há de mais profundo no ser humano".
O novo e polêmico longa-metragem é baseado nos abusos sexuais cometidos contra crianças num colégio católico na Espanha franquista do início dos anos 1960.
Ganhador de dois Oscar - um de melhor filme estrangeiro por "Tudo Sobre Minha Mãe" e outro de melhor roteiro original por "Fale Com Ela" -, o diretor disse que amadureceu como cineasta e reconheceu que seu novo trabalho e os dois acima mencionados são testemunhos de sua evolução.
"Estou mudando", disse ele. "Estou cada vez mais grave, ou, melhor dizendo, mais triste. Tenho consciência dessa mudança e gosto dela", explicou Almodóvar numa coletiva de imprensa lotada.
Apesar disso, admitiu que gostaria de voltar a fazer uma comédia e disse que um dos projetos nos quais está trabalhando no momento faz parte desse gênero.
Almodóvar, que estudou em colégios católicos, disse que "La Mala Educación" não é um filme autobiográfico, mas reconheceu que aproveitou suas próprias experiências e as de pessoas que o cercam para criar o filme, em cujo roteiro vinha trabalhando havia mais de dez anos.
Os protagonistas do filme, o mexicano Gael García Bernal ("Amores Brutos") e o espanhol Fele Martínez ("Tesis"), representam a entrada na idade adulta dos dois meninos que, no colégio, passaram medo e foram vítimas de abusos por parte do diretor da escola, interpretado por Daniel Giménez Cacho.
Em seu 14o filme como diretor, Almodóvar se mostrou orgulhoso do elenco, do qual também fazem parte Javier Cámara, Lluis Homar e Francisco Boira, e destacou especialmente a "falta de preconceito" de Giménez Cacho e Homar, que interpretam pedófilos.
A LEI DO DESEJO
Sobre o cada vez mais internacional García Bernal, que em boa parte do filme aparece vestido de mulher, Almodóvar ressaltou que "ele precisou afeminar-se muito e imitar Sara Montiel".
Almodóvar reconheceu que as duas épocas em que a história acontece - a infância dos protagonistas, em 1964, e seu reencontro, anos mais tarde, em 1980 - são as que mais marcaram sua própria vida.
Nos anos 1980, o diretor foi um dos mais importantes integrantes do movimento cultural conhecido como "La Movida", em Madri.
Almodóvar disse que "A Lei do Desejo", protagonizada pelo ainda jovem Antonio Banderas, em 1986, é o filme que mais apresenta coincidências com "La Mala Educación". Em documento entregue à imprensa, ele reconheceu que a história do filme atual teve sua origem no trabalho de 1986, sobre um transexual encarnado por Carmen Maura.
"La Mala Educación", que vai abrir o Festival de Cannes e será o primeiro filme espanhol escolhido para inaugurar a mostra em seus 57 anos de história, se aventura em terrenos ambíguos ao tratar de frente da homossexualidade e dos abusos cometidos por membros do clero.
Não obstante, Almodóvar não tem medo da rejeição. Ele explicou: "Não é por deixarmos de falar nelas que as coisas deixam de acontecer. É preciso contar o que acontece. A vida é assim, repleta de voltas e reviravoltas."
Estou triste hoje. Comecei a reler os posts antigos e os comentários deixados neles e vi essa mensagem publicada pel Garota Rutz no dia 04 de novembro de 2003.
"Você não é só o que parece nos momentos de tristeza. Você é muito mais que isso. Escute seu coração. Lembre-se das suas pequenas lutas travadas. Você sobreviveu! Enquanto muitos partiram por razões que nunca compreenderemos, você continua aqui. Por que Deus deixou vc? Simplesmente porque sua vida ainda tem um sentido, mesmo que não seja claro pra você. Nesse momento, milhões de pessoas já desistiram. Elas não mais se aborrecem, nem choram... apenas esperam o tempo passar. Você, porém... se está triste, se ainda tem essa capacidade, é porque sua alma continua viva. E se sua alma vive... o Paraíso é possível" (PAULO COELHO)
Frase na traseira de um veículo kombi - "é velho, mas esta paga e não foi financiado" - , me fez refletir sobre a ditadura de ter que estar motorizado. Uma vez minha mãe me perguntou como seria o tratamento das pessoas no trabalho e na faculdade se eu tivesse um carro?
Nesses meus devaneios catando peças aqui e acolá, juntando frases, músicas, sonhos, insight, etc...comecei a refletir sobre essa ditadura do "tem que ter". Segundo meu professor de Língua Portuguesa João Edson, passamos por uma fase de "tem quer ser", outra do "tem que ter" e agora estaríamos vivendo a fase do "perecer ter".
Será que se eu tivesse olhos azuis ou verde, fosse mais alto, malhado, tivesse saldo no banco, carro do ano, morasse na Barra, Graça, Vitória ou Horto Florestal teria tratamento diferente do que eu tenho hoje?
Alex Góes crítica esse monopólio na letra de sua música "Sou como sou", e nos afirma que: "Olho pela janela e não é o que vejo não / Seria muito mal se fosse essa a situação / Chega de preconceito e viva a união / De toda raça, toda cor, sexo e religião / Quer saber? Sou como sou / Não quero me encaixar em qualquer padrão / Pode crer, sou como sou
Não preciso ser galã de televisão".
Estamos vivendo realmente a ditadura dos galãs globais? As meninas tem de ter um corpo igual ao Gisele Bünchen. Se não der para ter o corpo, podem se contentam com a sandália que ela anuncia nos outdoors, fazer o quê?
E você, o que acha dessa polêmica toda? Você concorda com esses "padrões" facilmente difundido e cada vez mais impregnado em nossa sociedade contemporânea, criados pela mídia? Devemos seguí-los?
Você namoraria uma pessoa que possuísse alguma deficiência física? Um gari ou vendedor ambulante? Alguém que não tenha o mesmo nível econômico ou cultural que o seu? Ou teclaria em uma sala de bate papo ou MIRC com uma pessoa que mora no subúrbio? Ou que se chama "João" ou "Hermenegildo"? E Romilda?
Participe da enquete de a sua opinião. A informação e o debate são bases para a criação e o fortalecimento de uma consciência crítica de cidadãos do mundo.
Você concorda com a exigência de padrões de beleza, econômicos e culturais?
Numa terça-feira, dia 04 de março de 2003, com a promessa de melhorar o visual e com alguns conselhos para quem fosse curtir o Carnaval 2003, eu dava inicio a história deste blog.
O intuito inicial é de que fosse apenas uma vitrine da produção editorial de um estudante de Comunicação Social, ainda em seus primeiros passos no caminho acadêmico, na época um calouro da Faculdade Integrada da Bahia (FIB).
Hoje, um ano depois, o blog Rafael Veloso, com suas transcrições de textos, reportagens, matérias, poemas e frases que refletem a minha verdadeira essência, se transformou em um canal de ligação de pessoas que buscam ver a vida com perspectivas perecidas e que busca em seu conteúdo e oportunidade de interação com os amigos e criação de laços de amizade, utilizando as novas tecnologias como meio de aproximação.
Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: "Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado".
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: "você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?".
"Vamos lá. Só tenho a ganhar!", respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da
mendicância para tão alta posição.
Contou ele:
- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: "sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!¿.
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: "tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você , diga a si mesmo e aos outros que você é próspero." Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: "vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje.
Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade.
Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa
modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor: "claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!
Imaginem um show do Alex Goes e do Jorge Vercilo. Eu estarei lá!!!!
Sou como sou
(Alex Góes)
Tem que ser branco
Tem que ser alto
Tem que ser magro
Tem que ter saldo no banco
Tem que ser sábio
Tem que ser hétero
Tem que ter cabelo
Tem que ter carro do ano
Tem que ser bilingüe
Tem que ser beautiful
Tem que ser formado
Tem que ter cartão de crédito
Tem que ser malhado
Tem que ser católico
Tem que ser bem dotado
E nada de cabelo branco
Olho pela janela e não é o que vejo não
Seria muito mal se fosse essa a situação
Chega de preconceito e viva a união
De toda raça, toda cor, sexo e religião
Quer saber? Sou como sou
Não quero me encaixar em qualquer padrão
Pode crer, sou como sou
Não preciso ser galã de televisão.
Segundo a música "Salvador Bombou", sucesso do cantor Ricardo Chaves, esses são alguns dos "novos filhos" da Bahia: as apresentadoras Adriane Galisteu, Asdrid Fontenelli, Sabrina Parlatori, Leonor Correia, Viviane Romanelli, Marcos Mion (apresentador), os atores: Victor Fasano, Thiago Lacerda, Alexandre Barilari, Eri Jonhson, Marcelo Faria, Patrícia Pillar (atriz), Ciro Gomes (ministro da Integração Nacional), Arnaldo César Coelho (comentarista esportivo), Fause Haten (estilista), Joyce Pascovit (colunista), Carolina Ferraz (atriz), Otaviano Costa (apresentador), Octávio Mesquita (apresentador), Paula Burlamaqui (atriz), Caetano Veloso (cantor e compositor), Paula Lavigne (atriz), Gilberto Gil (cantor, compositor e ministro da cultura), Preta Gil (atriz, cantora, apresentadora e filha de ministro), Ana Hikmam (modelo), Björk (cantora internacional) e o seu marido o artista plástico Mathew Barney, Fernanda Souza (atriz), Bussunda (humonista), Marisa Orth (atriz), Vera Holtz (atriz), Nizan Guanaes (publicitário), Malenga Mandela (filho do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela), Amanda Françoso (apresentadora), Ana Carolina (cantora), Gabriel "O Pensador" (cantor e rapper), Lázaro Ramos (ator baiano), Wagner Moura (ator baiano), Vladimir Brinchit (ator baiano), Regina Dourado (atriz baiana), Luciana Mello (cantora), Tato (cantor do Falamansa), Solange Couto (atriz), Bruno (vocalista do Biquini Cavadão), Guilherme Arantes (cantor, compositor e morador de Salvador há 4 anos), Sidney Magal (cantor, compositor e morador de Salvador há 6 anos), José Simão (colunista), Paulo Borges (figurinista), Bruno Gradin (ator) Iran Malfinato (ator e pela 7ª vez no carnaval baiano), Dado Dolabella (ator e cantor), Alexandre Frota (empresário, apresentador e ator pornô), Géris (aspirante a fama no Big Brother Brasil 4), Luís Salem (ator), Fernanda Lima (modelo e apresentadora), Paula Picarelli (atriz), Nelson Motta (jornalista), entre outros.
Bem alguns dos nomes citados, já não são tão novos assim, mas todos eles foram visto circulando pelos circuitos da folia baiana, nos camarotes que reuni as celebridades, a exemplo do Camarote "Expresso 2222" do ministro Gilberto Gil e sua esposa a empresária e produtora cultural Flora Gil e do camarote de Daniela Mercury, organizado pela promoter Lícia Fabio, além do camarote "Salvador 2004", entre outros.
Violência - Para continuarmos recebendo cada vez mais artistas e turistas de todos os lugares do mundo, precisamos melhorarmos a segurança.
Uma medida boa que pode comprovar é a de barreiras policiais com detetores de matais nas principais entradas da passarela da alegria do "Pré-Caju" - Carnaval antecipado de Aracaju - SE.
Essa medida poderia ter evitado a morte de três pessoas esfaqueadas.
Quem aplica seu dinheiro neste mercado consegue lucrar até 150% com a revenda das camisetas usadas pelos blocos, mas os marinheiros de primeira viagem podem ter grandes prejuízos
DANNIELA SILVA
Quem investiu bem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no ano passado assegurou um rendimento de quase 100%, uma verdadeira festa. Folia maior só no Carnaval baiano, onde centenas de pessoas movimentam o mercado paralelo de abadás, como são chamadas as fantasias dos blocos. O comércio em torno dos abadás vem garantindo, ano a ano, alta lucratividade para quem sabe como aproveitar.
Que o diga José Renato Cabral, que começou há sete anos comprando um único abadá para revender às vésperas da festa. Este ano ele está investindo R$ 30 mil, o dobro do que empregou no ano passado na compra das fantasias. A aposta de José Renato é estimulada por taxas de rendimento impressionantes: este ano ele alimenta a expectativa de lucrar nada menos que R$ 45 mil, ou seja, sua "aplicação" deverá render 150%.
E o negócio anda tão bem que José Renato já planeja injetar um capital ainda maior em 2005, algo em torno de R$ 50 mil. A cada ano, as razões para acreditar nesse mercado aumentam, mas foi no ano passado que José Renato percebeu que valeria a pena mergulhar de cabeça na nova atividade profissional. Como os clientes se tornaram mais numerosos e exigentes, ele viu que já estava na hora de abrir uma empresa, assim surgiu a Central dos Abadás.
A família toda se envolve no negócio. Seis pessoas se revezam diariamente para dar conta das cerca de 700 ligações por dia e checar os e-mails dos clientes, que são em grande parte de outros Estados. Nessa época, a rotina da família Cabral se altera, mas principalmente a de José Renato, que durante o ano trabalha transportando crianças para a escola. "Gosto de trabalhar com transporte escolar, mas é no Carnaval que ganho cinco vezes mais do que um ano inteiro de transporte", diz.
Negócio em equipe - Há oito anos, o profissional de marketing Fábio Castro, 27 anos, também descobriu a "mina de ouro" que é a compra e venda de abadás. Ele e mais sete amigos aplicam R$ 10 mil na aquisição de fantasias e cada um garante lucro de R$ 1.500. Isso significa um impressionante rendimento de 119%, já que, na caderneta de poupança - forma mais segura e popular de investimento - o lucro seria menor que 11% para 365 dias de aplicação.
Fábio e seus sócios no negócio eram apenas foliões do Carnaval até 1994, quando quatro rapazes do grupo de 10 amigos não puderam curtir a muvuca e tiveram de colocar à venda seus abadás. "A procura foi tão grande que despertou nossa atenção", lembra.
No ano seguinte, oito deles resolveram repetir a experiência, não usando sobras, mas com abadás comprados no início do ano com essa finalidade. Inicialmente, eles pagavam carnês de blocos, dividindo as parcelas por todo o ano. Assim garantiam um preço melhor de compra e, conseqüentemente, melhoravam o rendimento.
Hoje, a estratégia é outra. "Está cada vez mais difícil comprar por carnê porque a venda agora é por lotes, que esgotam muito rápido e com preços não tão atrativos", explica Fábio, que revela ser mais viável adquirir de quem compra o abadá no início do ano e desiste de aproveitar a folia ou de quem ganha como cortesia, mas viaja. "Atualmente, lucramos mais pela quantidade de abadás comercializados", diz.
Luciana Matos (nome fictício a pedido dela) também está no mercado há oito anos, mas é uma investidora de peso maior. Este ano, ela investiu R$ 50 mil e espera lucrar 50%. Caso seus cálculos estejam certos, serão R$ 25 mil líquidos na sua conta bancária. "O mercado hoje está mais competitivo, mas como atuo no ramo há anos, já tenho clientes certos e outros que vêm por meio deles", explica.
O início de Luciana também é curioso. Como sempre foi foliã de carteirinha, ela planejou sair em um dos principais blocos do Carnaval, mas viu que a grana estava curta. Conseguiu, então, um empréstimo e, junto com a amiga, comprou cinco abadás, já pensando em vender três. "O negócio foi tão bom que conseguimos pagar nossos dois abadás, curtimos à vontade nosso Carnaval e ainda sobrou uma graninha", revela.
Mercado de risco - Histórias como a de José Renato, Fábio e Luciana foram contadas por uma amiga para o supervisor de distribuição de produtos da Herbalife Luiz Carlos Lima, e o convenceram a tirar R$ 8 mil que estavam na poupança e empregar na compra de abadás no ano passado. "Na poupança, o dinheiro não rendia quase nada, então, quando ouvi de minha amiga que poderia até dobrar meu dinheiro não pensei duas vezes", recorda.
Em junho do ano passado, Luiz já havia pesquisado sobre os melhores blocos de Carnaval e comprado o tanto de abadás que o dinheiro permitiu. No mês da folia, tratou de anunciar em jornais de Salvador e de outros Estados. Os telefonemas "choviam", mas todo mundo reclamava do preço e dizia que iria esperar ficar mais próximo do Carnaval.
"Comecei a me desesperar. Vi que muita gente já faz isso e fui obrigado a baixar o preço", conta. Por pouco, Luiz escapou de um baita prejuízo, recuperando apenas o que investiu. porque conseguiu se desfazer dos abadás na véspera da folia explodir.
"É um verdadeiro tiro no escuro, como a bolsa de valores. Um mercado extremamente especulativo. Não quero mais saber disso", garante.
*Publicado no site do A TARDE ON LINE, em 22/02/2004, às 13h13
Folia dificulta direito de ir e vir dos moradores*
Bom senso e paciência são armas para evitar o estresse e driblar a confusão
ADILSON FONSÊCA
No Corredor da Vitória, o engarrafamento de trios elétricos, impedindo o trânsito de veículos pequenos, é apenas um dos problemas com que os moradores da área têm que conviver, diariamente, até Quarta-feira de Cinzas. O local, como todas as vias adjacentes aos circuitos do Carnaval - Barra/Ondina, Campo Grande/Castro Alves e Centro Histórico - também é um grande depósito antes e depois da festa.
"Aqui é onde se guarda tudo, desde isopores, sanitários e veículos", disse, com bom humor, o aposentado Manoel Cerqueira Nascimento, que visitava um amigo residente no Largo Dois de Julho. Entre o mau humor de uns e o bom humor de outros, a festa prossegue de forma inevitável, cada vez mais ocupando espaços periféricos à folia. "Temos que nos render e nos adaptar, se quisermos estar bem na quarta-feira", falou outro morador, Carlos Henrique Conceição.
A grande dificuldade para os moradores é conviver com restrições no ir e vir de carro. É a maior queixa ouvida pelos fiscais da SET (Superintendência de Engenharia de Tráfego da Prefeitura). "O nosso direito de ir e vir fica cerceado e por isso mesmo nos sentimos prejudicados todos os anos", desabafou a professora aposentada Magda Dourada, moradora do Campo Grande. A exemplo de anos anteriores, ela preferiu viajar no período da festa.
BOM HUMOR - Coronel aposentado da Polícia Militar, o ex-diretor do Detran e ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Flodoardo Azevedo mora no Campo Grande há 16 anos e disse que está acostumado com os transtornos. "Às vezes surgem atritos, principalmente com os trios que fecham a garagem e impedem o acesso e saída dos moradores, mesmo em casos de emergência".
O coronel explica que, além dos transtornos com o trânsito de veículos (carretas) que puxam os blocos de trios, tem a questão da segurança e higiene. No Campo Grande, há uma bateria de sanitários químicos bem próxima aos prédios. "Fizemos um apelo à prefeitura para este ano afastar mais os banheiros, pois, além do mau cheiro, havia a questão de que muitos não tinham o cuidado ao entrar e sair dos banheiros", disso o coronel.
Estar sempre atento com os horários do desfile das entidades carnavalescas e saber qual o melhor momento para entrar e sair com o veículo são recomendações constantes dos próprios moradores. Alguns veículos, contudo, acabam ficando presos nas garagens dos prédios, como aconteceu no primeiro dia da festa, conforme relatou o porteiro do Edifício Campo Grande, José Raimundo Cardoso. Segundo ele, alguns trios fecharam o acesso à garagem do prédio, impedindo a entrada e saída de veículos dos moradores. "A maioria dos moradores mais antigos viaja, mas há sempre os que ficam e estes são prejudicados", disse.
Laércio Vinícius de Santana Santos, 17 anos, morreu com um facada no peito na noite deste sábado, 21, em pleno Carnaval na Barra. Edvaldo Conceição dos Santos foi preso em flagrante e está detido na 14ª Delegacia de Polícia.
Segundo informações da delegada plantonista, Jaqueline Santana, três testemunhas reconheceram Edvaldo como o autor das facadas. No entanto, amigos da vítima afirmam que ele não é o responsável pela morte de Laércio. O rapaz chegou ao Hospital Geral do Estado (HGE) sem vida com uma perfuração no peito que atingiu o coração.
Desde o início do Carnaval, 31 ocorrências foram registradas no hospital. Até às 8h deste domingo, houveram 21 vítimas de socos e pontapés, cinco pessoas esfaqueadas e outros 4 casos de paulada, pedrada, agressão com estilete e espeto de churrasco. Com a morte de Laércio, há um total de duas mortes nos circuitos da folia baiana.
A cantora Margarete Menezes, com o bloco Os Mascarados, acaba de passar na frente do Camarote da Vogue e levou os convidados do evento ao delírio. Cantando a música " É bonita", a cantora foi acompanhada pelo público, que não parava de dançar e cantar.
O XIS DA QUESTÃO - Quanto mais os repórteres transitam de automóvel, por alamedas que levam aos palácios, mais se afastam das ruelas esburacadas do universo não noticiado daqueles que, vítimas de processos excludentes, não desenvolveram a capacidade de se organizar para a produção de ações noticiáveis. Para recolocar repórteres nas ruelas que levam à realidade e aos protagonistas do mundo não noticiado, a coluna faz duas propostas: 1) Que os jornalistas free-lancers recuperem a capacidade e a tradição de propor, às várias mídias, pautas diferenciadas; 2) Abrir no site Reescrita espaço para boas reportagens feitas por estudantes de jornalismo, nos jornais-laboratório dos respectivos cursos.
1. Alamedas e veredas...
Como tantas vezes acontece, a véspera do dia de entrega da coluna ao Comunique-se foi de navegação entre dúvidas. Sobre o que escrever e o que escrever? Na releitura dos dois diários que assino, e em repetidas incursões pelos noticiários da Internet, começou a crescer a idéia de propor uma reflexão sobre os caminhos habituais dos repórteres, no jornalismo diário de hoje. Quando eles saem das redações, com a pauta na mão, aonde vão? A quem procuram? Que percursos preferem ou são levados a percorrer?
Os jornais do dia e as correntezas de noticias na Internet confirmavam a presunção (minha) de que o rumo dos repórteres leva quase inevitavelmente aos palácios das fontes organizadas, aquelas que exercem o poder de produzir fatos noticiáveis e a competência de recheá-los de atributos jornalísticos. A evidência aparecerá claramente na estatística, se quisermos contar e classificar a origem das notícias divulgadas. Já fiz isso muitas vezes, daí a presunção citada. E a presunção se confirma na quase unanimidade dos enfoques do noticiário, originado em press-releases irrecusáveis ou na relevância inquestionável de fatos e falas, intencionalmente produzidos para serem notícia.
Como já escrevi outras vezes, considero um valioso exercício democrático esse de instituições e grupos organizados saberem e poderem utilizar o espaço público do jornalismo, e a eficácia da notícia, para socializar os discursos que produzem. Hoje, mais do que em qualquer outra época, é pela afirmação da capacidade discursiva, via notícia, que as instituições e os grupos organizados demarcam espaços próprios no complicado cenário dos conflitos da atualidade.
O problema, quase esquecido, na fisionomia desse mundo movido a informação e desse jornalismo cada vez mais aberto à reprodução dos discursos particulares, está na exclusão discursiva produzida.
Quanto mais os repórteres transitam de automóvel por alamedas, rumo aos palácios, mais se afastam das ruelas esburacadas que levam ao universo não noticiado daqueles que, vítimas de outros processos excludentes, não desenvolveram a capacidade de se organizar para a produção de ações noticiáveis.
E por se tratar de uma exclusão que tem a ver, e muito, com o nosso trabalho de jornalistas, mais ainda com o nosso quinhão de responsabilidade social, o tema aqui está, para ser debatido.
2. Os CEUS e o inferno
Na verdade, as dúvidas sobre o tema se desvaneceram na noite de quinta-feira, quando, no ambiente fraterno de um aniversário, abri os ouvidos para os lamentos de uma professora do sistema municipal de ensino, em São Paulo. Ela faz parte do corpo docente de uma escola de periferia, freqüentada por cerca de 2.500 alunos (soma dos quatro períodos em que a escola funciona, das sete da manhã às onze da noite), para os quais existem 19 salas de aulas. Para atender à demanda em crescimento, seria preciso, urgentemente, pelo menos mais uma ou duas salas de aula. Mas não há dinheiro para investir. Assim, o jeito parece ser o de desativar uma das salas ocupadas por serviços e atividades de apoio didático (biblioteca ou sala de vídeo, por exemplo).
A miséria do bairro aumenta os problemas da direção da escola e dos professores, obrigados, inclusive, a cuidarem da distribuição do leite que as crianças levam para casa - um litro por aluno. Mas, na orientação da prefeitura, só têm direito ao leite crianças que não faltem à aula. Quando isso acontece, a fúria dos pais cai sobre a cabeça dos professores, acusados de roubarem o alimento cuja falta na casa dessas famílias representa uma tragédia.
Nas salas superlotadas, a não separação de crianças com necessidades especiais, aconselhada pela pedagogia de inclusão, em alguns casos, cria problemas que vão muito além da capacidade de ação do professor e que acabam por excluir os outros alunos, assustados, por exemplo, pela agressividade incontrolada de crianças portadoras de certas deficiências mentais que exigiriam acompanhamento especializado.
A falta de recursos e de apoio, e a gravidade dos problemas que enfrentam, sem a mínima perspectiva de solução, submetem os professores a estados de depressão mais ou menos graves. "Eu estou deprimida", dizia-me a professora, uma das heroínas que cumprem a difícil missão de ensinar nessas fronteiras urbanas não alcançadas por um poder público que se exigiria inteligente e cumpridor das suas obrigações.
Até para evitar o alongamento do texto, não entrarei em detalhes. Mas posso garantir que, na cidade de São Paulo, são dezenas, talvez centenas, as escolas nessas condições. Faltam salas de aula, professores, recursos materiais e didáticos, políticas de apoio e perspectivas de soluções.
E do quê os jornais e as televisões falam? Dos CEUS, da grandiosidade e sofisticação da sua concepção arquitetônica e funcional, coisas de primeiro mundo, na proposta retórica da propaganda oficial. E porque assim é, nem sequer se pergunta qual é o projeto pedagógico para os CEUS - que, dizem-me especialistas no assunto, ainda não existe. Talvez valesse a pena, penso eu, utilizar o dinheiro e a criatividade publicística da propaganda dos CEUS em mensagens que ajudassem as comunidades da periferia a partilharem discussões e soluções das suas escolas locais.
Mas a discussão não é essa, nem sequer o fato de o dinheiro gasto na propaganda dos CEUS (que serve ao interesse político, não ao projeto educacional) estar fazendo falta no atendimento a necessidades prementes das escolas da periferia, carentes de quase tudo. A questão a discutir é outra: o que fazer para que os repórteres descubram e percorram as ruelas que levam à realidade e aos protagonistas do mundo não noticiado?
3. Duas propostas
Não tenho respostas à pergunta, até por duvidar que a pauta da grande imprensa retire os repórteres das alamedas palacianas para os colocar nas ruelas do mundo não noticiado. Tenho, porém, duas propostas:
1) Que os jornalistas free-lancers recuperem a capacidade e a tradição de levar, às várias mídias, pautas diferenciadas que contribuam para trazer à superfície do espaço jornalístico a realidade escondida do mundo não noticiado. Seria uma forma de reduzir a exclusão discursiva e de colocar novos protagonistas nos confrontos da atualidade. A propósito, gostaria muito de saber como funciona hoje o mercado para os "frilas". Aguardo testemunhos nos comentários.
2) Vou abrir no site Reescrita um espaço para boas reportagens feitas por estudantes de jornalismo, nos jornais-laboratório dos respectivos cursos. Com a condição de que as matérias sejam enviadas pelo professor da disciplina ou por ele avalizadas. Os jornais-laboratório têm liberdade e função que estimulam a experimentação de um jornalismo transgressor, descolado dos sistemas nutridas pelas fontes organizadas. Há ótimos trabalhos de alunos de jornalismo, que nascem e morrem nos limites dos cursos. Pois que apareçam, para serem conhecidos e apreciados. E para produzirem efeitos.
"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo;
e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão,
outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Lembre-se:
"Felicidade é uma viagem, não um destino".
"Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como."
(Nietzche)
"Que negócio é esse de que somos culpados
De tudo que há de errado sobre a face da Terra!
Que negócio é esse de que nós não temos
Os devidos cuidados com o mundo em que vivemos!
Fazemos quase tudo por necessidade
Vivemos em busca da felicidade
Somos seres humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos
Ainda".
Trecho da música "Seres Humanos" do rei Roberto Carlos em parceria com o "tremendão' Erasmo Carlos.
Como diz a música dos "Demônios da Garoa": "reconhece a queda e não desanima, levanta sacode a poeira e dá a volta por cima..." É isso que estou tentando fazer. Hehehe... Fui fundo nessa hein!!!
Em todos os ramos de atividades a especialização tem sido o caminho encontrado para profissionais obterem maior qualidade em suas funções e, claro, levarem vantagem na concorrência absurda que tomou conta do mercado de trabalho. Essa concorrência, motivada pelo imenso número de profissionais despejados pelas universidades todos os anos, aumenta a cada dia, e quem não obtiver uma especialização ou algum curso de excelência tende a ficar defasado e, conseqüentemente, desempregado.
No caso de economistas, administradores ou engenheiros, os MBAs estão aí. Custam caro, mas sempre ajudam aqueles que procuram um "upgrade" em sua formação acadêmica e/ou profissional. E para os jornalistas? O que nós devemos fazer para nos especializarmos em nossa profissão? Como melhorarmos nosso nível profissional?
De uma forma geral, nós hoje escrevemos mal. Temos, sim, pouco tempo para ler e nos reciclarmos de maneira adequada. Mas também estamos sendo mal-formados nas salas de aula. Portanto, um primeiro passo é procurarmos cursos de especialização em língua portuguesa. Precisamos reaprender a escrever corretamente, a conjugar verbos de maneira correta e, principalmente, precisamos aprender a narrar os fatos. Lendo o que se produz informalmente por aí, e-mails e cartas, concluí que muita gente hoje escreve da maneira como fala, desrespeitando regras claras de narrativa, pontuação e gramática.
Vale ressaltar que não quero aqui dizer que somos todos semi-analfabetos ou que escrevemos predominantemente mal. Mas, como o tema da coluna é exatamente a especialização, é importante que saibamos exatamente os pontos nos quais pecamos, para assim podermos melhorar o nosso nível técnico de escrita e de reportagem.
Outro ponto fundamental é reciclarmos nossas idéias. Não tenho notícia de cursos (alguns caça-níqueis) de especialização em jornalismo esportivo, por exemplo. O máximo que se encontra é uma listagem de cursos ministrados por profissionais de jornalismo esportivo que estão incorporados a cursos de educação física, ou que apenas apresentam de forma superficial a profissão. Esses cursos podem até ser úteis para quem está começando na carreira, mas dificilmente acrescentarão algo a quem já está na estrada há alguns anos.
Para os jornalistas esportivos, seria extremamente importante haver cursos de administração de entidades esportivas, direito esportivo, conhecimento aprofundado em regras dos esportes (quaisquer que sejam), marketing esportivo, medicina do esporte, entre outros. Claro, esses cursos existem, mas nenhum deles é voltado para os profissionais de comunicação. Caso algum de nós se matricule em cursos como os citados acima, certamente será bombardeado com informações e fórmulas sobre as quais nunca ouvimos falar, e que provavelmente não absorveremos nem a metade.
Na minha opinião, o jornalismo esportivo precisa de uma reciclagem geral. Creio já estar saturado o modelo dos "sabe-tudo", aqueles que comentam sobre todos os assuntos sem serem especializados efetivamente em nenhum. Fala-se de direito esportivo com a mesma desenvoltura com que se comenta sobre doping no esporte. Isso sem se ter a base teórica mínima para debater cada um desses assuntos. Usa-se, quando muito, apenas o bom-senso, a experiência e a "malandragem" adquirida pelos anos de praia.
Claro, pode-se argumentar que se alguém quiser uma opinião avalizada, que entreviste um médico ou um advogado. OK, é um ponto de vista.
Mas, a meu ver, o diferencial está aí. Se ao invés de simplesmente entrevistarmos um advogado ou médico, tivermos um conhecimento mínimo para debater o assunto com eles, o produto final será muito mais qualificado, e teremos nosso valor muito mais reconhecido no mercado.
Não seremos especialistas, mas poderemos ter o diferencial que nos coloque um ou dois degraus acima do comum. E isso, no panorama atual, faz uma diferença considerável.
Portanto, amigos, briguemos pelos cursos direcionados à nossa classe.
Creio ser uma saída bastante interessante para o momento de crise que vivemos hoje em dia.
Evito falar, mas esta difícil suportar. Não sei se vou agüentar... sou fraco... covarde mesmo... ainda o inevitável... será que alguém sofrerá? será que alguém sentirá minha falta?
Tentei, juro e Deus sabe o como eu tentei resistir e persistir a esse amor (?), mas não deu. Ele me consome e consegui ser mais forte que eu. Essa força estranha que me sufoca é tão grande que vai me deixar louco. Explicar...quem conseguiria traduzir em palavras fielmente um sentimento. Na tentativa, deixo vocês, com um trecho de "Aline", música do "Hermano" Marcelo Camelo.
"(...) dedico a ti esta canção
Tentando, em notas, dizer
Que eu te amo tanto
Tentando gritar ao mundo
Aline, sem você confesso eu não vivo,
Sem você a vida é um castigo,
Sem você prefiro a solidão
A 7 palmos do chão"
Em 1999, a cidade de Salvador - primeira capital do Brasil Colônia -, completou 450 anos de fundação. Se não fosse os esforços do governo do Estado e da prefeitura municipal da capital baiana, através de seus órgãos oficiais de turismo, a data seria passada sem maiores comemorações.
Independente de bairrismo e da velho rincha entre baianos, paulista e cariocas, eu fico me perguntando será que os 450 anos de fundação de São Paulo é um acontecimento para mudar toda uma grande de programação da maior rede de televisão do Brasil?
Tudo bem, que São Paulo é o coração econômico do país, uma metrópole com uma vida cultural invejável, considerada a capital gastronômica do mundo. Mas, será que ainda sim, é motivo para todos os programas da Globo, passarem a ser transmitidos ao vivo desta cidade e reunindo artistas nacionais em shows que envolvem estruturas gigantescas?
Será que Salvador, também não mereceria uma comemoração semelhante? Será que São Luís do Maranhão também não merece uma comemoração com requintes de mega evento global? Ou será que só São Paulo e Rio de Janeiro, são cidades importantes da o desenvolvimento nacional?
Vale salientar que o estado da Bahia é considero o 2° destino turístico brasileiro, que o PIB (Produto Interno Bruto) do estado teve superávit em relação a média nacional e as contas do funcionalismo público encontram-se em dias. Não é querendo fazer propaganda de nenhum grupo político que chefie o estado em tom de coronelismo, mas que verdades precisam ser ditas e que o Brasil, e principalmente os sulistas, tem de enxergar que a nação não se restrinja ao eiro Rio-São Paulo.
Essa semana fiz tudo no piloto automático. Na segunda repeti a doce de todos os dias de férias na faculdade e acordei só quase na hora de almoçar e ir para o trabalho. Na terça, acordei cedo, fui trabalhar e depois com minha mãe para a clínica fazer minha "Nasofaringolaringoscopia". Quarta-feira, novamente exame de manhã, desta vez na Av. Garibaldi - Audiometria tonal e vocal e trabalho a tarde. Quinta-feira, dentista pela manhã e trabalho a tarde.
É estou no computador as 3h46 e acho que já sei o que será de amanhã. Acordarei ao meio-dia, tomarei banho, almoçarei comida baiana (feijão fradinho, arroz e carne do sol), irei paro trabalho e ao retornar me isolarei no meu mundo de faz de conta.
Mas começo a pensar que até este meu refúgio já não é tão seguro para me proteger de meus próprios pensamentos e das lembranças. Passando pela Av. ACM, no dia 21, mostre-lhe o prédio onde "E". trabalha. E ela, num tom de reprovação me disse: "Você não esquece, né!". Como esquecer um amor, se não encontrei ninguém que fosse capaz de me remeter aos sabores e sentidos, que pude desfrutar em sua companhia.
Terei que encontrar uma nova forma de fugir de mim mesmo. Cada vez mais estou me decepcionando com o homem que estou me tornando. E neste processo de auto - desilusão, só consigo pensar em besteiras.
E o pedido continua de pé: Oh Deus daí-me um fiozinho de esperança em dias melhores para que eu possa agarrar com unhas e dentes e não achar que esse já é o fim.
Casamento de Igor e Lilian. Ele, filho de minha madrinha de batismo.
Nunca soube que vinho branco suave fosse tão bom. Nem ressaca dá. E como estou numa boa, já tomei uma Orloff Ice com meu irmão e vou me arrumar para encontrar meu futuro...
"Não perca seu equilíbrio interno.
Por maior que seja a tempestade que o envolve, não perca seu equilíbrio.
Todas as tempestades passam.
E se soubermos recebê-las com serenidade, nenhum mal nos causarão.
Jesus dormia no fundo da barca...
Quando os discípulos o chamaram, nervosos, ele acalmou tudo.
Faça o mesmo.
Recorra ao Mestre Divino, para que as tempestades se acalmem a seu lado".
Mensagem retirada do Livro "Minuto de Sabedoria", de Carlos Torres Pastarino. Página 181.
Existem dias que são feitos pra se sentir
Sentir saudade sem por que nem por quem
Sentir vontade de falar com alguém
Sentir tesão sabe-se lá por qual emoção.
Existem dias que têm cheiro de morte
Um cheiro forte de ausência
Um doer da própria existência
Um sentir falta do ar que se tem.
Existem dias que são assim...
Doídos só por estarem
Sofridos só por ousarem
Fazer a gente vivê-los, mesmo sem querer...
O brasileiro já destina mais do seu orçamento para gastos com internet e TV a cabo do que na compra do tradicional feijão com arroz. A queda na renda, o aumento das tarifas acima da inflação e a oferta de novos serviços alteraram a formação do orçamento familiar. Avançou também o peso das tarifas administrativas e caiu a parcela das despesas com saúde e compra de veículos, conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
*Jornal "A Tarde", pág.13, sexta-feira, 09/01/2004.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e acreditar em você de novo!
Pois é, agora é hora de reiniciar. De pensar na luz.
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um ano novo todo novo?
A vida só vale a pena se nos jogarmos de cabeça e vive-la na sua intensidade. Viveria uma grande paixão mesmo sabendo que seria os últimos dias da pessoa amada, como no filme "Outono em Nova York" (Autumn in New York), da diretora chinesa Joan Chen, exibido ontem, dia 02 de janeiro de 2004, pela Rede Globo.
De imediato associe o filme onde o sedutor Will, interpretado pelo galã de Hollywood Richard Gere (Uma Linda Mulher), se entrega a uma grande paixão ao lado da doce Charlotte, vivida por Winona Ryder, ao texto "Saudades de você", que meu amigo Guerdes Gouthyere escreveu expressando toda a sua dor pela perda da pessoa amada. Perda, não para os braços da morte, mas para os abraços de um outro alguém.
Acho que agora consigo entender esse sentimento e posso, também, compartilhar com Guerdes o sofrimento de olhar as estrelas e ver que ela continuará a brilhar mesmo estando longe de mim.
Saudades de você
Guerdes Gouthyere*
Certa noite, após sair do banho, parei enfrente a minha janela e pude contemplar uma linda lua ao redor de várias estrelas. A cada minuto que passava, ficava a pensar como seria a vida após a morte, pois quando perdemos alguém que tanto gostamos sentimos que parte de nós se foi com aquela pessoa.
A morte é para muitos uma passagem, só que não sabemos como se dá essa passagem e para onde vamos quando deixamos o mundo o qual vivemos tantos momentos inesquecíveis. Seria tão bom se antes de partirmos pudéssemos nos despedir da nossa família, dos amigos e até mesmo de alguns lugares que guardamos de recordação. Como isso não é possível, e nada ao mesmo tempo não é impossível, temos que aprender a conviver com a presença e a ausência. Não que devamos viver sozinhos, mas muitas vezes paramos e vemos que o tempo passou e continuamos a mesma pessoa: solitária, com medo de ir a procura de um amor e insatisfeitos com tudo e todos.
É assim mesmo, a vida nem sempre é um mar de rosas. Viver não é uma experiência, mais sim uma prova, onde o amor, o respeito e a fraternidade são as respostas para todas as questões, até mesmo as mais complexas.
Quando perdemos alguém e sabemos que esse alguém não vive mais no planeta terra, fica muito fácil nos conformarmos com a sua ausência. O difícil é quando perdemos alguém e sabemos que esse alguém permanece tão perto de nós que a sua ausência não é ausência nos nossos corações e principalmente no meio em que vivemos.
Saber esperar, compreender e ter paciência são virtudes que em muitas vezes são esquecidas. Nós, aprendemos a conviver, porém não nos ensinaram a arte de poder esquecer, ou melhor dizendo, não estamos suficientemente preparados para "perder".
Temos que seguir em frente, sermos felizes e fazer alguém feliz, só que muitos querem ser amados e poucos querem amar. A beleza da vida compreende a nossa existência e existir é deixar marcas, marcas essas que influenciaram e influenciarão a vida de muitas pessoas.
Temos que viver o presente sem pensar no futuro, temos que sentir o gosto daqueles que nos querem bem, temos que esquecer os sofrimentos, as angústias e o passado, temos que esquecer aquelas pessoas que não nos fizeram bem, temos que deixar de lado os que nos deixaram e saber que mais cedo ou mais tarde tudo vai acontecer.
"A morte não se dá apenas quando os olhos se feixam. Mas também, quando de olhos abertos não podemos ou não tivemos a oportunidade de enxergar quem tanto fez parte dos nossos sonhos".
*Guerdes Gouthyere Lemos Veras, 19 anos, é vestibulando e enfrenta amanhã (04/01) a 2ª face do vestibular da UFBa (Universidade Federal da Bahia), disputando uma vaga no curso de Física.
Amor 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada a laços de família. 4. Inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia.
Paz 1. Ausências de lutas, violências ou perturbações sociais, ou de conflitos entre pessoas. 2. Sossego, serenidade.
Harmonia 1. Disposição bem ordenada entre as partes de um todo. 2. Proporção, ordem. 3. Paz coletiva entre pessoas.
Fraternidade 1. Parentesco de irmão. 2. Amor ao próximo. 3. Harmonia, concórdia.
Humildade 1. Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza. 2. Modéstia. 3. Submissão.
Caráter 4. Qualidade inerente a uma pessoa, animal ou coisa. 5. Os traços psicológicos, as qualidades, os modos de ser, sentir e agir de um indivíduo, um grupo, um povo. 6. Gênio, humor. 7. Firmeza de atitudes.
Dignidade 1. Qualidade de digno. 2. Função, título, etc., que confere posição graduada. 3. Honestidade. 4. Brio.
Saúde 1. Estado daquele cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal. 2. Brinde à saúde de alguém.
*Significados retirados do ¿Minidicionário da Língua Portuguesa¿, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 2ª edição. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira.
Que em 2004 a paz do mundo esteja com todos nós...
Acho que estou começando a compreender o "espirito natalino". Estou me sentindo como um faminto clamando por algo para comer. Só que minha fome é de algumas migalhas de amor.
"Eu continuo. A morte é inquilina do meu corpo e acompanha a minha sombra por onde quer que eu vá...mas eu continuo indo adiante, e posso encontrar a fatalidade na próxima esquina, como posso seguir pela cidade afora (...) até que a morte nos separe... eu continuo...eu estou vivo. Viva a vida!".
Fala do personagem Léo, vivido pelo ator Jayme Periard, em 1991 no final na minissérie O Portador. Essa minissérie escrita por José Antônio de Souza e Aziz Bajur, com direção de Herval Rossano abordava a história de um empresário que contraiu o vírus HIV/Aids numa transfusão de sangue, após um acidente aéreo.
Uma citação que li em um blog, só para complementar a mensagem anterior.
Nada pela metade "Cause everybody can can!"
Se for para acontecer, que seja agora.
Se for para invadir, que juntemos nossos exércitos.
Se for para darmos a mão, não esperemos até que tiremos as luvas.
Se for para ser, que seja. Agora.
E agora já está bastante longe do impossível.
Eu estou pronto.
E você?
Muito pra mim é nada
Tudo pra mim não basta
Eu quero cada gesto,
cada palavra,
cada segundo da sua atenção Faça isso por mim
Leve a dor pra longe daqui
Estou cansada de ouvir
Que eu só sei amar errado Estou cansada de me dividir
O que é certo no amor?
Quem é que vai dizer
O que falar, calar e querer?
Eu quero absurdos,
Quero amor sem fim
Eu quero lhe dizer que
eu só sei amar assim...
Você sabe o que quero dizer com essa música, não sabe?
E não adiante me dizer que: "a mente entendi, mas o coração não compreende"...
Não quero mais esperar! Como disse Caio Fernando de Abreu em uma de suas cartas:
"(...) Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível.
(...) quero que daqui pra frente a vida seja hoje. A vida não é adiável".
(MORICONI, Italo. Caio Fernando de Abreu: Cartas. pp 45-46.)
"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite; até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Lembre-se:
"Felicidade é uma viagem, não um destino.
Não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
A Felicidade é uma viagem"
A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite. Essas ações sempre acontecerão, independente se traga ou não resultados positivos para você.
Um cientista de Phoenix-Arizona queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que
chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu em uma penitenciária. Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St.Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte. Propôs a ele o seguinte: participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota final. Teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, seria libertado, caso contrário ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.
O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma
chance de sobreviver. O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais, e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do seu pulso, foi colocada uma vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem
seu pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o condenado pensava que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo foi perdendo a cor e ficando fraco. Quando os cientistas fecharam por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue. O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo o que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que a morte pode ser orgânica ou psíquica.
"Quem Mexeu no Meu Queijo?", foi escrito pelo Dr. Spencer Johnson, co-autor de best-sellers "O Gerente Minuto". O livro é uma parábola simples que revela verdades profundas sobre a mudança. Spencer afirma no livro, que as mudanças são necessárias e não adiantar irmos na contramão do progresso, da globalização e não nos permitirmos acompanhá-las.
O autor nos transmite lições de como não nos prendermos em situações que nos parece confortáveis e cômodas.
É a história divertida e esclarecedora de dois ratinhos e dois homenzinhos que vivem num labirinto e procuram "queijo" para se alimentarem e viverem felizes. Esses quatro personagens se comportam como seres humanos normais. "Queijo" é uma metáfora para significar aquilo que desejarmos na vida: um bom emprego, um bom relacionamento amoroso, dinheiro, propriedades, saúde ou paz de espírito. E o "Labirinto" é o local onde fazemos essa busca: a empresa na qual trabalhamos, a nossa família ou nossa comunidade. Nesta história, os personagens enfrentam uma mudança inesperada. Um dos "homenzinhos" é bem sucedido e começa a escrever tudo o que aprendeu nas paredes do labirinto. Graças a essas anotações, começamos a aprender como lidar com a mudança, de forma a sofrer menos estresse na vida ou no trabalho.
As simples verdades encontradas nesta história têm provocado um grande impacto no ambiente empresarial.
O livre ajuda a alcançar o sucesso nestes tempos de rápidas transformações. O tom pouco ameaçador da história reduz a resistência e estimula a confiança no processo da mudança.
O Manuscrito na Parede
A Mudança Ocorre (Continuam a Mexer no Queijo)
Antecipe A Mudança (Prepare-se para o Caso do Queijo Não Estar no Lugar)
Monitore a Mudança (Cheire o Queijo com Freqüência para Saber Quando Está Ficando Velho)
Adapte-se Rapidamente à Mudança (Quanto Mais Rápido Você se Esquece do velho Queijo, Mais Rápido Você Pode Saborear um Novo)
Mudança (Saia do Lugar Assim Como o Queijo!)
Aprecie a Mudança (Sinta o Gosto da Aventura e do Novo Queijo!)
Esteja Preparado para Mudar Rapidamente Muitas Vezes (Continuam Mexendo no Queijo)
Coragem para levantar da cama. Coragem para tomar banho, almoçar. Coragem para encarar a vida de frente, coragem para abrir a porta do meu quarto e sair do meu mundo - meu casulo -, e me deparar com os problemas que a vida me impõe.
Me falta coragem até para ser feliz e viver os momentos de prazer que ela pode me proporcionar. Se a vida é um navio quero pular, nadar e sentar na areia da praia mais próxima, só para ficar vendo a vida passar.
Hoje quero ser o covarde que a sociedade não me permite ser.
Que me desculpem os ambientalistas de plantão, mas hoje ao tomar banho, quero me permitir ficar em baixo do chuveiro, deixando que a água caia sobre mim e lave do meu rosto as lagrimas que correm dos meus olhos e se misturam com a água corrente.
Devaneios e lamentações através do Messenger com uma amigo:
Porque ficamos tristes? Porque uma música de Maria Bethânia nos lembra sempre alguém? Por que precisamos de alguém ao nosso lado para sermos felizes? Será que só ter dinheiro, desempenharmos a profissão que escolhemos, ter uma boa família, amigos maravilhosos não basta?
- Rapaz... são perguntas que acho que ninguém pode responder!